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(Português) Armazém do Zé: “Quo Vadis, Domine?”

Published by José Alves in Zé's Warehouse, Public Security
data: 16/09/2009

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José Alves - Jornalista, residente em Belo Horizonte - MG
2 Comentários
  1. Experidião - Pompéu - MG

    Certamente o maior fator estimulador da criminalidade é a impunidade. Nossos tribunais com seu rito lento manda uma mensagem: entre para a criminalidade, dinheiro facil sem punição! Outro dia um assaltante me disse: ” Tive de mudar meu local de trabalho, em Betim estão matando muito e aqui em Nova Serrana ta mais tranquilo”. Vi tambem uma Senadora da República condenar a declaração de um Deputado de que policial que mata bandido deveria receber uma medalha. Ai me remete ao artigo do Zé, nós que não temos carros blindados nem seguranças ainda temos de contar com a policia, e, por nossa sorte, temos policiais que tem compromisso com a segurança mesmo sendo perseguidos pelos “direitos humanos”. Temos um bom parametro aqui na nossa cidadezinha chamada Pompéu: quando matam um bandido ficamos em media 6 meses sem outro assalto. Ninguem quer trabalhar correndo riscos nem os assaltantes de Betim. A cada bandido que a policia mata 100 mil jovens deixam de entrar para o crime. Os hipócritas que me perdoem!

  2. Sânia - Betim - MG

    Corações e mentes.
    Sobre a matéria do Armazém do Zé, tem trechos bons, mas é polêmica. Na verdade penso que este assunto seguranca e violência é bastante complexo porque misturamos tudo e deixamos de perceber as várias formas de insegurança e violência vigentes na sociedade. Outro dia lia entrevistas com jovens de Ribeirão das Neves (pena que não posso publicar) e o que eles contavam da relação com a polícia era de arrepiar…Quem são os bandidos? E uma professora do RJ que participa de um grupo internacional que reune vários países e discute a situação da infância e jovens, comentava que a omissão e a impossibilidade de discutir e encarar o crime do tráfico é mundial…Este assunto esquece-se, parece uma guerra perdida. Neste sentido, a idéia da segurança via comunidade é interessante para determinadas situações … Mas não enfrenta este mundo de violência e crime onde os mais pobres e jovens são as maiores vítimas, e a rede é articulada com um poder econômico e político muito grande. Eu não tenho afinidade com o tema, apenas alguma aproximação por causa da discussão sobre o adolescente autor de ato infracional e o desafio de se implantar as medidas socioeducativas previstas no ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente.
    Quanto ao comentário do leitor, muito representativo de uma opinião e prática que ainda existe no país, reflete os resquícios de uma sociedade que vivenciou de forma muito precária a democracia e a compreensão dos direitos e da cidadania. E confirma que a violência está enraizada no coração e na mente das pessoas que acabam reproduzindo-a nas suas diversas formas, das mais explícitas às mais sutis.
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    O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente que há no mundo” (Gandhi)
    Eu, talvez por isto sonho com a infância. Com as crianças ainda é possível construir outra cultura, a cultura da paz.
    “Se queremos alcançar a verdadeira paz neste mundo e se queremos desfechar uma guerra verdadeira contra a guerra, teremos de começar pelas crianças; se crescerem com sua inocência natural, não teremos de lutar; não teremos de tomar decisões ociosas e infrutíferas, mas seguiremos do amor para o amor, da paz para a paz, até que finalmente todos os cantos do mundo estarão dominados pela paz e pelo amor, pelo que o mundo inteiro está ansiando, consciente ou inconscientemente.” (Gandhi)
    Hoje faço uma leitura diferente e entendo melhor o caminho espiritual proposto pelo Gandhi.
    Boas horas para todos!
    Sânia

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