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El programa Bolsa Familia y el Combate a la Violencia

Publicado por Jésus Lima en Políticas Sociales, Seguridad Pública
data: 07/10/2009

La pobreza es la principal causa de violencia urbana en Brasil. Cuanto más pobre es una población más insegura es la vida de todos, pues la violencia está íntimamente relacionada a la renta de las personas. Cuanto más precarios son los lugares donde viven las personas, mayor es el índice de violencia, pues cuando la pobreza sale ganadora, el tráfico se hace cargo de los espacios públicos y la violencia genera terror. En otras palabras, cuanto menor sea el Índice   de Desarrollo Humano, IDH, mayor es el índice de violencia.
Una de las soluciones para el problema de la violencia es la inversión en las familias pobres, pues cuanto más se invierte en el combate a la pobreza, menores serán los índices de violencia. El día en que los pobres tengan derecho a educación de calidad, universidad gratuita, una salud decente, el terrorismo que asola hoy a la población brasileña, que es la violencia, dejará de existir. El desarrollo humano está directamente asociado a una vida segura.
En ese sentido, el programa Bolsa Familia del Gobierno Federal desempeña un papel fundamental, sacando a millones de la miseria. Pero aún está muy por debajo de lo esperado, pues la población sabe que tiene derecho a más, principalmente la juventud. Ella quiere más, tiene sueños mayores y no se contenta con ese poco. No es posible que un joven para merecer cien reales por mes, en el programa Pro-Joven urbano, tenga que ser un analfabeto funcional, pues este es el prerrequisito. Es inconcebible que un adolescente haga apenas 33 reales al mes para estudiar, dentro del programa Pro-joven adolescente. Pero aún así, son esos programas que han sacado a millones de jóvenes de la violencia.
Así, podemos concluir que uno de los programas que mejor combate la violencia en Brasil ha sido el Programa Bolsa Familia, ya que aproximadamente cuarenta millones de brasileños están siendo beneficiados directamente. No existe ningún programa público que alcance un contingente tan voluminoso como ese. Las obras de urbanización de favelas, que son los barrios periféricos de bajos recursos, solo corroboran los beneficios de paz generados por el programa Bolsa Familia. La tranquilidad tan deseada por las clases medias y altas solo se realizará en el momento en que la mayoría de las personas pobres de Brasil asciendan a condiciones de vida más decentes. En caso contrario los jóvenes continuarán muriendo, víctimas de esa guerra provocada por la grave e injusta distribución de renta brasileña.

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Jésus Lima - Funcionário de carreira do MDS, Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, é ex-prefeito de Betim-MG e ex-deputado estadual PT-MG. Residente em Brasilia - DF.
4 Comentários
  1. Antonio Carlos Correia

    Adorei, tanto que estou reproduzindo algumas matéria em meu blog, espero que não se aborreçam.
    Um forte abraço.

  2. Editor

    Transcrevemos aqui comentário enviado pelo ministro Patrus Ananias
    ao autor Jésus Lima:

    “Prezado Jésus,

    Saudações cordiais. Li com muito carinho e atenção seu artigo intitulado “O Bolsa Família e o Combate à Violência”. Parabéns pelo texto informativo e pertinente.

    A queda nos índices de violência de muitas localidades é consequência direta das políticas públicas do Governo Federal. Nosso trabalho aqui no MDS é justamente o de levar o Estado onde ele historicamente nunca esteve. Seu texto apresenta de forma fiel um dos efeitos secundários que mais me orgulha das políticas de nosso Ministério. O Bolsa Família não promove somente a justiça e a igualdade em nosso País, ele também é o primeiro passo que damos em busca da tão sonhada pacificação da sociedade Brasileira.

    Seu trabalho reflete a boa experiência que teve como Vereador, Vice-Prefeito e Prefeito de nossa querida Betim e como Deputado Estadual em Minas Gerais. Tenho certeza de que sua presença será de grande relevância nos trabalhos realizados pela SENARC.

    Agradeço pelo artigo e peço que me mantenha atualizado de sua produção futura. Receba meus melhores votos de sucesso em suas atividades e de prósperas realizações pessoais, profissionais e coletivas.

    Abraço fraterno,

    Patrus Ananias

    Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome”

  3. Gabriela

    Eu concordo que educação, saúde, moradia, alimentação e tudo mais que envolver a melhoria da qualidade de vida deva ser fornecida a população.
    Mas entendo como povo todo aquele que vive em nossa sociedade seja pobre porque “não teve oportunidades” ou porque não quis abraçar a oportunidade, ou ainda por se conformar em procriar para que seus filhos venham a trabalhar por eles ou por conta de ter tantos filhos sem condição de criá-los (na minha opinião egoísmo) ou os ricos milionários que por descendência continuam assim, porque também trabalham, ou os demais que lutam, trabalhando honestamente e, sendo mal remunerados, também sobrevivem. Colocando seus filhos ou seu único filho para estudar em uma boa escola particular, pois além de não haver vagas as escolas públicas deixam a desejar (não entendo como uma boa gestão política resolveria isso). Muitas vezes não sobrando para gastar consigo próprio para dar as mesmas coisas que o governo quer fornecer de graça só para os ditos pobres.
    Obviamente ninguém é pobre porque quer mas se houvesse um controle de natalidade consciente (de vontade própria) como os supostos ricos e demais fazem. Haveria empregos, educação e muito mais se todos fossem conscientes
    E quanto ao governo que beneficia os pobres, porém não coitados como querem dizer que são. Beneficia-se os demais que são quem sustentam a sociedade com impostos altíssimos. Provendo uma sociedade igualitária e não desigual como fazem. Querendo resolver os problemas históricos enaltecendo negros, pobres e todos que um dia foram prejudicados, desvalorizando o resto da população que também tem ou deveria ter os mesmos direitos. É muito fácil passar a mão na cabeça, difícil é educar.
    Podem achar que estou errada, mas vivo nesse mundo. Faço parte dos que trabalham e gastam o que tem para educar um único filho(a), pago para sobreviver e não recebo nada de graça. Porque tive pais pobres, que lutaram e saíram da pobreza através da educação, dos estudos, mas sobretudo porque não se acomodaram. E o que criam hoje em dia são pobres acomodados, que dispensam emprego, carteira assinada porque assim vão perder as famosas bolsas.

    • Jésus Lima

      Entendo que a interpretacao da realidade é complexa imbricada de várias causas, todavia as pesquisas ultimas tem mostrado que quanto mais renda as pessoas tem, mais educação adquirem, logo menos filhos têm. Isso só para responder um elemento dos vários levantados pela leitora Gabriela. De todo jeito a realidade sempre merece ser estudada para se ter mais clareza sobre os fatos. Atenciosamente, Jésus Lima

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