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Comentários dos leitores – 1ª quinzena Junho 2014

Publicado por Editor em Espaço do Leitor
data: 18/06/2014

Nilson em “Comentários dos leitores – 2ª quinzena Maio 2014″

Este texto circula na internet desde abril de 2013, mas com a chegada de tantos turistas para a copa do mundo ficou atualíssimo e muito divertido, espero que todos gostem.

Impressões de um francês sobre o Brasil

Olivier Teboul, francês, 29 anos, mudou se para Belo Horizonte em 2012. Depois de um ano, de uma forma divertida e bem humorada ele listou 65 pontos que lhe chamaram a atenção desde quando se mudou para o Brasil

Rapidamente as palavras circularam a internet. E já foram vistas por mais de 15 mil pessoas .

Publicado em Olivier do Brasil

- Aqui são algumas das minhas observações, às vezes um pouco exageradas sobre o Brasil. Nada sério.

- Aqui no Brasil, tudo se organiza em fila: fila para pagar, fila para pedir, fila para entrar, fila para sair e fila para esperar a próxima fila. E duas pessoas já bastam para formar uma fila.

- Aqui no Brasil, o ano começa “depois do Carnaval”.

- Aqui no Brasil, não se pode tocar a comida com as mãos. No McDonalds, hamburger se come dentro de um guardanapo. Toda mesa de bar, restaurante ou lanchonete tem um porta guardanapos e porta palitos. Mas esses guardanapos são quase de plástico, nada de suave ou agradável. O objetivo não é de limpar suas mãos ou sua boca mas é de pegar a comida com as mãos sem deixar papel nem na comida nem nas mãos.

- Aqui no Brasil tudo é gay (ou ‘viado’). Beber chá: é gay. Pedir um coca zero: é gay. Jogar volei: é gay. Beber vinho: é gay. Não gostar de futebol: é gay. Ser francês: é gay, ser gaúcho: gay, ser mineiro: gay. Prestar atenção em como se vestir: é gay. Não falar que algo é gay : também é gay.

- Aqui no Brasil, os homens não sabem fazer nada das tarefas do dia a dia: não sabem faxinar, nem usar uma máquina de lavar. Não sabem cozinhar, nem a nível de sobrevivência: fazer arroz ou massa. Não podem consertar um botão de camisa. Também não sabem coisas que estão consideradas em outros países como extremamente masculinas como trocar uma roda de carro. Fui realmente criado em outro mundo…

- Aqui no Brasil, sinais exteriores de riqueza são muito comuns: carros importados, restaurantes caríssimos em bairros chiques, clubes seletivos cujas cotas atingem valores estratosféricas.

- Aqui no Brasil, os casais sentam um do lado do outro nos bares e restaurantes como se eles estivessem dentro de um carro.

- Aqui no Brasil, os homens se vestem mal em geral, ou seja, não ligam. Sapatos para correr se usam no dia a dia, sair de short, chinelos e camiseta qualquer é comum. Comum também é sair de roupas esporte, mas sem a intenção de praticar esporte. Se vestir bem também é meio gay.

- Aqui no Brasil, o cliente não pede cerveja pro garçon, o garçon traz a cerveja de qualquer jeito.

- Aqui no Brasil, todo mundo torce para um time, de perto ou de longe.

- Aqui no Brasil, sempre tem um padre ou pastor falando na televisão ou no rádio.

- Aqui no Brasil, a vida vai devagar. É normal estar preso no trânsito o dia todo. Mas não durma no semáforo não. Ai tem que ser rápido e sair até antes do semáforo ficar verde. Não depende se tiver muitas pessoas atrás, nem se estiverem atrasados. Também é normal ficar 10 minutos na fila do supermercado embora tenha só uma pessoa na sua frente. Ai demora para passar os artigos, e muitas vezes a pessoa do caixa tem que digitar os códigos de barra na mão ou pedir ajuda para outro funcionário para achar o preço de um artigo. Mas, na hora de retirar o cartão de crédito, ai tem que ser rápido. Não é brincadeira, se não retirar o cartão na hora, a mesma moça da caixa que tomou 10 minutos para 10 artigos vai falar agressivamente para você agilizar: “pode retirar o cartão!”.

- Aqui no Brasil, os chineses são japoneses.

