Tamanho da Letra: [A-] [A+]

O trilho

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 19/07/2011

 

Quem vê o trem passar

Na corredeira

Sem beira, sem eira

E bem depressa

Poesia é trem que passa

A vida inteira

Esquiva pirambeira

O que nos resta

Depois de ver o trem

E não pareça

A lavra da palavra

A nau poética

Embora haja um trilho

Então esqueça

Poesia é uma sereia

Encanta à beça

Compartilhar este Artigo

Leia mais artigos em Poesia

Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
Deixe um comentário