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Carma

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 02/10/2012

O sangue escorre escuro rio das almas penadas
Banha ladrilhos tacos tapetes para mergulhar
Sombrio e fluente, pelo ralo até as catacumbas

A terra enfim o recebe como a um filho vão
Abraça o osso o pó a veia lacerada o vesgo olho
Cinquenta e tantos anos da mais lenta degeneração

Quase humano poderia ter sido
Teve chance, filhos, cão e perdigotos

Foge o espírito pela rua desnudado
Em busca de um novo corpo onde instalar-se

Retorna uivando ao mundo, chora e esperneia
Para novamente purgar os seus pecados

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
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