Memórias
XVII – Preso Por Meus Próprios Braços
16 de junho de 2021
Realmente não sei mais o que fazer. Preciso sair, preciso ver o mundo. As conversas não mudam de tom, ficam no mesmo tom e eu sem perspectivas de sair. Porque…
XVI – Confiante na Vitória
17 de maio de 2021
Como venho lhes dizendo, eu estava tentando aprender a jogar. A melhor forma de resistência é a pacífica, já ensinava Gandhi. Aqui, dentro da Pinel, só preciso entrar no jogo…
XV – Fatos Desobjetivos
2 de março de 2021
Sobre médicos e loucos, ou talvez médicos-loucos, digo uma coisa: é tudo uma questão de representação. Hoje entendendo isso, e por mais que ainda permaneça encarcerado, entendi que tenho que…
XIV – Vivendo e Aprendendo a Jogar
18 de janeiro de 2021
Daniel, meu amigo cativo que esteve comigo há pouco, não fala. Sábio, ouve, olha para o alto e ri. Seu diagnóstico, ditado pelos homens de branco, deve ser de autismo.…
Bar do Portuga na Lagoinha
17 de dezembro de 2020
Lembranças ajudam a viver. Sem nada para fazer em casa ia até o Bar do Portuga, ali na esquina, pedia uma pinga e ficava à espera de que aparecesse alguém…
XIII – Dissociações Conexas
15 de dezembro de 2020
Acordei novamente na Pinel, esta clínica que tem se transformado em minha morada. Não que aqui eu tenha aquele sentimento de lar, aquele acolhimento… Não que minha cama, com este…