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Fariseu

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 09/09/2011

Desde a infância segue o rio

Vai até a foz

Não mergulha

 

Ao ver o mar retorna ao berço

Desembarca, cai

Nunca é demais voltar

 

Assim o fariseu: em torno de si

Números, cabala

Nada mais

 

Sonhar a navegação

É não navegar

 

Assim o fariseu: toda explicação

Mitologia, dogma

Nunca mais

 

Viver para não viver

Sempre se ausentar

 

Despreza tudo

Que não lhe pertence

O mais é o oceano

 

Imerso em dúvidas

Nem só água e silêncio

Ele, o fariseu

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
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