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Publicado por Líria Porto
Tornei-me assim liquefeita quando daquela feita despi-me de nãos e sins de mim então me perdi nesta vontade inconclusa acumulada no rim ficou a mágoa comigo fincada dentro do umbigo um enorme chafariz minha tristeza de chuva essa amargura profusa tem olhos túmidos sou tal e qual um dilúvio derramo transbordo enxurro sangro os pulsos
Publicado por Líria Porto
Já o inverno me rodeia tece sua teia branca finca estaca lá na porta entra por baixo das telhas reclama lenha coberta arranha-me a pele eu quieta no meu canto ele insiste pede leite uma dose de conhaque chá de cravo de canela chocolate sopa quente agasalho meias vela o inverno veio cedo com seus braços magricelas respiração ofegante pouco cabelo misérias
Publicado por Líria Porto
o girassol olha o sol com olho de lua * confiança é dormir igual criança na cama de outrem * lar é uma casa com jeito de útero * cheiroso é sentir um gozo na ponta do nariz * única filha é aquela ilha cercada pela família * o rio segue seu curso e se diploma no mar * o cigarro e a cigarra rebentam o peito na marra * quem tem pena de passarinho é passarinho * o silêncio é poliglota comunica-se e se faz entender em t...