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Prestidigitação

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 08/02/2012

No barro

artesão amassa argila

arte calo devaneio

há sinais de uma vaga

solidão sob o sol

do meio dia

 

No barro

a mão amassa a outra

mão rugosa, dura

a mais escura pele

suando em bicas

moldando

 

No barro

é que uma ilusão

emerge dolorida

vai tomando forma

a mais pura e enganadora

arte

 

No barro

a mão que era sofrimento

muda sua rota

da fome faz-se a fartura

da dor surge o encantamento

um milagre

 

No barro

para onde um dia

haveremos de voltar

alma argila

nas hábeis mãos

do criador

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
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