Tamanho da Letra: [A-] [A+]

O grande embuste – parte III

Published by Lucio Carlos Ferraz in Poetry
data: 22/09/2020

O grande embuste – parte III

Esta gente espantalha,
Violenta e idólatra,
Um plano certamente tem.

Quer o pobre encurvado,
Para manietá-lo de pronto.
Ser capataz do império,
E das sobras o dono,
É o desejo deste tanto.

Como uma cunha invertida,
Que na superfície aflora,
Esta elite indecente,
Fere os pés do vivente,
Deixando-o à própria sorte.

Hoje o pavor assombra,
Será do amanhã afastado.
Nesta via do incógnito,
O futuro não comporta,
Este tipo de engodo.

Libertando-se da aflição,
Não é mais um penitente,
Se insurgirá da opressão,
Romperá a corrente
Se desprenderá do grilhão.

Quem neste mundo vive,
Na superfície do fosso,
É na lida mais que ente,
Um vivente resistente,
E trabalha o seu malho
Pelo sonho que o talha.

No constructo do seu prumo,
Na dureza do seu dia,
Na precisão do seu sonho,
Estrutura sua vida,
Vê o presente de frente,
Inscrito numa batalha.

A batalha só é ganha,
Quando nela se acredita,
Que o ideal que se porta,
É mais elevado e nobre,
E para aqueles que lutam,
A glória da própria história.

Ao final do seu tempo,
Entre a vida e a morte,
O viajante já percebe,
O reflexo que provoca.
Se a aparência esconde,
A essência só revela,
E sua exata medida,
Revela-se para o eterno.

Compartilhar este Artigo

Leia mais artigos em Poetry

Lucio Carlos Ferraz -
Deixe um comentário