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Retrato da praça ao meio dia

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 01/11/2018

Retrato da praça ao meio dia

vou juntando os cacos
e reconstruindo a praça

vejo rosalvo abrir a tenda
e dielson tirar do baú
uns tais picolés mini-saia

quando o dia está ao meio
césar fecha seu comércio
e holmes cerra as estantes

o que era o mercado
faz-se longo suspiro

na porta da casa novaes
tio álvaro tira o chapéu
e a enxurrada de meninos
informa que no ginásio
as aulas dão até logo

no sinuca de seu quincas
o rádio entoa canções
para espantar a modorra

o correio de expedito
conta histórias distantes
e xavier, seu raildo
desdobram peças em metro

com zeca, miúdo e branco
na esquina do armazém
há prosa e mercadoria

e armindo, do outro lado
a tudo sobreviverá

da mesa da minascaixa
onde antes serafim
e depois ubiratan
meu pai me manda um sorriso

e eu a tudo agradeço
a todos agradecido

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
Comentário
  1. Antonio Ângelo

    Há que se falar ainda, meu caro, de um tal Cláudio, dedilhando seu violão em noites cálidas, enluaradas, de rubínicas estrelas.

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