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A Segunda Atenção: o Desconhecido

Publicado por Editor em Castaneda e Don Juan
data: 12/01/2011

Uma parte maior da consciência, a segunda atenção, abrange o conhecimento de que precisamos para perceber nosso casulo luminoso e para agir como seres luminosos. A segunda atenção, permanece como pano de fundo durante toda nossa vida, a não ser que seja transportada através de treinamento deliberado ou por um trauma acidental.

O campo de batalha dos guerreiros é a segunda atenção – uma espécie de campo de treinamento para atingir a terceira atenção. É um estado bem difícil de se chegar, mas muito frutificante quando atingido.

A segunda atenção é um estado mais complexo e especializado do brilho da consciência. Tem a ver com o desconhecido. Sobrevém quando emanações não comuns dentro do casulo do homem são utilizadas.

A razão pela qual disse que a segunda atenção é especializada é que, para se utilizar essas emanações incomuns, são necessárias táticas inusuais, elaboradas, que requerem muita disciplina e concentração.

A concentração necessária para se estar consciente de um sonho é o prenúncio da segunda atenção. A concentração é a forma de consciência que não está na mesma categoria que a consciência necessária para lidar com o mundo cotidiano.

A segunda atenção é também chamada de consciência do lado esquerdo, e é o campo mais vasto que se pode imaginar, tão vasto que, na verdade, parece não ter limites.

Não gostaria de perder-me nela por nada neste mundo. É um pântano tão complexo e bizarro que os videntes sóbrios somente entram nela sob as mais estritas condições. A grande dificuldade é que a entrada para a segunda atenção é muito simples, e sua atração quase irresistível.

Os antigos videntes, mestres da consciência, aplicavam sua habilidade em seus próprios brilhos da consciência e faziam com que se expandissem a limites inconcebíveis.

Na verdade, aspiravam acender todas as emanações dentro de seus casulos, uma faixa por vez. Conseguiram, mas, de modo bastante estranho: o fato de acender uma faixa de cada vez determinou seu aprisionamento no pântano da segunda atenção.

Os novos videntes corrigiram aquele erro. Deixaram o domínio da consciência desenvolver-se no sentido de seu fim natural, que é o de estender o brilho da consciência além dos limites do casulo luminoso em uma única pulsação.

O desenvolvimento da segunda atenção começa com a idéia que nos vem mais como uma curiosidade do que como uma possibilidade real; transforma-se em algo que só pode ser sentido, como uma sensação; e finalmente evolui para um estado de ser, ou uma região de praticidades, ou uma força superior que nos abre mundos além de nossas fantasias mais desvairadas.

Os feiticeiros têm duas opções para explicar a feitiçaria. Uma é falar em termos metafóricos, e contar sobre um mundo de dimensões mágicas. Outra é explicar suas atividades em termos abstratos, próprios da feitiçaria.

Sendo um subproduto do deslocamento do ponto de aglutinação, a segunda atenção não é algo que acontece naturalmente, deve ser intencional. Ela pode ser descrita metaforicamente como um desenvolvimento que é percebido no início como uma idéia, e ao final como uma consciência fixa e controlada pelo deslocamento do ponto de aglutinação.

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