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Consumo de café no mundo – parte I

Publicado por Sebastião Verly en Comércio, Crónicas, Globalización, Tendencias y Mercados
data: 31/07/2015

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O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo. A média mundial por pessoa é 1,3 kg de grão/ano. Mas este número decuplica se citarmos os países maiores consumidores, os finlandeses (12 kg/ano), seguidos pelos noruegueses (quase 10 kg), os suecos (8,4) e os holandeses (8,2).

Fala se tanto do capuccino e da fama desta bebida quente na Itália, mas o consumo de café na Itália é de apenas 5,9 kg por pessoa/ano. Dos países produtores de café, os brasileiros somos os maiores consumidores com folga, 5,6 kg/ano. Enquanto elaborava este artigo saboreei 50 gramas.

Em meio às muitas máquinas expostas e negociadas na Expocafé, em Três Pontas (MG), os sabores e aromas do café não ficaram de lado e chamaram a atenção dos visitantes. No estande da Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais), diversas misturas, ou blends, foram oferecidos para que o público pudesse experimentar e conhecer produtos especiais. Os bate-papos culturais da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2015, foram acompanhados de cafés.

As últimas estatísticas mostram os Estados Unidos como os maiores consumidores globais, 22 milhões de sacas de 60 quilos por ano e nós brasileiros, perto de alcançá-los, com 20. Nos dados atualizados de 2014/2015, o Brasil aparece com o consumo de 21 milhões de sacas. O país, por incrível que pareça, está agora passando por mudanças de qualidade e quantidade no consumo desse grão que sempre apreciamos: o café.

O mercado asiático, puxado por Rússia, China e Coréia, irá liderar a demanda por grãos tipo robusta, de menor valor, dada a preferência por cafés solúveis e instantâneos que usam esta espécie, mais amarga. A melhoria na tecnologia de processamento dos grãos também permitirá usar maior quantidade de robusta nas misturas de café, mantendo o sabor. No entanto, o consumo de arábica, de maior valor, também irá crescer nas economias emergentes, particularmente na América Latina e Europa Oriental, dada a expansão agressiva das grandes redes de cafeterias.

Embora o mercado de café nos países desenvolvidos esteja relativamente saturado, com um alto nível de consumo per capita, a expansão de redes de café ainda pode fornecer um impulso à demanda, especialmente na América do Norte. A norte-americana Starbucks tem plano de abrir lojas em formatos diferentes nos próximos dois anos, incluindo grandes pontos de venda para atrair famílias e lojas expressas em áreas urbanas com apelo mais profissional.

A empresa americana é ousada no marketing. Seu CEO, Howard Shultz, aficcionado do basquete contratou para gerente de uma franquia em Rhode Island o ex astro da NBA, Vin Bakers, que perdeu US$100 milhões em uma série de desventuras ligadas ao alcoolismo.
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Sebastião Verly - Sociólogo, Cronista, residente em Belo Horizonte - MG.
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