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Dia internacional da mulher

Publicado por Sebastião Verly em Datas Especiais
data: 08/03/2019

dia internacional da mulher

Mulher é para ser amada e ponto final. O resto é complemento ou rotina. Desde cedo a garotinha sonha com príncipes encantados, com o convívio de parentes e pessoas amigas que sejam afetuosas, com o amor de alguém que saiba amar de todas as maneiras.

As mulheres nos encantam desde meninas. Vejam as brincadeiras femininas, que graça e beleza. Parecem mais felizes do que os garotos a seu lado. Quem olha uma menina correndo de pés descalços, pulando corda (ainda existe?) pulando amarelinha, que na minha infância chamava “pular maré”, jogando “seis marias” ou “mariquinhas” sente que são seres especiais.

Namoradeiras ou mais cautelosas (recatadas, até) começam a desabrochar e mexer com a cabeça e o coração de quem com elas se apaixona. Aprendem a beijar, abraçar e a amar com amor como só elas sabem fazer. São as guardiãs dos valores humanos e nenhum homem consegue prescindir da aprovação das mulheres de sua geração, irmãs, vizinhas, colegas, amigas.

Em casa, têm um jeitinho carinhoso de ajudar nas lidas diárias e parecem até mais carinhosas com os pais, irmãos e depois com os sobrinhos e filhos. Mais comportadas, mais quietas, mostram respeito aos mais velhos e solidariedade aos iguais.

Na escola fazem de tudo para serem boas alunas. Estudam e capricham nos deveres, enfeitam os trabalhos e os cadernos, sempre usam flores para ornamentar. Com o passar do tempo ocupam cada vez posições mais destacadas no mundo acadêmico.

Uma vez ou outra quando a consciência ou a vontade exige, praticam leves rebeldias. As meninas, moças e mulheres aprendem a manter a altivez e a conquistar com seus próprios meios tudo o que é possível conquistar.

Com algum sacrifício elas abriram as portas do trabalho e fazem bonito diante de seus companheiros de jornada. A mulher parece sonhar mais e, ao mesmo tempo, mantém os pés no chão, guardando o senso da realidade. Controlam melhor o seu “ego” que os homens. No amor e nas fantasias românticas têm a cabeça nas estrelas.

No casamento a mulher – geralmente – representa o equilíbrio. São amáveis com a família do marido, com os filhos, filhas e com os coleguinhas deles. São conselheiras natas, mesmo em assuntos que entendem pouco. Sabem cuidar e aceitar cuidados desde que espontâneos e autênticos. Sabem amar, são fiéis – pela cultura ou pela obrigação – mas amam com intensidade, se abrem ao erotismo com muito critério, sempre o relacionando com o amor, que têm como fonte de saber e sabedoria.

São capazes de manter um amor por muitos anos, são carinhosas e mostram-se sedutoras. Quando se separam, a maioria delas, assume os encargos familiares até com um certo orgulho, como vemos a toda hora.

No caso do divórcio são capazes de recomeçar a vida sozinhas ou abraçar um novo companheiro. Instintivamente sabem que o importante é ter momentos de felicidade. Assim também deixam o ex caminhar rumo à sua realização e felicidade. Sofrem em silêncio ou choram abertamente – com ternura e delicadeza – quando há desencontro em seus amores.

Faz amigos e amigas. Costumam ser mais tolerantes e perdoam com mais facilidade. Preferem cultivar o amor. E mesmo que pareça exagero, a mulher tem em si maior capacidade de dar amor e amizade.

Assumem cargos de alta responsabilidade e pela essência feminina trazem a honestidade como marca. Aos poucos, especialmente a partir do direito de votar e depois de ser votada, a mulher se engaja na política e na luta pelos direitos humanos e políticas públicas coerentes. Abre seus horizontes e contribui para todos com quem convive, cada dia mais assume posições antes restritas aos homens. Continuam a mostrar a finesse, delicadeza e formosura feminina, mesmo no desempenho de funções operacionais e pesadas.

dia internacional da mulher 2

Embora tenham uma percepção aguda sobre o caráter das pessoas, são mais crédulas e tolerantes na interpretação e julgamento do outro. Sabem que é importante amar e ter certeza de que ainda existem pessoas amigas. Conquistam amizades sinceras, verdadeiras. Hoje as mulheres ousam mais e aventuram bastante em todos os aspectos, demonstram muita coragem especialmente na defesa dos filhos e filhas, coragem que se expande para a vida toda.

O fato é que as mulheres – umas mais outras menos – estão vivendo com maior calma e serenidade, pois têm mais fé e são mais esperançosas.

De maneira natural ou um pouco artificial, nossas bravas amigas, apresentam maior polidez, humildade e serenidade, envelhecem com mais doçura e na maioria das vezes aceitam com mais resignação a idade madura. E até quando vão partir desta vida parece que facilitam as coisas para quem fica, partem serenamente e deixam mais saudades.

Todo ano escrevo uma mensagem para o Dia Internacional da Mulher e envio para as pessoas amigas, aqui deixo minha singela homenagem.

