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A jardineira de Zé Gato

Publicado por ELIS CALDEIRA
Data da publicação: 23/02/2022

Zé Gato ao lado de Rubens Bicalho, autor desconhecido Esta crônica tem a ousada pretensão de falar sobre domínio popular, sucesso e plágio. Mas é, sobretudo, uma homenagem a um cidadão especial da nossa  Itacambira, no Norte de Minas, o Zé Gato. Quem o conheceu sabe ser  impossível falar dele sem fazer menção à famosa marchinha carnavalesca que cantava: “Ó, jardineira, Por que estás tão triste? Mas o que foi...

Santa Leocádia

Publicado por ELIS CALDEIRA
Data da publicação: 14/02/2022

Ela era terna e doce. Um olhar que sorria, apesar de lhe faltar boa quantidade de dentes. Morava numa casinha aos fundos do antigo Motor, em que o acesso se dava pelo beco. Aliás, de qualquer beco de Itacambira, se chegava aos outros. Caminho certo e silencioso, naqueles tempos.  Hoje os becos viraram ruas, ganharam nome, casas, trânsito, tudo. Mas, nos tempos de Leocádia, os becos eram cantos silenciosos de uma cidade sil...

O galho quebra-galho

Publicado por ELIS CALDEIRA
Data da publicação: 02/02/2022

Manhã de sábado. Sol reluzindo promessas. Lá vou eu com meu tênis novo, ou quase, já que ainda mantém resquícios de barro da última caminhada, pra uma nova diligência, que é fazer o percurso da minha casa, no bairro Morada do Sol, até as limitações de entrada do Parque do Sapucaia, retornando por lá, pelos limites do Morada da Serra. O retorno fazemos por uma trilha meio mato meio caminho. Tem de tudo, borboletas...

Treinando o trem

Publicado por ELIS CALDEIRA
Data da publicação: 28/01/2022

Incrível como o trem tem mil e uma utilidades pro mineiro. Usamos o trem a torto e a direito nas nossas conversas, todas. A regra é clara: onde cabe vocábulo, cabe um trem. Existe o Trem pra substituir palavra esquecida: “Zé, pega aquele trem que tá em cima da mesa pra mim”. Existe o trem pra coisa que não se sabe o nome, de fato: “Como é mesmo o nome daquele trem, gente?” Temos trem pra comida, ...

Taramelas!

Publicado por ELIS CALDEIRA
Data da publicação: 19/01/2022

Ao leitor, acostumado a Alexas e Inteligências artificiais de toda espécie, talvez esta crônica não faça muito sentido, ou nenhum. Ainda assim, ousarei abordar um assunto “dos antigamentes”, a taramela, mineiramente reduzida a tramela, assim ficou. Pois bem. Voltemos nosso olhar à minha terra natal, a bucólica Itacambira, que, na sua altitude de 1000 metros, parece, em partes, manter os ares de outrora, na i...