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A agonia dos bárbaros

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 12/01/2012

Vê o dia mais escuro: logo caem gotas

a dizer palavras insensatas.

O que fomos não importa: aí está a chuva

molhando a terra infértil deste tempo

em que os dias serão de medo e de dor.

Outra estrada aberta não nos leva além

da imensa fome que devora a alma.

Há um rio para afogar toda fraqueza

(o imenso Hades traduz noites eternas).

 

Se os deuses convidam, vamos em bando

mas para onde vamos nunca saberemos:

nem sempre há um depois por esperar.

O que nos move a multidão é a fúria doce

das manadas enfrentando precipícios:

a dizer até que enfim, pois tudo acaba

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
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