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Sebastião Verly - Sociólogo, Cronista, residente em Belo Horizonte - MG.
3 Comentários
  1. Sônia

    Machismo. Ser mulher é ser forte. É batalhar por seus direitos. É não se intimidar. É lutar por igualdade de genero e de remuneração. É acima de tudo uma fortaleza, corajosa e lutadora.

  2. Milton Tavares Campos

    Pero sin perder la ternura jamás!

  3. Sebastiçao Verly

    Prezados leitores e editor, li esse texto que fiz em 2016, gostei de relembrar e fiz outras reflexões.
    No dia 8 de março, comemoramos o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, uma data que deve ser comemorada com honras e dignidades, devido às belas conquistas que as mulheres conseguiram ao longo dos séculos. É preciso expressar sentimentos, emoções, carinho por uma mulher trabalhadora, colega de trabalho, uma religiosa, uma esposa, uma sogra, uma empregada doméstica, uma irmã, uma filha, uma amiga, uma namorada, a mãe, a avó.
    A origem desta data vem de muito longe. Data efetivamente válida pra se comemorar, para homenagear a mulher que – com absoluta certeza – representa a mais sublime criatura que a natureza criou. E que nos cria a todos nós!
    Camões (1525/1580) escreveu o belo soneto: “Leda Serenidade Deleitosa”, que nos permite entender a paixão de Camões pela figura bela da mulher.
    A luta das mulheres operárias nos EUA durante muitos anos foi – durante muitos anos – a referência principal para essa data.
    O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1.500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país.
    Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.
    em 8 de março de 1917, quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz” – que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.
    Em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

    Todos os anos, eu sempre escrevo um texto para exaltar a mulher em todas as dimensões possíveis.
    Nos anos anteriores a 2016, a cada dia 8 de março, eu queria aprofundar meu sentimento para demonstrar o quanto eu amo as mulheres.
    Antes de 2016, adotava a tradição de homenagear santas e heroínas: Joana d’Arc, Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Maria Curie, Mata Hari, espiã, Pagu, Cora Coralina, Indira Gandhi, Irmã Dulce e várias outras mulheres
    Em 2016m ressaltei a nova Mulher com sua serenidade calma e adaptada aos novos tempos
    Em 2017, dediquei-me às mulheres mais próximas de nos, falei de Pompéu, minha cidade natal, onde se destacaram a Mestra Pequenina, Mestra Don’Ana, Aurora Torquato, Coroacy Torquato, Dona Elza Afonso Tavares, Dona Zizinha, Mariquinha da Amazilis, Dona Maria Chagas, Dona Maria de Lourdes, Dona Ivete e outras mulheres, mestras e trabalhadoras dedicadas.
    Em 2018, pensei ter chegado onde desejava chegar em homenagens e fiz uma belíssima festa no NAM – Núcleo de Apoio à Maturidade, em honra às Mulheres Maravilhosas presentes na vida publica, cultural, social e política em Belo Horizonte. Elas estão aí e podem confirmar: Beatriz Myrrha, Consola, Dora, Macaé, Luiza, Celinha, Heliane, Ana Cláudia e Dra. Gláucia. Convidei dezenas de outras que não puderam comparecer, mas agradeceram pela lembrança. Imprimi um certificado que conferi com sinceridade às minhas homenageadas que representaram todas as mulheres da nossa sociedade.
    Durante a fala rememorei a professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, que deu a vida para salvar crianças num incêndio criminoso em creche na cidade de Janaúba, no dia 5 de outubro de 2017
    Neste ano de 2019, encontro-me no mais profundo momento de sensibilidade em 77 anos de minha vida e senti vontade de falar a cada mulher do quanto ela, sim, mulher com nome e sobrenome, de alma, carne mente e coração é a pessoa mais importante neste mundo.
    Fiquei muito feliz ao ser reconhecido por uma menina-mulher magistral, como militante desta nobre causa “vc é uma das poucas pessoas que compreendem o verdadeiro sentido de se dedicar um dia para as mulheres. Obrigada por ser um militante de causas tão valiosas.”; ao ouvir de minha querida sobrinha ao “sim, eu sou uma das melhores mulheres do mundo!” responder minha mensagem pelos eu dia:
    Comecei a madrugada enaltecendo a mulher que preserva a intimidade, a vida pessoal, respeita o sigilo, o segredo e as confidências no amor e amizades.
    Elegi mulheres de nossas relações de nosso contatos reais.
    São elas que trazem a beleza, a honra, prazeres alegrias, gozos e vida à nossa existência.
    Reconheço, e sigo sempre a honrar os nomes consagrados pela História, mas a minha sensibilidade me inspira falar de pessoas tão lindas que estão à nossa volta.
    Mulher é símbolo de sensibilidade. E são essas meninas, jovens, maduras e idosas que se mostram poderosas com a sabedoria de conciliar trabalho, emoção, espiritualidade e lar.
    São mulheres incríveis. Elas amam e ensinam a amar de um jeito tão lindo que nos faz ainda mais alegres e felizes
    Mulheres simples, do lar, trabalhadora assalariadas, cozinheiras, faxineiras, lavadeiras, quitandeiras, porteiras, e – atualmente – as seguranças uniformizadas e de armas nos coldres-, profissionais liberais em todas as áreas, comerciantes, comerciárias, motoristas, políticas, artistas em todas as artes, eruditas, estudantes, solteiras, esposas, amantes, amadas, casadas, separadas, mães, filhas, tias ou sobrinhas, cunhadas, primas, sogras, vizinhas, garçonetes, prostitutas e todas que a gente lembrar, são as melhores mulheres desse mundo.
    A cada momento e situação cada uma assume a primazia como única, como a melhor mulher naquele então.
    Escrevi alhures: “Mulheres de belezas únicas, em túnicas, biquínis, nuas ou em burcas, vivas e vivazes, cheias de magia, mistérios e encantos! Mulheres que devem ser lembradas, amadas, admiradas todos os dias.
    Sabem cuidar e aceita cuidados desde que espontâneos e dedicados. Mostram-se amorosas e fazem do amor fonte de saber e de sabedoria. Sabem amar, são fiéis – pela cultura, pela obrigação ou pelo o sentimento mais nobre – e amam com intensidade, erotismo e gosto por tudo que se relacione com fazer amor.
    São capazes de manter um amor para muitos anos, são carinhosas e mostram-se sedutoras. Quando se separam, pelo menos algumas delas, assumem os encargos familiares até com um certo orgulho, conforme vemos a toda hora.
    Assumem cargos de alta responsabilidade e pela essência feminina demonstram uma honestidade pouco comum.
    Em casos de divórcio são capazes de recomeçar a vida sozinhas ou abraçar um novo companheiro. Instintivamente sabem que o importante é ter bastante momentos de felicidade. Assim também deixam o ex caminhar rumo à sua realização e felicidade. Sofrem em silêncio ou choram abertamente – com ternura e delicadeza – quando há desencontro em seus amores.
    Fazem amigos e amigas. Costumam ser mais tolerantes e perdoam com mais facilidades. Preferem cultivar o amor. E mesmo que pareça exagero, a mulher tem em si maior parcela de amor e amizade.”
    Mulheres perfeitas, magistrais, fantásticas, incríveis, deslumbrantes e fascinantes. Elas são maravilhosas!!!
    Divina e graciosa, estátua majestosa a mulher se prepara para amar e encantar, se arruma, se perfuma, se embeleza com bom gosto e leveza e espalha o amor num simples olhar, num sorriso, num gesto, numa palavra, num beijo ou num abraço. Na cátedra ou na cama.

