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Farinha do mesmo saco

Publicado por Wesley Pioest em Poesia
data: 22/11/2018

Farinha do mesmo saco

nunca tirei grandes lições
dessa interminável guerra
aqui nos trópicos

quando vem a tormenta
abro a janela para que entrem
os ventos do mundo

e se desafio a lei da gravidade
deixo cair os braços
ao longo do corpo

já quando perguntam da vida
digo que desde pequeno
meu sonho é virar farinha

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Wesley Pioest - Nasceu em Rubim, estudou em Belo Horizonte, passou por Itacarambi, Muriaé e passa atualmente por Gonzaga. Sempre em Minas. Seu vale é o Jequitinhonha, de onde veio e para onde há de voltar dentro em breve, por bem ou por mal. Publicou a Revista “Liberdade”, os livros “Impressões da Aurora”, “Jequitinhonha – Antologia Poética I e II”, “A Fala Irregular” e “Cabrália”. Parceiro inconstante de Rubinho do Vale, Vagner Santos e Romeu Santos em letras para canções.
Comentário
  1. Antonio Angelo

    É isto: do pó ao pó. O mais? Mera filosofia.
    Ou, mais ainda, a gravidade nos puxando ao subterrâneo.

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