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O anjo

Publicado por Antonio Ângelo em Poesia
data: 16/05/2013

O anjo andou pela cidade
e quase foi atropelado.
Tomou cerveja, atento aos transeuntes,
e flertou com as mulheres.

Vestia jeans, camisa branca,
os cabelos louros caídos na testa.
Andava lento, observando os objetos,
Analisando todos incidentes.

À noite foi visto em bares, bordéis;
embriagou-se, quis brigar,
cantou músicas sentimentais,
numa roda contou vantagens
de um tempo em que era o tal.

Quando veio o sono, despediu-se
e ninguém o viu diluir-se
em meio à neblina

que se espalhava na madrugada.

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Antonio Ângelo -
Comentário
  1. Marcos Apolnário Santana

    Uma aventura noturna
    soturna
    de um poeta que se embrenha
    na sombra da noite.
    MAS

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