- Aqui no Brasil, a música faz parte da vida. Qualquer lugar tem música ao vivo. Muitos brasileiros sabem tocar violão embora consideram que não tocam se perguntar pra eles. Tem músicos talentosos, mas não tantos tocam as próprias músicas. Bares estão cheios de bandas cover.

- Aqui no Brasil, a política não funciona só na dimensão esquerda – direita. Brasil é um pais de esquerda em vários aspectos e de direita em outros. Por exemplo, se pode perder seu emprego de um dia para o outro quase sem aviso. Tem uma diferença enorme entre os pobres e os ricos. Ganhar vinte vezes o salário minimo é bastante comum, e ganhar o salário minimo ainda mais. As crianças de classe média ou alta estudam quase todos em escolas particulares, as igrejas tem um impacto muito importante sobre decisões políticas. E de outro lado, existe um sistema de saúde pública, o estado tem muitas empresas, tem muitos funcionários públicos, tem bastante ajuda para erradicar a pobreza em regiões menos desenvolvidas do país. O mesmo governo é uma mistura de política conservadora, liberal e socialista.

- Aqui no Brasil, é comum se conhecer alguém, bater um papo, falar “a gente se vê, vamos combinar, tá?”, e nem trocar telefone.

- Aqui no Brasil, a palavra “aparecer” em geral significa, “não aparecer”. Exemplo: “Vou aparecer mais tarde” significa na pratica “não vou não”.

- Aqui no Brasil, o clima é muito bom. Tem bastante sol, não está frio, todas as condições estão reunidas para poder curtir atividades fora. Porém, os domingos, se quiser encontrar uma alma viva no meio da tarde, tem que ir pro shopping. As ruas estão às moscas, mas os shopping estão lotados. Shopping é a coisa mais sem graça do Brasil.

- Aqui no Brasil, novela é mais importante do que cinema. Mas o cinema nacional é bom.

- Aqui no Brasil, não falta espaço. Falam que o pais tem dimensões continentais. E é verdade, daria para caber a humanidade inteira no Brasil. Mas então se tem tanto espaço, por que é que as garagens dos prédios são tão estreitas? Porque existe até o conceito de vaga presa?

- Aqui no Brasil, comida salgada é muito salgada e comida doce é muito doce. Até comida é muita comida.

- Aqui no Brasil, se produz o melhor café do mundo e em grandes quantidades. Uma pena que em geral se prepare muito mal e cheio de açúcar.

- Aqui no Brasil praias bonitas não faltam. Porém, a maioria dos brasileiros viajam sempre para as mesmas praias, Búzios, Porto de Galinhas, Jericoacoara, etc.

- Aqui no Brasil, futebol é quase religião e cada time uma capela.

- Aqui no Brasil, as pessoas acham que dirigir mal, trânsito ruim, obras com atraso, corrupção, burocracia, falta de educação, são conceitos especificamente brasileiros. Mas nunca estive num pais onde as pessoas dirigem bem, onde nunca tem transito, onde as obras terminam na data prevista, onde corrupção é só uma teoria, onde não tem papelada para tudo e onde tudo mundo é bem educado!

- Aqui no Brasil, esporte é ou academia ou futebol. Uma pena que só o futebol seja competitivo na olimpíada.

- Aqui no Brasil, existem três padrões de tomadas elétricas. Vai entender porquê…

- Aqui no Brasil, não se assuste se estiver convidado para uma festa de aniversário de dois anos de uma criança. Vai ter mais adultos do que crianças, e mais cerveja do que suco de laranja. Também não se assuste se parece mais com a coroação de um imperador romano do que como o aniversário de dois anos. E ‘normal’.

- Aqui no Brasil, não tem o conceito de refeição com entrada, prato principal, queijo, e sobremesa separados. Em geral se faz um prato com tudo: verdura, carne, queijo, arroz e feijão. Daí sempre se acaba comendo uma mistura de tudo.

- Aqui no Brasil, Deus está muito presente… pelo menos na linguagem: ‘vai com Deus’, ’fica com Deus’, ‘se Deus quiser’, ‘Deus me livre’, ‘ai meu Deus!’, ‘graças a Deus’, ‘pelo amor de Deus’. Ainda bem que ele é brasileiro.

- Aqui no Brasil, cada vez que ouço a palavra ‘Blitz’, tenho a impressão que a Alemanha vai invadir de novo. Reminiscência do inconsciente coletivo francês…

- Aqui no Brasil, país com muita ascendência italiana, tem uma lei que se chama ‘lei do silêncio’. Que mau gosto! Parece que esqueceram que lá na Itália, a lei do silencio (também chamada de “omerta”) se refere a uma pratica da mafia que se vinga das pessoas que denunciam suas atividades criminosas.

