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As palomas e os nomes

Publicado por Lucio Carlos Ferraz
Data da publicação: 10/06/2020

Minas são muitas, As “palomas” são mais, Minas do coronel, As “palomas” de aluguel. As palomas não cabem no mundo, Mundo tanto e singular, Mas as “rameiras” das Minas, São das Minas bem gerais. A “paloma” é uma “hetaira”, Que se revela singular, Tanto no seu prazer, Que é muito desigual, Quanto na própria dor, Mais que tudo, visceral. Neste ofício tão antigo, Quanto o primeiro castigo, O pecado já...

De volta ao começo

Publicado por Lucio Carlos Ferraz
Data da publicação: 06/05/2020

Depois de caminhante e andarilho, plagas estranhas e imprevistas, ainda aguardam o poeta. O bardo de longeva idade, Não claudica, retoma o passo Com a força de uma locomotiva, E fará de velhos cenários, E da memória percuciente, Scripts para um novo Glauber. Delírios, delírios! Suavíssimas, as sombras do passado, O levam pelas mãos, Encantando-o de memórias. O que divisará ele, pensativo? Quem sabe o brevíssimo tem...

Muitas luas depois

Publicado por Lucio Carlos Ferraz
Data da publicação: 10/12/2012

Eh! Poeta… Eh! Poeta O espírito de fim de ano o acomete, e os sinais são de sombrias rememorações. Vai cabisbaixo, Semi-olhando com seus olhos espectrais, Um mundo que não existe mais. A cangalha partida se agiganta, e ainda assombra, lambendo como uma chama, os fragmentos deixados, displicentemente, na moldura da memória. Uma cidade partida, de um menino que partiu, e que teimosamente, sempre retorna. Uma serra pa...

Manhattan

Publicado por Lucio Carlos Ferraz
Data da publicação: 19/07/2012

Evoé, evoé, que o poeta as palavras, senão as constrói, as descobre e inventa; E bem humorado, à poesia cúmplice, alegremente recorre. E vai ele rebuscando, na carpintaria dos vocábulos, a palavra e o sentido, muitas vezes perdido no seu estado de espírito. Evoé, evoé pois se a cidade grande o aguarda, uma outra caprichosamente, me acolhe e assiste. São os ventos do East River São os ventos do Hudson River evocando...

Por mil e uma noites

Publicado por Lucio Carlos Ferraz
Data da publicação: 26/01/2011

Quatro as estações, É o tempo que percorro, É o tempo que diviso, No espaço multivário, Viajando pelas galáxias, Imperceptivelmente, Por mil e uma noites, Mais uma vez. Esculpirei na pedra o poema do milênio? Conhecerei outra cifra, Outra estranha algaravia? É a mosca socrática, Interrogativa, Imperando. Entre o vórtice e o remanso, Debruço-me interrogativo, Sobre o dorso da amada, Colhendo e recolhendo, O prazer e...