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Aromas – Um escrito despretensioso – parte I

Publicado por Sebastião Verly em Crônicas Culturais
data: 17/08/2018

Aromas – Um escrito despretensioso – parte I

Hoje, quero mexer com um dos cinco sentidos da pessoa humana que é o olfato, e com ele é possível verificar o estado de conservação dos alimentos e, sentir aquele perfume de alguém que a gente gosta e, como o cheiro, melhora até o paladar de nossas comidas preferidas. O olfato, como todos os outros sentidos, é muito importante e pode nos trazer diversos prazeres através de cheiros. Cheiros pra se lembrar a vida toda. Os cheiros são partes da nossa história e capazes de nos fazer recordar bons momentos. quando em pensamento voltamos, à infância e lembramo-nos “sentindo” o cheiro gostoso da comida da mamãe. Você já parou para pensar qual é seu aroma preferido?

Existem diversos aromas que podem agradar as mais diferentes pessoas. A lendária poção do amor tem os cheiros dos aromas que cada pessoa mais gosta. O cheiro atrai pessoas e estimula a memória.

O cheiro está presente em tudo, no amor, no apetite, no desejo, nas melhores recordações. No entanto raramente estamos conscientes que os nossos 25 milhões de células olfativas nos causam os mais variados sentimentos-cheiro.

O olfato é o mais primitivo de todos os sentidos e está pronto a ser utilizado assim que o bebé nasce, enquanto que os outros sentidos só vão funcionar perfeitamente depois de alguns anos de vida. Observando o comportamento dos bebés, cientistas concluíram que, a partir da primeira semana, eles já reconhecem o cheirinho da mãe. Todas as pessoas, por sinal, têm um cheiro próprio, uma espécie de combinação final de todas as substâncias aromáticas liberadas através da pele. Há quem acredita que o cheiro de cada um é de fato uma marca registrada tão particular como uma impressão digital. É provável que sim.

Uma fonte de inspiração, o cheiro é suficiente para despertar fome, provocar atração, estimular memórias.

Se a identificação de um aroma está intimamente ligada às memórias e à história de vida de cada um, então as percepções quanto aos cheiros são distintas. Cada pessoa estabelece uma relação própria com o aroma que sentir.

A pessoa humana pode distinguir mais de 10 mil cheiros diferentes. Cada um dos cheiros tem sua própria representação no cérebro humano, conforme a impressão que causou. A maioria dessas impressões é coletada quando a criança tem entre 0 e 3 anos de idade, mas a gente nunca de aprender. E muitas são eminentemente pessoais: um cheiro pode ser de alguma coisa para um e de outra coisa para outro.

Os espiritualistas afirmam que o cheiro traz sábias mensagens espirituais que os médiuns olfativos conseguem identificar o sentido em cada uma delas.

O certo é que desde o talquinho nas crianças até o cravo de defunto e, hoje, também as rosas, enfeitam e perfumam o caixão ou urna funerária.
1. Cheiro de bebê. A criança novinha tem um cheiro que marca a vida toda dos adultos mais próximos.
2. A criança depois de 3 dias de nascida descobre o cheiro da mãe
3. A Psiquiatra Cristina Contigli disse que o cheiro que mais permanece na memória de uma pessoa é o cheiro do travesseiro do pai. Interessante, não?
(Continua)

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Sebastião Verly - Sociólogo, Cronista, residente em Belo Horizonte - MG.
Comentário
  1. Lenício

    Impressionante como somos levados pelo autor a aguçar nossa memória olfativa, que venham os vários cheiros.

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