Crônicas

A esmola em baixa

Publicado por Antonio Carlos Santini
Data da publicação: 06/04/2020

Foto Maurício Melo/G1 Este ano, fui convidado a falar para um grupo de sacerdotes sobre a espiritualidade da Quaresma. Entre os ouvintes, havia também alguns leigos e duas religiosas. O auditório esteve sempre atento e me fez excelente acolhida. Naturalmente, ao desenvolver o tema, não podia deixar de fazer referência aos três tópicos que a liturgia católica põe em evidência nessa fase do ano litúrgico: a oração, ...

VII – Viagem Sem Fim

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 02/04/2020

Para que me entendam, devo-lhes explicar quem é o Haldol, este que me impediu de continuar a lhes contar o que aconteceu. Haldol é um medicamento anti psicótico, utilizado para controlar a agitação, agressividade e o estado maníaco dos seres humanos. Esta é a explicação fármaco-médica. Eu lhes digo que o Haldol é o remédio daqueles que não suportam as verdades trazidas à tona por quem eles consideram loucos. É ...

No tempo do orelhão

Publicado por Antonio Carlos Santini
Data da publicação: 13/03/2020

Todos sabem que a história da humanidade é contada por suas máquinas e suas ferramentas. Para isso servem os museus. Mas elas contam muito mais: revelam nossa alma… É o caso do orelhão. Hoje em processo de extinção, como os antigos dinossauros, o orelhão começava a falar por seu formato: uma concha, um espaço côncavo, como se nos dissesse: – “Sou todo ouvidos!” O côncavo é a imagem da acolhida, da ...

Para as Mulheres, Quase Divinas

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 06/03/2020

Mulher é para ser amada e ponto final. O resto é complemento ou rotina. Desde cedo a garotinha sonha com príncipes encantados, com dias melhores, com parentes e amigos bons, com o amor sincero em todas as maneiras de amar. As mulheres nos encantam desde meninas. Vejam os jogos e brincadeiras femininas, que graça e beleza! Parecem mais felizes que os garotos. Quem olha uma menina correndo de pés descalços, pulando corda, ...

Mulher, instantes paradisíacos

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 04/03/2020

Dizem que a melhor invenção do capeta foi o limão, obtido quando ele tentava copiar a laranja, recém inventada por Deus. Esta última, dizem, foi a segunda melhor invenção de Deus. A primeira, é claro, foi a mulher. MULHER! palavra mágica que muda os assuntos mais sérios nas rodas de conversas! Corpo misterioso. Rosto limpo, ou com cremes e batons, busto, braços, mãos, dedos e unhas pintadas ou ao natural, cintura, ...

VI – A tentadora loucura e suas deliciosas sensações de poder

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 03/03/2020

A noite caía festiva em Juiz de Fora. Após meu acesso de raiva, de toda a agitação, pelo que me lembro houve um momento de reconciliação. Me lembro que fui ao camarim, e conversei com a drag por alguns instantes, ela sem os trajes. Vi que havia o conhecido, o homem por trás da drag, que havíamos conversado antes dele se produzir… Não sei muito bem o que dissemos, mas sei que tudo se acalmou. Uma pessoa atuou de ...

O dia em que fui porta-estandarte

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 21/02/2020

Retomo minha paixão pelo carnaval de Belo Horizonte em 1960. Aprontei-me todo, raspei os nascentes fios de barba, perfumei-me e fui lá para o ponto inicial, no início da Avenida Afonso Pena, próximo da Rodoviária antiga, que era e ainda é até hoje a polêmica Rodoviária que querem transferir. As escolas e blocos subiam a Rua Curitiba, uma das ruas obliquas à Avenida Afonso Pena para, mais na frente, entrar numa perpen...

Ai que saudades dos blocos caricatos!

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação:

Todos os anos, quando vem chegando o Carnaval eu me recordo de quando mudei para a Capital em janeiro de 1960. Minha maior expectativa era ver de bem pertinho o carnaval dessa Belo Horizonte. Os festejos de Momo eram muito diferentes do que são hoje. Eram outra coisa. O carnaval se caracterizava por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e até manifestações de folclore e bom humor. Relembro um pouco mais a no...