- Aqui no Brasil, se acha todo tipo de nomes, e muitos nomes americanos abrasileirados: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, etc.

- Aqui no Brasil, quando comprar tem que negociar.

- Aqui no Brasil, os homens se abraçam muito. Mas não é só um abraço: se abraça, se toca os ombros, a barriga ou as costas. Mas nunca se beija. Isso também é gay.

- Aqui no Brasil, o polegar erguido é sinal pra tudo : “Ta bom?”, “obrigado”, “desculpa”.

- Aqui no Brasil, quando um filme passa na televisão, não passa uma vez só. Se perder pode ficar tranquilo que vai passar mais umas dez outras vezes nos próximos dias. Assim já vi “Hitch” umas quatro vezes sem querer assistir nenhuma.

- Aqui no Brasil, tem um jeito estranho de falar coisas muito comuns. Por exemplo, quando encontrar uma pessoa, pode falar “bom dia”, mas também se fala “e aí?”. E ai o que? Parece uma frase abortada. Uma resposta correta e comum a “obrigado” é “imagina!”. Imagina o que? Talvez é que me falta imaginação.

- Aqui no Brasil, todo mundo gosta de pipoca e de cachorro quente. Não entendo.

- Aqui no Brasil, quando você tem algo pra falar, é bom avisar que vai falar antes de falar. Assim, se ouve muito: “vou te falar uma coisa”, “deixa te falar uma coisa”, “é o seguinte”, e até o meu preferido: “olha só pra você ver”. Obrigado por me avisar, já tinha esquecido para que tinha olhos, rss…..

- Aqui no Brasil, as lojas, os negócios e os lugares sempre acham um jeito de se vender como o melhor. Já comi em vários ‘melhor bufê da cidade’ na mesma cidade. Outro superlativo cara de pau: ‘é o maior da América latina’. Não custa nada e ninguém vai mesmo conferir.

- Aqui no Brasil, tem uma relação ambígua e assimétrica com a América latina. A cultura do resto da América latina não entra no Brasil, mas a cultura brasileira se exporta para lá. Poucos são os brasileiros que conhecem artistas argentinos ou colombianos, poucos são os brasileiros que viajam de férias na América latina (a não ser Buenos Aires ou Machu Pichu), mas eles em geral visitaram mais países europeus do que eu. O Brasil às vezes parece uma ilha gigante na América latina, embora tenha uma fronteira com quase todos os outros países do continente.

- Aqui no Brasil, relacionamentos são codificados e cada etapa tem um rótulo: peguete, ficante, namorada, noiva, esposa, (ex-mulher…). Amor com rótulos.

- Aqui no Brasil, a comida é: arroz, feijão e mais alguma coisa, a mistura.

- Aqui no Brasil, o povo é muito receptivo. E natural acolher alguém novo no seu grupo de amigos. Isso faz a maior diferença do mundo. Obrigado brasileiros.

- Aqui no Brasil, os brasileiros acreditam pouco no Brasil. As coisas não podem funcionar totalmente ou dar certo, porque aqui, é assim, é Brasil. Tem um sentimento geral de inferioridade que é gritante. Principalmente a respeito dos Estados Unidos. Tô esperando o dia quando o Brasil vai abrir seus olhos.

- Aqui no Brasil, de vez em quando no vocabulário aparece uma palavra francesa. Por exemplo ‘petit gâteau’. Mas para ser entendido, tem que falar essas palavras com o sotaque local. Faz sentido mas não deixa de ser esquisito.

- Aqui no Brasil, tem um organismo chamado DETRAN. Nem quero falar disso não, não saberia por onde começar…

- Aqui no Brasil, dentro dos carros, sempre tem uma sacola de tecido na alavanca de mudança pra colocar o lixo.

- Aqui no Brasil, todos os brasileiros escovam os dentes no escritório depois do almoço.

- Aqui no Brasil, se limpa o chão com esse tipo de álcool que parece uma geléia.

- Aqui no Brasil, a versão digital de ‘fazer fila’ é ‘digitar códigos’. No banco, pra tirar dinheiro tem dois códigos. No supermercado, o leitor de código de barra estando funcionando mal tem que digitar os códigos dos produtos. Mas os melhores são os boletos pra pagar na internet: uns 50 dígitos. Impossível não errar um pelo menos. Demora!

