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(Português) Por um novo Bolsa Família – parte 4

Published by Denise Paiva in Social Policies
data: 03/03/2010

 

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Denise Paiva - Pós-graduada em Serviço Social – Assessorias: Ministério da Saúde e Ação Social de Moçambique (1978-1980) - P.M.Juiz de Fora em três mandatos – Gabinete da P.M.São Paulo na Gestão Luísa Erundina (1990-1992) - de 1992 a 2005 junto à Presidência da República e Ministério da Justiça em Brasília – Atualmente é Pesquisadora e Consultora. Residente no Rio de Janeiro - RJ.
8 Comentários
  1. Lucimar Fernandes/RJ

    Denise, muito boa proposição…texto claro de fácil compreensão. Gostei e espero que seja uma política pública considerada nos próximos governantes.

  2. Lygia Todedo - Juiz de Fora - MG

    Denise Paiva em seu artigo sobre Bolsa Família propõe idéias e ações práticas com base em longas e largas experiências, de conhecimento obrigatório, sobretudo nesse desafiante ano eleitoral.
    Análise e crítica perfeita! Sinto-me compelida a uma divulgação explícita, sobretudo porque pertenço a um grupo sócio-cultural, fundado há mais de trinta anos, com mais de cem mulheres ávidas por atualização de toda ordem.

  3. taciana lima

    Seria de muito bom uso, o acolhimento das propostas acima enunciadas, haja vista que ampliam o conhecimento e de fato reduz a pobreza. O Bolsa familia como está não deveria continuar. O aumento da gravidez precoce, antes reduzida, atinge um patamar de 70%.
    A visão da socióloga deveria ser copiada por ambos os partidos que pretendem alçar vôo em direção ao planalto este ano.

  4. Mauricio Cordeiro de Morais

    “É evidente a dificuldade de ter mão de obra disponível, especialmente nas áreas rurais depois do Programa Bolsa Família.”

    Acho as suas proposições pertinentes e merecedoras de atenção. Não entendi bem o parágrafo acima, se bem que na sequência você faz uma reflexão. O Programa Bolsa Família foi oficialmente instituído em 2004, a partir de alguns outros programas já estabelecidos desde 2001.
    Gostaria de ver uma reflexão sua a respeito “da dificuldade de ter mão de obra disponível, especialmente nas áreas rurais depois do Programa Bolsa Família” considerando o espantoso processo de urbanização vivido por este país desde a década de 40:

    http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/pesquisas/demograficas.html

    Cordialmente,
    Mauricio Cordeiro de Morais

  5. Denise Paiva

    Prezado Mauricio,

    Agradeço muito o comentário que vc. acrescenta ao meu ensaio e certamente o enriquece. Tenho uma visão muito concreta mas empirica nesta questão que vc. levanta. Vou lhe dar um exemplo. Minhas filhas tem uma pequena casa no Distrito de Conceição de Ibitipoca mo municipio de Lima Duarte, MG. Se você chegar lá hoje e perguntar se há pessoas disponíveis para uma capina, uma faxina, um rotoque de telhado….. vai ouvir sistematicamente a mesma resposta, ou algo semelhante.
    -As pessoas não estão querendo mais trabalhar depois do Bolsa Familia. Pode até que não seja, porisso, necessário uma avaliação objetiva, mas que está no imaginário popular…. não tenha dúvida. Vá por este interior afora e observe…. O que talvez precisamos avançar é na proposta da superação dessas alternativas subalternas, mal remuneradas, quase escravas, que acabam podendo ser substituidas facilmente por um subsidio da politica assistencial.
    Essa é uma boa e longa história. Denise

  6. Oi Denise,

    .
    Não por acaso a PRIMEIRA VERTENTE descrita é a que no momento mais me aflige.

    Dar esmola sem outro compromisso…

    A sugestão colocada ,a primeira vista ,me empolgou.

    Da empolgação à prática:o que /como/onde ????????????

  7. Denise Paiva

    Querida Ruth,

    Muito me honrou seu comentário, especialmente por já termos feito tantas coisas juntas seja na Prefeitura de Juiz de Fora, seja na Presidência da Republica. Por compartilharmos idéias e ideais sua provocação adquire um matiz mais forte para mim.
    Em primeiro lugar temos que considerar que não existe uma população de rua, homogênea, com características e perpectivas semelhantes. Existe aquele que por uma circunstância, um golpe do destino, se vê naquela situação e precisa de uma “ajuda humanitária” pontual, emergencial. Existe uma faixa cambiante e muito complexa e outra que assumiu de fato uma condição de vida, que para fazê-la, rompeu laços de integração psicossocial. Evitar a ruptura desses laços é um desafio, e proteger essas pessoas após a ruptura é um imperativo de direitos humanos. Neste terceiro grupo se nem a pessoa espera algo mais de si mesma, quem dirá a sociedade?
    Não precisamos tanto reinventar a roda nem fazer uma pesquisa no Halem (EUA) ou na Suécia, basta olhar um pouco para o nosso passado em Juiz de Fora. É chamar a Vera Faria e perguntar-lhe: como é que sob a sua batuta foi feito o enfrentamento à população de rua em Juiz de Fora? A realidade muda, surgem novas leis, exige-se adequações no desenho e na gestão das politicas públicas…. mas os principios básicos da efetividade são os mesmos…..Essa é uma boa conversa para termos pessoalmente. Abs. Denise

  8. André Stein

    Denise, o que estamos vendo na Europa é a falência de um modelo que ao invés de incentivar o trabalho pretendeu sustentar a economia protegendo os ociosos. As pessoas se acostumaram, só querem saber de futebol. Agora, como solução extrema os neoliberais voltam ao poder, como na Espanha cortando todos os mecanismos de proteção contra o desemprego, mas jogando a economia em uma bruta recessão. Dilma foi lá e deu conselho, – Vocês não podem cortar os gastos, toda austeridade é recessiva,- só que aqui no Brasil o consumo está sendo mantido com incentivo ao ócio, através do Bolsa Familia. Num caso extremo de insensatez da nossa cultura tolerante e dos sentimentos de culpa que a permeiam, os criminosos presos ao invés de terem que reparar os prejuízos que causaram ainda ganham bolsa para ficar àtoa. A China ao contrário põe os presos para trabalhar e conseguem preços inigualáveis para seus produtos, levando para lá nossas riquezas minerais e nossos empregos.
    Aquele abraço.

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