Crônicas Culturais

Dia dos Avós e Dia fora do tempo – parte I

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 25/07/2022

Hoje, dia 26 de julho, nosso calendário registra pelo menos dois assuntos significativos. O primeiro se refere à data para celebrar o Dia dos Avós. A partir de 1978 a Igreja Católica determinou 26 de julho como o dia unificado para celebrar a homenagem aos avós. O segundo remete-nos à informação de que a Civilização Maia, em seu calendário anual, estabeleceu o dia 26 de julho como o 1º dia do ano, o Ano Novo maia. ...

Festas Juninas

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 06/06/2022

A festa junina é uma dessas doces lembranças de minha infância. Na cidade de Pompéu, onde vivi até a adolescência, ainda não havia a dança da quadrilha, e só mais tarde agregaram-se as roupas dos falsos “caipiras”, as chitas bem regateiras para as moças e as calças remendadas e chapéus de palha esgarçado para os rapazes.  A festa começava cedo permitindo a presença de crianças e jovens que se encantavam co...

Dona Joaquina do Pompéu, a Dama do Sertão

Publicado por Padre Joao Delco Mesquita Penna
Data da publicação: 30/05/2022

A história do país é repleta de mulheres corajosas, empreendedoras e sempre dispostas a vislumbrar, de cabeça erguida, novos horizontes e oportunidades. Entre os grandes nomes da nossa história está o de Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco Souto Maior de Oliveira Campos, a poderosa Joaquina do Pompéu, a Dama do Sertão, ou simplesmente a Sinhá Brava! Não se sabe como era a real fisionomia da fazendeira,...

Pitangui, Cidade Presépio

Publicado por Padre Joao Delco Mesquita Penna
Data da publicação: 18/05/2022

Segundo os historiadores, Pitangui foi o mais importante centro agrícola-comercial mineiro, com destaque para a pecuária, no Ciclo do Ouro, fim dos anos 1700 e início dos anos 1800. Cortando um trecho do bairro da Penha, pode-se chegar a uma outra “Estrada Real”, que ligava a Vila até Paracatu e daí a Goiás Velho, a “Picada de Goiás”, por aí passavam as mercadorias, nos anos 1700–1800. A Estação Ferroviári...

O Velho da Taipa, desbravador de Pitangui

Publicado por Padre Joao Delco Mesquita Penna
Data da publicação: 13/05/2022

Antônio Rodrigues Velho, o Velho do Taipa, nascido em 1686 em Curitiba, Paraná, era neto de João Ramalho e Bartira, esta filha do cacique Tibiriçá, de Piratininga. Foi avô do Capitão Inácio de Oliveira Campos, esposo da fazendeira pitanguiense Dona Joaquina do Pompéu, a Dama do Sertão. O minerador, um dos fundadores e colonizadores de Pitangui, se casou com Margarida de Campos, filha do bandeirante José de Campos Bi...

Pitangui, a Revolta da Cachaça – parte II

Publicado por Padre Joao Delco Mesquita Penna
Data da publicação: 26/04/2022

(continuação da parte I) Em julho de 1719, Domingos Rodrigues do Prado, Manuel Dias da Silva e Suplício Pedroso lideram um motim contra a tentativa, por parte do capitão-mor João Lobo de Macedo, representante de Portugal em Pitangui, de estabelecer o estanco da aguardente na Sétima Vila. O estanco era um monopólio estatal, que determinava que apenas a coroa poderia usufruir da venda da aguardente. A justificativa para o...

Pitangui, a Revolta da Cachaça – parte I

Publicado por Padre Joao Delco Mesquita Penna
Data da publicação: 12/04/2022

No início do século XVIII, por volta de 1720, a cidade de Pitangui localizada no Centro-Oeste do Estado de  Minas Gerais, conhecida na época como Sétima Vila do Ouro, foi palco de uma grande batalha que entrou para os livros históricos como um dos conflitos mais relevantes na história dos movimentos nativistas no Brasil Colonial. A cachaça, bebida genuinamente brasileira, foi o estopim do confronto entre tropas da coro...

Noiva do Cordeiro – parte IV

Publicado por Padre Joao Delco Mesquita Penna
Data da publicação: 24/03/2022

Comunidade Modelo No centro da história da comunidade da Noiva do Cordeiro estão as experiências de sofrimento e rupturas relacionadas à religião, à fome e à estrutura familiar patriarcal. A  comunidade passou por grandes mudanças e hoje o antigo casarão colonial é utilizado para o trabalho e vivência comunitária. Grande parte das mulheres se ocupam da lavoura, outras assumem o cuidado das crianças. Além disso a...