- Aqui no Brasil, o sistema sempre tá “fora do ar”. Qualquer sistema, principalmente os terminais para pagamento com cartão de crédito.

- Aqui no Brasil, tem um lugar chamado cartório. Grande invenção para ser roubado direito e perder seu tempo durante horas para tarefas como certificar uma cópia (que o funcionário nem vai olhar), ou conferir que sua assinatura é sua assinatura.

- Aqui no Brasil, parece que a profissão onde as pessoas são mais felizes é coletor de lixo. Eles estão sempre empolgados, correndo atrás do caminhão como se fosse um trio de carnaval. Eles também são atletas. Têm a energia para correr, jogar as sacolas, gritar, e ainda mexer com as mulheres que passam na rua.

- Aqui no Brasil, pode pedir a metade da pizza de um sabor e a metade de outro. Idéia simples e genial.

- Aqui no Brasil, não tem água quente nas casas. Dai tem aquele sistema muito esperto que é o chuveiro que aquece a água. Só tem um porém. Ou tem água quente ou tem uma conta de luz baixa. Tem que escolher porque não dá para ter os dois.

- Aqui no Brasil, as pessoas só saem da casa dos pais quando casam. Assim tem bastante pessoas de 30 anos ou mais morando com os pais.

- Aqui no Brasil, tem três palavras para mandioca: mandioca, aipim e macaxeira. Lá na França nem existe mandioca.

- Aqui no Brasil, tem o número de telefone, tem antes um DDD e antes também um número de operadora. Uma complicação a mais que pode virar a maior confusão.

- Aqui no Brasil, quando encontrar com uma pessoa, se fala: “Beleza?” e a resposta pode ser “Jóia”. Traduzindo numa outra língua, parece que faz pouco sentido, ou parece um diálogo entre o Dalai-Lama e um discípulo dele. Por exemplo em inglês: “The beauty? – The joy”. Como se fosse um duelo filosófico de conceitos abstratos.

- Aqui no Brasil, a torneira sempre pinga.

- Aqui no Brasil, no táxi, nunca se paga o que está escrito. Ou se aproxima pra cima ou pra baixo.

- Aqui no Brasil, marcar um encontro as 20:00 significa as 21:00 ou depois. Principalmente se tiver muitas pessoas envolvidas.

- Aqui em Belo Horizonte, é a menor cidade grande do mundo. 5 milhões de habitantes, mas todo mundo conhece todo mundo. Por isso que se fala que BH é um ovo. Eu diria que é um ovo frito. Assim fica mais mineiro.

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Alessandra em “Filosofia e violência”

Deus ama a violência, entende?

Que outro motivo existe para tanta violência? Ela está em nós. Vem de nós. Faz parte de nossa natureza, mais do que respirar. Nós desencadeamos a guerra. Fazemos sacrifícios. Pilhamos, dilaceramos a carne de nossos irmãos. Semeamos nossos fétidos cadáveres em grandes campos. E por quê? Para mostrar a Ele que aprendemos com o Seu exemplo.

Deus nos dá terremotos, furacões, tornados. Ele nos dá montanhas que cospem fogo sobre nossas cabeças. Oceanos que engolem navios. Ele nos dá a natureza, e a natureza é um assassino sorridente. E nos dá as doenças para que, em nossa morte, acreditemos que Ele nos deu orifícios só para que sentíssemos nossa vida se escoar através deles. Deu-nos a lascívia, a raiva, a cupidez e nossos corações sujos para que pudéssemos espalhar a violência em Sua homenagem. Não existe ordem moral mais pura que essa tempestade que vimos há pouco tempo. Aliás, não existe nenhuma ordem moral. Tudo se resume apenas a isto: minha violência pode dominar a sua?

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JOECE AGUIAR NEVES MELLO em “Frases que não vão ficar – II”

Muito bom!!!
Gostei desta nova modalidade – humor. Continue.

