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Por Amor

Publicado por Carlos Bittencourt Almeida em Psicologia
data: 03/11/2009

Por Amor

Quando um homem e uma mulher se envolvem de modo duradouro, às vezes tem de enfrentar muitos obstáculos. Pode ocorrer que a família de um ou do outro seja contrária à relação. Os horários de trabalho de ambos são pouco compatíveis. Filhos de casamentos anteriores colocam freqüentemente ou obstáculos ou dificuldades que devem ser bem administradas.

Existem também as dificuldades que decorrem das diferenças de personalidade. Um é extrovertido e gosta da vida social, o outro é tímido e não gosta de estar no meio de muita gente. Um gosta de viagens e o outro é mais quieto, mais caseiro. Um adora crianças, o outro não faz questão. Um adora ordem, o outro é bagunceiro.

Algumas vezes no esforço de salvar ou manter uma relação a pessoa faz muitos sacrifícios. Abre mão da relação com amigos, ou passa a ver menos sua família, ou pede demissão do emprego, ou muda de cidade e tem de recomeçar sua vida social e profissional num ambiente totalmente novo.

A pessoa que se sacrifica que faz muitas mudanças em sua vida para se adaptar ao outro, nem sempre acha que valeu a pena. Às vezes sente que seu par não valoriza o suficiente o que fez. Fica ressentida, magoada, sente-se menos amada do que gostaria. “Eu fiz tanto por nós, por te amar, e você não valoriza, não retribui, não se esforça por atender minhas necessidades e desejos.

É importante perceber que quando fazemos sacrifícios para estar com alguém, para nos adaptarmos ao modo de ser ou às circunstâncias de vida do outro, na realidade tudo fazemos por nós mesmos. Nós queremos ser felizes com esta pessoa. Temos a esperança que estes sacrifícios vão valer a pena. Que o lucro será maior que o prejuízo. Esperamos que ela retribua na mesma medida, ou então que expresse por nós profunda gratidão, reconhecimento e afeto.

Se a relação está desequilibrada, um investe muito e o outro pouco, é preciso restabelecer o equilíbrio. Que aquele que fez muitos sacrifícios retome sua vida, cuide de seus interesses fora da relação, descubra alegrias fora da relação: amizades, trabalho, arte, passeios, atividade física, estudo. Quando desejamos alguém com muita intensidade ficamos pesados. Podemos sufocar o outro com nossas expectativas. Quando somos mais independentes, quando temos outras alegrias fora da relação, ficamos mais leves, menos carentes. Aí o dar e receber fica mais harmonioso, equilibrado.

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Carlos Bittencourt Almeida - Psicólogo Clínico e escritor, residente em Belo Horizonte - MG Consultas online? envie suas perguntas.
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