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O caminhante

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 25/11/2011

O homem magro e comprido

Fez da palavra uma brisa.

 

Como quem diz: volto logo

Vou mergulhar no infinito.

 

Escuta, então, essa brisa

E cerra os olhos, e lembra.

 

O homem magro e comprido

De alma clara e mistério

Está de volta ao seu reino

E veio nos visitar.

 

Como quem diz eu nasci

Em São Pedro das Canoas

Magro feito uma árvore

Brotei em chão improvável.

 

O homem magro e comprido

Rebelde, barba, olho verde.

 

Fez da palavra uma brisa

Como quem diz: não me curvo.

 

Protege, então, essa brisa

E guarda como um tesouro.

 

O homem comprido e magro

De mil e um personagens

Estende a mão aos amigos

Desamparado de dor.

 

Como quem sofre o destino

De ver o próprio reflexo

E nele fragmentado

Seu poema incompreensível.

 

para José Machado

 

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
2 Comentários
  1. Juba

    Linda a poesia! Acho que conheço o autor…
    Só um toque pros editores: gostei muito da pintura que a poesia, mas não tem referência do pintor. Não deveria conter?

  2. Editor

    Prezado Juba, o quadro ilustrativo tem por tema “Don Quixote e Sancho Pança” e você pode encontrá-lo e ter mais informações na internet.

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