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Leleca em “Homens Perigosos”

O começo da minha estória é muito idêntica à todos esses posts. Depois de tantas agressões psicológicas e materiais, a escada para a agressão física foi óbvia. Perdoei a primeira vez que ele me bateu. Estava embriagado como sempre, mas achei que não ia acontecer novamente. Naquela noite eu fugi de madrugada da casa de praia onde estavamos. Ele me trancou e esperei ele cair de bêbado como sempre acontecia para pegar as chaves e escapar. Vim dirigindo noite adentro até chegar em local seguro. Peguei o avião de volta pra minha cidade e tentei esquecer o que havia acontecido. Um ano depois o recebi para uma nova vida. Estava mais calmo, pelo menos eu acreditei no que ele dizia. Mas disse para irmos devagar com a relação. Passava períodos longos na internet isolado do mundo. Vendo essa aparente mudança, resolvi juntar dinheiro para custear nossas passagens para as festas de fim de ano, junto as nossas famílias. Um belo dia ele me pede para comprar a passagem dele para uma outra cidade, com o intuito de visitar uma parte da família no Natal e que iria se encontrar comigo no Ano Novo. Eu disse que não faria isso. Ele então causou mais uma briga e se embriagou deixando seu computador aberto. Mais uma vez esperei que ele dormisse. Entrei então em suas mensagens e descobri que ele estava apaixonado e tendo um caso com uma prima e que estava combinando com ela para passarem o Natal juntos. Ou seja, eu iria financiar a safadeza entre os dois. Descobri também inscrições e trocas de mensagens em sites de relacionamento íntimo e percebi que as suas presas eram invariavelmente mulheres carentes, bem sucedidas e maduras. O meu perfil! Ainda perdoei mais uma vez, mas o alcoolismo dele estava se tornando insuportável. Até que ele me deu um tapa no rosto na frente dos meus filhos. Foi a gota d’água. Saiu algemado da minha casa. Mas o coração cristão perdoa e retirei a queixa em troca de uma internação de desintoxicação. Obviamente voltou a beber tanto quanto antes. Hoje ele está por aí, se fingindo de cristão, postando lindas mensagens de fé, mas continua em busca de presas fáceis. Continuamos um certo contato porque ele não tem ninguém já que moramos no exterior. Eu sou profissional bem sucedida e ele ainda pena num entra e sai de empresa, aos 41 anos de idade. Então o ajudo um pouco até mesmo emprestando pequenas quantias em dinheiro que são reembolsados à conta-gotas. Sou muito amiga da família dele que tem em mim a única pessoa que o atura. Hoje me sinto bem nesse papel porque estou livre, vivo minha vida como quero e de quebra ainda passo alguns momentos agradáveis com ele. Por hora, porque tenho filhos menores, é uma posição confortável, mesmo sabendo que pela internet ele me chama de tia para as novas conquistas. Um dia meu coração se abrirá de novo e quem sabe algum homem bom entrará na minha vida. Não me preocupo com isso. Me apaixonar sempre me fez mal. Tive uma avó que ficou viúva aos 40 anos e faleceu aos 95, sem nunca ter se envolvido “oficialmente” com nenhum outro homem. Morreu feliz, com uma filha dedicadíssima (minha mãe) e com netos e bisnetos em volta dela na véspera do falecimento. Lindo defecho o qual espero que o meu se pareça.

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Kátia em “Kátya Teixeira e Nádia Campos”

Uau vai ser 10 como foi ontem o show da Nadia e do Chicão aqui no Encontro dos Povos do Cerrado, ocorrido em Brasília.

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Rosy Luciane de Souza Costa em “Na Era do Rádio”

O rádio e sua história sempre serão eternos. Aqui na minha cidade Juazeiro, Norte da Bahia, o rádio surgiu no início da década de 1950. Dessa época até 1964, só tínhamos uma luz fraca (á óleo)fornecida pela Prefeitura Municipal, das 18h00 ás 22h00 no máximo. Então na hora da Ave-Maria, nas poucas casas que possuíam um rádio, lá estava em cima do aparelho, um copo com água, para que através das abençoadas palavras de Júlio Lousada, esta água pudesse ser fluidificada e utilizada pela família, como curas e benefícios outros. As novelas e outras informações obtínhamos neste curto espaço de tempo. Hoje, vivendo no tempo das facilidades, analisamos que a rádio Tupi foi de fundamental importância não só para o sertão Juazeirense, mas para todo este imenso Brasil.

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João Aguilar em “Bernardo Riedel, o Professor Pardal brasileiro”

Tenho um telescópio do caríssimo professor Bernardo Riedel.
Somos contemporâneos da Escola de Farmácia da UFMG onde ele foi também presidente do Diretório Acadêmico.
Precisamos ser gratos pela presença de pessoas com as qualidades do Bernardo.
Que bom que está em Minas, que bom que está em Belo Horizonte. Logo ali no Horto. Obrigado.

