Psicologia

Amor e Desejo

Publicado por Carlos Bittencourt Almeida
Data da publicação: 08/04/2019

O que chamo aqui de desejo, nas relações humanas, é o prazer que eu vivencio quando a pessoa com quem me relaciono faz, expressa ou é aquilo que me agrada. Desejo então alguém porque é atencioso comigo; aconselha-me quando eu preciso; passeia comigo quando eu quero; elogia-me; compreende minhas dificuldades; proporciona-me prazer sexual. Quando duas pessoas convivem e a maior parte do tempo uma é capaz de satisfazer os...

Solidão

Publicado por Carlos Bittencourt Almeida
Data da publicação: 27/03/2019

Temos, entre outras, duas necessidades fundamentais. Gostamos de companhia, queremos ter alguém com quem compartilhar nossos sentimentos e pensamentos, nossas preocupações e alegrias. Alguém que se importe conosco, com quem possamos contar. Por outro lado dá prazer o sentimento de independência, de capacidade. Eu posso contar comigo mesmo, eu posso resolver problemas e dificuldades sozinho. Sou capaz de realizar algo por...

Por uma subjetividade erótica – parte III

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 14/06/2018

Esses novos seres que o guru preconizava, ou profetizava, se sintetizariam na ideia de Zorba, O Buda. Esses seriam seres que conjugariam as duas dimensões essenciais da existência humana: uma terrena, mundana, de prazeres e gozos, hedonista diríamos, o lado Zorba, inspirado no personagem Zorba o Grego. Do outro lado sua natureza búdica, que se manifesta na contemplação e meditação, comungam com o Universo e transcenden...

Por uma subjetividade erótica – parte II

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 22/05/2018

Reich foi um inadaptado intelectual. Suas teorias continuam à margem dos cursos de psicologia no mundo, apesar de sua contribuição fenomenal no entendimento da formação das neuroses no seio do capitalismo moderno. Reich foi psicanalista, mas acabou por ser excluído do círculo de Viena por Freud, devido às ortodoxias do pensamento deste. Foi membro do Partido Comunista, mas acabou rompendo com eles também, por suas ác...

Por uma subjetividade erótica – parte I

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 11/05/2018

Osho, nome pelo qual ficou conhecido o guru indiano, Rajneesh Chandra Mohan, foi um perseguidor incansável de ortodoxias, tradições e status quo moralizantes, repressores e alienantes. Se, por um lado, sua visão de uma espiritualidade encarnada no corpo e livre de dogmas e tabus se insurgiu contra uma ordem repressora e dominadora na India da sociedade de castas ou nos Estados Unidos, potência do capitalismo mundial, por ...

XLV – Náufrago de mim mesmo

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 04/12/2017

Aquele dia na praça vivi um momento único. Me perdi de Holly, e talvez de mim mesmo. Me embrenhei naquela energia e me integrei com várias pessoas. Estava solto, preocupado se ia rever ela, mas me jogava na vida como se não houvesse amanhã. Conheci budas, hippies e toda sorte de pessoas. Depois veio o dia seguinte, e novamente eu não estava tão adaptado ao convívio social, e fui internado. Mais uma vez. O drama se repe...

XLIV – Na energia da Copa

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 07/11/2017

Saí daquela internação e estava novamente sem rumo. Resolvi bater de frente com tudo aquilo que me oprimia, não iria tomar os remédios! Estava cansado daquela castração química e resolvi viver na minha plenitude, sem amarras, e enfrentar as consequências. Enfrentei muita resistência da minha família, mas segui em frente. Eram os idos de 2014, ano de Copa do Mundo, e uma energia especial circulava sobre o Brasil. Dur...

XLIII – Um sentido para a vida

Publicado por Bill Braga
Data da publicação: 19/10/2017

Novamente eu estava encarcerado, preso, aqueles que diziam me amar acreditavam que eu representava um perigo para mim mesmo e para os outros. Meu crime, apenas ter ousado ser diferente, pensar além da caixinha, não suportar viver em um sistema hipócrita e buscar na medicina indígena da ayahuasca uma forma de conexão espiritual. Hoje sei que a espiritualidade está em coisas bem mais simples, e que nada externo pode nos tr...