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Sob estas marquises
O que cabe?
É a vida pequena
De homens e cachorros
Sob o tempo
Frio
Quente
Chuvoso
É o que resta
De teto
Sob os nossos olhos
O que não cabe
É a poluição
Que os cerca
Mijos fezes baratas
O que nos entra
Olhos adentro
Simula esquecimentos
Fugas de um mundo
Que se percebe
A cada passo
A cada esquina
A sujeira da miséria
Corpos esqueléticos
Faces intumescidas
Algo nos toca
Mas seguimos céleres
Como se nós também
A nós, não a eles
Déssemos o óbulo
Da piedade
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