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Sêneca Frases VII – Virtudes, vícios, culpa

Publicado por Editor em Sêneca
data: 12/07/2013

Os homens amam e odeiam seus vícios ao mesmo tempo.

A inveja avista apenas o que está próximo de si, e admiramos com menos astúcia o que está distante.

Qualquer tipo de maldade é resultado de alguma deficiência.

Fazer publicidade da nossa virtude significa que nos preocupamos com a fama, e não com a virtude em si.

Não queres ser justo sem gozares da fama de o ser? Pois fica sabendo: muitas vezes não poderás ser justo sem que façam mau juízo de ti! Em tal circunstância, se te comportares como sábio, até sentirás prazer em ser mal julgado por uma causa nobre.

Quem não tem moral, não tem direitos.

No seio do homem virtuoso existe Deus.

A virtude, embora oculta, deixa seus vestígios para quem dela é digno.

Quem foi expulso do reino da verdade jamais poderá ser tido como um homem feliz.

Diz todas estas coisas aos outros, mas de modo que, ao dizê-las, tu também possas ouvi-las.

Podes conhecer o espírito de qualquer pessoa, se observares como ela se comporta ao elogiar e receber elogios.

Que se cale aquele que fez um benefício. Que o divulgue aquele que o recebeu.

A virtude é difícil de se manifestar, precisa de alguém para orientá-la e dirigi-la. Mas os vícios são aprendidos sem mestre.

Os fatos devem provar a bondade das palavras.

Um crime bem sucedido e favorecido pela sorte é chamado de virtude.

Procura a satisfação de veres morrer os teus vícios antes de ti.

A principal e mais grave punição para quem cometeu uma culpa está em sentir-se culpado.

A embriaguez excita e traz à luz todos os vícios, tirando aquele senso de pudor que constitui um travão aos instintos ruins.

Ninguém se preocupa em ter uma vida virtuosa, mas apenas com quanto tempo poderá viver. Todos podem viver bem, ninguém tem o poder de viver muito.

O esforço chama sempre pelos melhores.

Os vícios: é mais fácil desarraigá-los do que refreá-los.

O trabalho é o alimento das almas nobres.

O início da salvação é o conhecimento da culpa.

A glória é a sombra da virtude, e acompanhá-la-á sempre, mesmo se esta não quiser. Mas, assim como a sombra ora precede, ora segue os corpos, a glória às vezes mostra-se visível à nossa frente, outras vezes, vem atrás de nós.

Existe muita diferença entre uma vida tranquila e uma vida ociosa.

Os vícios de outrora são os costumes de hoje.

Quem vive na tranquilidade, que seja mais ativo; quem vive na atividade deve encontrar tempo para descansar. Segue a natureza: ela te lembrará que fez o dia e a noite.

O trabalho espanta os vícios que derivam do ócio.

Até mesmo de um corpúsculo disforme pode sair um espírito realmente forte e virtuoso.

A companhia da multidão é nociva: há sempre alguém que nos ensina a gostar de um vício, ou que, sem que percebamos, transmite-nos esse vício por completo ou em parte. Quanto mais numerosas forem as pessoas com as quais convivemos, maior é o perigo.

Vale a pena experimentar também a ingratidão para encontrar um homem grato.

Quanto maior a pressa, maior a distância.

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