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Linhas belorizontinas, continuação

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 02/05/2011

 

cinco

ah poesia pátria minha

juventude

glória eterna

meus pecados

ah poesia nem palavra

possa vir em meu auxílio

meu derrame

meu concerto

minha vasta miopia

ah poesia pátria minha

nem família

nem augúrios

só o cão que uiva pra lua

minha ilha

fúria branda

na palavra meu exílio

 

seis

ao fundo a serra do curral

ao lado o alto barroca

a pedro segundo ao léu

ao longe a amazonas

ao fim de tudo eldorado

a pé na espírito santo

acima da caetés

varanda do hotel majestic

 

sete

setembro

primavera

aniversário

a mala no quarto de pensão

as férias que vão chegar

outubro

depois

novembro

chuvas caem no chão

ônibus vai partir

cadernos escritos

à mão

quando o ano acabar

eu voltarei a sorrir

é tempo de

renascer

 

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
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