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Gislaine em “Frases que não vão ficar – III”

Muito bacana! Tudo depende da circunstancia em que voce se encontra, o que pode ser ruim pode tornar-se bom ou vice versa. Esse o papel do poeta: usar o que escreve para nossa reflexão.

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robson jose moreira abrantes em “William Shakespeare – Frases – parte I”

Muito bom! Escrever mais do que isto estraga o texto.

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JOECE AGUIAR NEVES MELLO em “Frases que não vão ficar – III”

Muito bom!!!
Valeu, continue.

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2 Comentários
  1. Sônia

    Gostaria de compartilhar este artigo com os leitores desse site
    Jornalista americano fala do 7 a 1
    Matthew Futterman, jornalista do Wall Street Journal
    “não compre a história de que esta perda vai deixar alguma cicatriz indelével em um país tentando desesperadamente prosperar em uma série de áreas que não têm nada a ver com futebol. Essa idéia é um pouco humilhante para os brasileiros, que são a coleção de almas mais acolhedoras com que eu me deparei”
    Adivinhe o que aconteceu no Brasil na quarta-feira?
    O sol apareceu. As pessoas foram para o trabalho. Elas dirigiram táxis, abriram supermercados, clicaram em seus computadores para tratar de assuntos jurídicos e financeiros. Médicos curaram os doentes. Assistentes sociais enfrentaram os problemas da grande pobreza neste país de cerca de 200 milhões. A vida continuou.
    Adivinha o que não aconteceu? Cidades não queimaram. Rebeliões em massa não aconteceram. Tanto quanto sabemos, torcedores não se jogaram de edifícios porque sua amada Seleção foi destruída pela Alemanha, por 7-1, na semifinal da Copa.
    À luz cruel do dia, ainda é estranho escrever “Alemanha 7, Brasil 1.” Esse tipo de resultado não acontece neste nível de futebol. O último jogo oficial que o Brasil perdeu em casa foi em 1975. Se eu fosse um nativo, estaria abalado, tentando descrever a debacle que aconteceu em Belo Horizonte.
    Não se engane: a derrota para a Alemanha, para usar a frase favorita do técnico dos EUA, Jurgen Klinsmann, foi uma lástima. As pessoas aqui amam o futebol. O governo declara feriados nos dias de partidas da equipe nacional. Ruas vazias, e eu quero dizer vazias – como se você pudesse montar uma barraca no meio de uma delas e não acontecer nada.
    Ainda assim, não compre a história de que esta perda vai deixar alguma cicatriz indelével em um país tentando desesperadamente prosperar em uma série de áreas que não têm nada a ver com futebol. Essa idéia é um pouco humilhante para os brasileiros, que são a coleção de almas mais acolhedoras com que eu me deparei.
    Houve a mulher na loja de óculos aqui em São Paulo que se recusou a aceitar dinheiro pelo estojo de óculos que ela me deu depois que eu perdi o meu. Houve os estudantes universitários em Natal que me ofereceram um tour pela cidade e uma carona de volta para meu hotel no meio da noite, quando não havia transporte à vista após a vitória dos EUA sobre Gana.
    Embrulhando o peixe
    Lá estava o rabino que, 30 segundos depois de me conhecer, insistiu para que eu fosse jantar no sábado em sua casa (eu fui, e a sopa de matzo ball estava incrível). Houve as inúmeras almas pacientes comigo na rua, esperando enquanto eu tateava meu dicionário de bolso de português, procurando a palavra certa para completar uma pergunta idiota, quando certamente eles tinham algo melhor para fazer.
    Estive aqui por um mês. Isso dificilmente me qualifica como um especialista na cultura brasileira. Minha amostragem é pequena e limitada a hotéis, restaurantes, estádios de futebol e pistas de corrida ao lado de praias do Rio, Natal, Recife e algumas outras cidades-sedes. Eu sei do crime e da pobreza.
    Mas eu também sei que este é um país incrível, diverso. Encare quatro horas de voo rumo à Amazônia a partir de São Paulo e as pessoas parecem completamente diferentes daquelas em qualquer shopping do país. Em Salvador, você pode muito bem achar que está na África Ocidental. Em cada cidade, pessoas de todos os tons de pele — preto, marrom e branco — preenchem áreas de ricos e pobres. É um país de beleza física impressionante e vastos recursos naturais. O tráfego da hora do rush faz as avenidas de Los Angeles parecerem estradas do interior, um sinal claro de que o lugar precisa de alguns melhoramentos de infra-estrutura, mas também que há um grande número pessoas trabalhadoras que querem tornar o amanhã melhor do que hoje.
    Em outras palavras, o Brasil é muito mais do que uma camisa canarinho e uma obsessão com o futebol.
    O colapso contra a Alemanha certamente vai despertar algum exame de consciência nacional sobre como o Brasil cultiva e desenvolve a sua próxima geração de estrelas do futebol. O país tem um enorme banco de talentos, mas acidentes não podem mais acontecer no esporte. Vencer nesse nível hoje significa não apenas talento, mas dinheiro, treinamento e uma estratégia coerente.
    “Quando você pensa sobre isso”, disse uma brasileira de 20 e poucos em um bar na noite passada, “é meio engraçado. Quer dizer, sete gols. É engraçado, né?”
    Eu vou apostar que o Brasil como um todo vai se sair muito bem depois disso. Chateado um pouco, claro, mas em última análise, tudo vai dar certo. De muitas maneiras, já deu.

