Crônicas

Ousar Amar, Ousar Viver!

Publicado por Sebastião Verly

Quem conheceu Pompéu, minha pequena cidade antes da chegada da “luz elétrica” há de saber de muitos casos interessantes, únicos daquela população. Casos de amores profundos e arroubos de coragem e ousadia. Eu mesmo relembrei de alguns casos de amor que mereciam contos, romances e até filmes. Um deles, fato acontecido e do conhecimento de quase toda a população, ou pelo menos deveria ser, aos poucos foi se esfumaç...

XIX – Flashes entre Partidas de Buraco

Publicado por Bill Braga

Ao passo que conto da chegada na Pinel, ainda me encontro cativo nesta simpática clínica. Em meio a Sandras, Valérias, Daniéis, Moniques, Fernandas, e tantos outros companheiros de jornada. Uns que se foram, outros que ficam. E eu que já estive do lado de fora, voltei, e não sei quando sairei novamente. Só me resta escrever, é a única forma de não deixar adormecer o potencial revolucionário dentro de mim, minha resi...

Viva Melhor com Elegância

Publicado por Sebastião Verly

A primeira vez que li o Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, o que me chamou a atenção naquele livro de André Compte Sponville foi ver a Polidez como a primeira virtude. Com várias leituras, passei a admirar a Polidez e a me esforçar muito para cultivar essa tão valiosa virtude. Com esta introdução, pretendo abordar uma outra virtude que não consta especificamente daquele Tratado, mas que passou a ser muito important...

Com Medo da Rua

Publicado por Sânia Campos

Com medo da rua, não se pode mais ver a lua andando pelas ruas de Belo Horizonte numa noite de lua cheia  e passando pela rua da minha infância e juventude, fiquei tocada com o “medo” que predomina, insegurança e isolamento das famílias, muitas cercas elétricas, muros altos, cadeados etc… Veio este Devaneio … Quem ainda olha o céu, admira a lua e caminha tranqüilo pelas ruas? A lua que foi cantada em pr...

Para as Mulheres, Quase Divinas

Publicado por Sebastião Verly

Mulher é para ser amada e ponto final. O resto é complemento ou rotina. Desde cedo a garotinha sonha com príncipes encantados, com dias melhores, com parentes e amigos bons, com o amor sincero em todas as maneiras de amar. As mulheres nos encantam desde meninas. Vejam os jogos e brincadeiras femininas, que graça e beleza! Parecem mais felizes que os garotos. Quem olha uma menina correndo de pés descalços, pulando corda, ...

O inútil latim

Publicado por Antonio Carlos Santini

- Ave, Caesar, morituri… - Corta essa, ô cara! cinquenta anos depois do seminário, você ainda insiste em falar latim? Esse latim inútil… - Data venia, bem que me tem ajudado… - Nada disso! Só interessa aos padres, advogados et caterva… - Deixa pra lá, César! Quais são as novidades? Nihil novi? - Dizem que a Presidente vai governar manu militari… - Lato sensu? - Não! Vai fazer esse povo sa...

XVIII – O Potencial Revolucionário da Loucura

Publicado por Bill Braga

Apagar e acordar. Acender e desligar. Lembrar e esquecer. Lembrar é esquecer. Nessa dialética entrei desde aquela primeira internação, na clínica Santa Maria. Drogado pelos anti-psicóticos e tranqüilizantes mais pesados, era nessa corda bamba que passaria a viver. E assim se teciam minha lembranças e esquecimentos, meus sentimentos e minhas paixões, meus conflitos e meus tesões. Ainda hoje, na Pinel, uma confusão me...

XVII – Preso Por Meus Próprios Braços

Publicado por Bill Braga

Realmente não sei mais o que fazer. Preciso sair, preciso ver o mundo. As conversas não mudam de tom, ficam no mesmo tom e eu sem perspectivas de sair. Porque não dão o braço a torcer, porque não me libertam? Talvez porque eu já tenha saído antes. Me lembro que saí. Lembro da sensação de passar por aquela porta de ferro, ver as árvores lá fora, os carros passando, gente. A primeira respirada, do ar da liberdade en...