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O Papa Francisco e o clericalismo

Publicado por Padre Joao Delco Mesquita Penna en Religión
data: 29/01/2021

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Padre Joao Delco Mesquita Penna -
Comentário
  1. Antônio Carlos Santini

    O autor denuncia uma realidade que se verifica de modo especial na estrutura “paroquial”, mas a “praga” do clericalismo não é dominante nas frentes missionárias nem nas comunidades novas.
    Nas Frentes Missionárias, a maior parte da ação evangelizadora está nas mãos de leigos catequistas e agentes de pastoral.
    Nas Comunidades Novas, os sacerdotes são orientadores espirituais, mas nem sempre assumem a coordenação, pois as decisões são tomadas por órgãos colegiados com maioria absoluta de leigos não ordenados.
    Vale notar que muitas dessas Comunidades tem fiéis leigos como fundadores; por exemplo, em Petrópolis, RJ, a Comunidade Jesus Menino foi fundada por Tonio Tavares de Mello, um professor leigo, e a Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém tem como fundadora Verônica Jordão, professora e psicóloga. Na Europa, exemplo perfeito de não clericalismo é a Comunidade de Taizé.
    Comunidades católicas internacionais, como o Chemin Neuf (Caminho Novo), mesmo tendo padres como fundadores, dividem as decisões com conselhos diretores; no caso do Caminho Novo, reúnem cristãos católicos e não católicos, além de se associarem às Irmãs de Sion, aos beneditinos da Holanda, à Companhia de Jesus (instituto de Origem do fundador) e aos Foyers de Charité.
    Esta última comunidade, os Foyers de Charité, espalhada por 40 países (e a pioneira delas, nascida em 1936), tem como fundadora uma mulher leiga, Marthe Robin. Cada um de seus núcleos tem um sacerdote como “pai”, mas a coordenação fica em mãos de um fiel leigo.
    Por tudo isso, não se deve colar o rótulo de “clericalismo” na Igreja em geral. Aliás, o mesmo clericalismo tem sido usado como argumento para propor uma igreja não ministerial, organizada democraticamente, sem ministros ordenados. Este grave erro não leva em conta que, se o fiel batizado tem seu “caráter” batismal, existe outro sacramento – a Ordem – que marca com o “caráter” sacerdotal os ministros dotados de funções específicas.
    Desde o Papa Pio XII, passando por João XXIII, Paulo VI e João Paulo II – culminando com a Exortação Apostólica “Christifideles Laici” [1988] – o magistério da Igreja valoriza intensamente a presença do leigo na vida da Igreja e do mundo, mas sem cometer nenhuma ofensa ao múnus essencial dos ministros ordenados.
    Antônio Carlos Santini

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