Memórias

VII – Viagem Sem Fim

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 02/04/2020

Para que me entendam, devo-lhes explicar quem é o Haldol, este que me impediu de continuar a lhes contar o que aconteceu. Haldol é um medicamento anti psicótico, utilizado para controlar a agitação, agressividade e o estado maníaco dos seres humanos. Esta é a explicação fármaco-médica. Eu lhes digo que o Haldol é o remédio daqueles que não suportam as verdades trazidas à tona por quem eles consideram loucos. É ...

VI – A tentadora loucura e suas deliciosas sensações de poder

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 03/03/2020

A noite caía festiva em Juiz de Fora. Após meu acesso de raiva, de toda a agitação, pelo que me lembro houve um momento de reconciliação. Me lembro que fui ao camarim, e conversei com a drag por alguns instantes, ela sem os trajes. Vi que havia o conhecido, o homem por trás da drag, que havíamos conversado antes dele se produzir… Não sei muito bem o que dissemos, mas sei que tudo se acalmou. Uma pessoa atuou de ...

O dia em que fui porta-estandarte

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 21/02/2020

Retomo minha paixão pelo carnaval de Belo Horizonte em 1960. Aprontei-me todo, raspei os nascentes fios de barba, perfumei-me e fui lá para o ponto inicial, no início da Avenida Afonso Pena, próximo da Rodoviária antiga, que era e ainda é até hoje a polêmica Rodoviária que querem transferir. As escolas e blocos subiam a Rua Curitiba, uma das ruas obliquas à Avenida Afonso Pena para, mais na frente, entrar numa perpen...

Ai que saudades dos blocos caricatos!

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação:

Todos os anos, quando vem chegando o Carnaval eu me recordo de quando mudei para a Capital em janeiro de 1960. Minha maior expectativa era ver de bem pertinho o carnaval dessa Belo Horizonte. Os festejos de Momo eram muito diferentes do que são hoje. Eram outra coisa. O carnaval se caracterizava por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e até manifestações de folclore e bom humor. Relembro um pouco mais a no...

Festa de São Sebastião em Pompéu, memórias

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 15/01/2020

Nos meus tempos de criança e adolescente, por volta de 1948 a 1960, na cidade onde nasci, a maior diversão, especialmente para a pobreza, eram as festas religiosas. Festa para pobre era a festa religiosa, ali não havia distinção de classe social. Passada a época das Folias de Reis, que tinham seu auge no dia 6 de janeiro, começávamos a esperar pela festa do glorioso São Sebastião. Eu ficava encantado com tudo. A come...

V – Fragmentos de Lucidez

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 10/01/2020

Acordei. Desta vez sabia bem onde estava… Naquela clínica… Por mais que tentassem, os remédios não podiam me dominar, eu era senhor de mim, mesmo que os médicos me dissessem o contrário. Desculpe a interrupção, voltemos a Juiz de Fora. Sim, lá recebi um carinho especial, e convivi com a diversidade, uma diversidade gostosa, diferenças em harmonia. E minha cabeça se abria… Lembrava de Sandra, lembrav...

IV – Antes da Outra Injeção

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 16/12/2019

Deixava o Rio, mas chegaria em Juiz de Fora, outra cidade agradabilíssima, que tinha me conquistado. Nossa história, minha e daquela cidade, era recente, mas intensa. Ali era um pedaço do Rio, como dizem os mineiros, talvez por isso eu gostasse tanto de lá. Dessa vez, nem as cicatrizes que a estada deixariam, serviriam para me afastar de lá. Por mais que não voltasse com tanta freqüência, aquela cidade, ou melhor, ela ...

III – Coração Pleno, Mente Confusa

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 30/10/2019

Voltando ao Rio, para chegar a Botafogo, peguei um bonde e um metrô. Interessante o passado e a modernidade conviverem juntos. O Rio é a cidade das antíteses. Sociais, culturais, econômicas, tecnológicas. Tanto o velho bonde, quanto o moderno metrô me foram muito úteis, e rapidamente chegava ao meu destino. Lá, logo de cara, vi uma cena pitoresca. Um sujeito meio velho com alma de novo, “plantando bananeiras” na fr...