    A beleza representada pelo corpinho de mulher vem de bem mais longe.
    Sócrates já dizia que a beleza existe de fato no lindo corpinho de mulher. Platão, Plotino e todos os filósofos e poetas que refletiram sobre o amor chegaram a mesma conclusão.
    Pesquisa a beleza, poesia, erotismo e sensualidade no cropor feminino e recorro dissertação de Mestrado que se editou livro: “Poesia e Crítica: A Trilogia Poética de Gilberto Mendonça Teles” de Rosemary Ferreira de Souza:

    “A produção poética se concebe em metalinguagem e erotismo, em que o corpo da mulher é o da poesia e a poesia ganha corpo de mulher.

    O ventre é o íntimo da poesia, mas é também onde se gera a vida, a maior dádiva que se pode ter.

    “assim as Musas não sendo mais do que uma reminiscência ou um artifício de retórica, designam, ao mesmo tempo, um poder do espírito, e uma fisionomia do mundo, forças da vida e forças de alma”
    “Sol e água, te derramas na cama/ e és anca, braços, pernas [...] e te entregas/ ao silêncio da pura exatidão”.
    Prossegue a autora e mais adiante cita:
    “No livro Álibis (2000), há vários poemas eróticos e de expressão metalinguística.
    Ao destacar o tema do amor, o poeta trata também de poesia. O corpo da mulher-palavra é apresentado com uma aura de sensualidade artística; há um vínculo de atração criadora. Ao tocar esse corpo, desejá-lo e amá-lo, é como se o poeta fizesse mesmo amor com a palavra dentro do poema,…”

    “ Em “Falação”, o poeta (GMT) combina uma série de texturas ao descrever com a sensualidade da linguagem as zonas erógenas femininas, que envolvem as ações de olhar, tocar, cheirar e provar, gestos que encarnam o desejo e despertam a criatividade.
    Concluo ao dizer que a melhor mulher do mundo é essa que está ao nosso lado com a beleza feminina na carne e na alma, una.
    A mulher é seguramente a mais bela e bem cuidada criação da natureza com a nobre missão e responsabilidade maior, de nos dar a vida.
    Grandes mulheres mudaram e transformam o mundo em que vivemos num lugar melhor, mais alegre, cheio de vida com sua beleza, estética, grande capacidade de liderança e organização. No que depender delas, a paz chegará à família, aos vizinhos e aos povos de todo mundo.
    O que as mulheres fazem é apenas uma gota no oceano. Mas o oceanos está completo por que recebeu essa gota.
    Muito ainda há muito para ser melhorado na história da mulher, muito além de poemas, discursos e botões de rosas.
    E esse é dever de todos nós, homens e mulheres de todo o mundo!!!

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