Español
Tamanho da Letra: [A-] [A+]

Pequeno louvor às mulheres

Publicado por Sebastião Verly em Crônicas, Datas Especiais
data: 03/03/2010

A mulher existe para ser amada, admirada, venerada, cultuada e homenageada.

Iniciamos nossa homenagem pela figura da mãe, essa missão sublime e intransferível. Mulher e mãe constituem realidades indissociáveis. Em toda a mulher a vontade de ser mãe sempre persiste. É no lar que a figura da mulher, como esposa e mãe, torna-se insubstituível. Mães amorosas, têm o divino poder de gerar, criar, amamentar e consolar. Essas mães demonstram uma capacidade superior capaz de passar noites e noites acordadas e manter o mesmo bom humor que alimentam e restauram com o amor incondicional. Têm sono sim, mas conseguem superar essa necessidade sempre que necessário.

A missão de mãe está ligada à de esposa por ser a companheira pela vontade divina; daí decorre a bondade manifesta nestas relações que irradia a todas as atividades em que se envolve. As mulheres amam de maneira natural. Acreditam no amor. Sonham com amor puro que se traduz em carinho e proteção ao ente amado. Vivem a sensualidade e divinizam a sexualidade como só elas conseguem fazer. Agem com doçura e firmeza para com marido e filhos. Amáveis, colocam nos corações toda a vida emocional que vibra no sangue de cada um. Sentem-se felizes ao vê-los igualmente felizes.

Os homens, para homenagear a Mulher, lembram ainda da ternura que as mãos femininas transmitem quando cuidam de pessoas com necessidades especiais, crianças e idosos. Enfermeiras e médicas, quanta vontade divina incluem nos medicamentos, nas atitudes e nos procedimentos para com seus pacientes. Redescobrem as professoras, especialmente as educadoras primárias, que tanto carinho misturam em suas aulas e no apoio aos alunos e alunas.

Na mulher, a ética, justiça e espiritualidade, mais do que nas palavras, aparecem implícitas em suas atitudes e gestos. Sabem falar e manter o silêncio, esquecer e perdoar sempre que preciso. Mantêm a determinação e a flexibilidade que a vida sempre exige.

Elas usam seu brilho para destacar as faces de quem amam. Enaltecem com seus feitos as pessoas que prezam e consideram. Elas despem-se das vaidades com grande facilidade e sentem-se premiadas por fazer o bem e contribuir para um mundo melhor e para a solidariedade entre os povos. Podem atuar tanto como executivas de grandes países como trabalhar como garis numa cidade de qualquer tamanho. Camponesas, urbanas, classe média ou proletárias podem ser guerrilheiras, modelos ou manequins.

Os homens descobrem que, nos últimos tempos, empresárias e lideres na iniciativa privada ou na pública, as mulheres humanizam as inóspitas relações de trabalho e as rígidas hierarquias profissionais. Em quase todas as profissões, especialmente nas relacionadas com a saúde e a educação, a Mulher está em primeiro lugar. Mestras, são divinas para ensinar. São colegas leais e sinceras. Conseguem conciliar a vida profissional com a vida familiar. As mulheres realizam-se tão bem nas tarefas mais simples como nas mais complexas. Vibram dentro de casa e entusiasmam-se no trabalho e nas atividades sociais. Garra, coragem e muita ousadia são marcas patentes nas verdadeiras heroínas que surgem a toda hora. São elas que semeiam a paz e o entendimento entre as pessoas.

Artistas, elas cantam, tocam, pintam. Fazem poesias com situações e fatos do cotidiano e, outra vez, usam mais sentimentos do que palavras. A beleza da mulher suaviza, encanta e enternece o ambiente. Os semblantes sorriem quando a alma feminina recende a casa e as salas em que os assuntos mais diversos são tratados. As pessoas tornam-se mais doces e dóceis. A força e a beleza da mulher vêm de seu interior, de sua alma temperada e lapidada pela delicadeza, pela sensibilidade e pelo amor. As ações da mulher nascem da alma feminina regida pelo equilíbrio entre o coração e a razão, entre o pensar e o sentir.

Na glória do seu dia, música, declamações, poesia… Eu também ofereço um pequeno louvor às mulheres.

Compartilhar este Artigo

Leia mais artigos em Crônicas Datas Especiais

Sebastião Verly - Sociólogo, Cronista, residente em Belo Horizonte - MG.
Deixe um comentário