  2. Sônia

    Aproveito para indicar mais este interessante artigo aos leitores do metro

    A roupa nova do rei Fifa
    Por Astrid Prange, Deutsche Welle

    A situação se inverteu: não é mais o Brasil, mas a Fifa que precisa ouvir sérias acusações, opina a jornalista Astrid Prange, da redação brasileira da DW. E a lista é longa.

    O rei está nu. A polícia brasileira tornou possível o impossível: ela desnudou a entidade máxima do futebol mundial. Pouco antes do ponto alto da Copa do Mundo no Brasil, a final no Maracanã, a Fifa não está mais no alto do pódio, mas sentada no banco dos réus.
    Até pouco tempo atrás, o banco dos réus estava reservado ao país anfitrião, o Brasil. A Fifa não se cansou de criticar a lentidão nos preparativos do espetáculo esportivo. Muitos estádios não corresponderiam aos critérios por ela exigidos. Muitos só ficaram prontos no último minuto. A Fifa argumentava com o conforto e a segurança dos torcedores de todo o mundo.
    Mas agora a situação se inverteu. Não é mais o Brasil, mas a Fifa que precisa ouvir sérias acusações. E a lista de transgressões é longa. A empresa Match Services, parceira da Fifa, estaria envolvida na venda ilegal de ingressos da Copa. Árbitros da Fifa são acusados de ignorar entradas duras em campo. E as equipes de segurança da Fifa não foram capazes de garantir a segurança dos espectadores no estádio.
    A derrocada da Fifa mostra quão mal informados sobre o maior país da América Latina estão a entidade máxima do futebol e a opinião pública mundiais. A crítica da Fifa aos atrasos nas obras dos estádios e à
    infraestrutura precária se encaixava muito bem nos clichês vigentes sobre o Brasil. Sol, samba, carnaval e futebol, e, naturalmente, corrupção – essa era a perfeita descrição de um país simpático, mas longínquo.
    Mas definitivamente já se foram os tempos em que o planeta estava claramente dividido, com as nações industrializadas no chamado Primeiro Mundo e os países em desenvolvimento no Terceiro Mundo. Não só a economia se globalizou, como também o conhecimento, o anseio pela democracia e naturalmente o futebol.
    Há um ano, milhões de pessoas foram às ruas no Brasil para protestar contra a corrupção. A raiva era dirigida não só contra o próprio governo, mas também contra a Fifa.
    Mas a Fifa parece não ter entendido isso. O Brasil não é um país que se entrega de joelhos para a Fifa, mas uma democracia e um Estado de Direito. Isso ficou mais uma vez comprovado pelo excelente trabalho dos
    investigadores brasileiros. Se eles tivessem contado com a prometida colaboração da Fifa, pouco teriam avançado.
    O Brasil acabou com a onipotência da Fifa. Suas novas roupas são mais transparentes do que ela gostaria que fossem. O rei que tanto abriu a boca agora precisa ouvir. E descobriu que, assim como seus “súditos”, não está acima da lei. É significativo que a Fifa tenha que aprender essa lição justamente no Brasil.

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