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A mulher no trânsito

Publicado por Rosely Fantoni em Datas Especiais, Transporte e Trânsito
data: 08/03/2016

a mulher no transito

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Será que temos o que comemorar haja vista os relatos de violência, preconceito e discriminação que nos cercam? Trabalhamos tanto ou mais que os homens, só de lembrar na jornada extra com as atividades domésticas me dá arrepios, mas não somos reconhecidas e tão pouco valorizadas, já que no Brasil o salário do homem é bem maior que o das mulheres, independente da tarefa que realiza.

E como andam as mulheres no quesito “trânsito”? Bem, este é o contexto que trabalho há mais de 30 anos e posso falar com certo conhecimento. Apesar de ainda ouvirmos frases preconceituosas do tipo: “mulher no volante, perigo constante”, “mulher e trânsito não combinam”, “tinha que ser mulher!”, “mulher tem que dirigir é fogão”, o sexo dito como frágil se comporta melhor nesta área.

Conforme dados do DENATRAN de 2014, dos mais de 60 milhões de motoristas no Brasil, quase 20 milhões são do sexo feminino, que são responsáveis por apenas 11% dos acidentes. Cabe aos homens a triste estatística de cometer 70% das multas no trânsito.

Pesquisa da seguradora britânica Privilege Insurance, mostrou que elas dirigem melhor do que eles. A avaliação levou em consideração quesitos como direção defensiva, sinalização, respeito à velocidade e atenção. As mulheres fizeram 23,6 pontos de um total de 30, já os homens marcaram 19,8.

É certo que existem diferenças biológicas e culturais entre os sexos. O homem tende a se sair melhor em orientação espacial, mas em contrapartida é mais agressivo, menos paciente e muito mais aventureiro no trânsito. Já as mulheres são boas quando o assunto é linguagem e no trânsito assumem um comportamento mais prudente.

Interessante observar que o homem, apesar de perceber e relatar que a mulher é mais cuidadosa no trânsito, expressa estereótipos discriminatórios em relação a como elas dirigem.

Rixas à parte o que vale é comemorar o que temos de bom e batalhar para melhorarmos o que ainda precisa mudar. E nesta parte a mulher tem muito a colaborar para um trânsito mais seguro, já que a educação começa em casa e o melhor ensino ainda é o exemplo.

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Rosely Fantoni - Mestre em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência pela Faculdade de Medicina da UFMG. Psicóloga, Especialista em Educação Ambiental, Psicologia de Trânsito e Psicologia Organizacional e do Trabalho. Consultora e professora na área de Psicologia e Educação para o Trânsito. Coordenadora da Gerência de Educação para o Trânsito do DER/MG.
3 Comentários
  1. Lourdes Maire Tavares Campos

    Muito bom ter mais um espaço para divulgarmos questões de Educação para o Trânsito.

  2. Paulo Basílio

    #AgoraÉQueSãoElas ;)
    #RespeitoParaElas

  3. Raquel B. Dantas

    Muito interessante e com dados de extrema relevância! Parabéns Rosely!! Você é uma autoridade no assunto!

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