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Um pouco de sal

Publicado por Wesley Pioest en Poesía
data: 29/11/2021

Um pouco de sal

Vim da salmoura.

Os alçapões se abriram

Para dar à luz o menino

Naquela pequena cidade.

As paisagens em que vivi

Ficaram dentro de mim

Para sempre amalgamadas.

As almas em derredor

Permanecem, brilham

Astros em si decaídos

Na mais crucial peregrinação.

Do sal da terra.

Cada dia é um encontro

Comigo e com o acaso

E por isso respiro.

As pessoas, como estradas

Seguem seu destino

E quanto mais longe vão

Mais acenam.

Os amores se repetem

Em se repetindo, salvam.

Pois que estamos destinados

Uns aos outros

De uma maneira ainda

Para mim indecifrável.

O sal impregnou o mundo

Que só os meus olhos veem.

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
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