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Morte das águas

Publicado por Vladimir Pôla em Literatura, Poesia
data: 01/07/2009

Água que nasce nas montanhas, limpa e cristalina

Corre em corredeiras e cai em cachoeiras

Água que é nascente, é córrego e é rio

O Córrego que alimenta os animais vira o ribeirão que abastece populações e que vira o rio que corre para o mar

O rio passa na cidade, as águas se misturam à imcompreensão urbana

A cidade polui as águas do rio

O rio poluído mata os peixes, o gado e o homem

A vida do rio, igual à saúde do homem finda

A saúde do rio igual à vida do homem já não existe

O rio morre, a planta morre, os animais morrem e o homem, o homem também morre

Porque sem rio tudo vira nada, sem água tudo seca

Eis que o rio com o esgoto evaporam, a chuva é acida

As nuvens choram igual aos homens que não cuidaram da vida, que não cuidaram do rio

E os homens, esses também choram, mas choram seco, pois já não existem lágrimas, já não existe água e já quase não existe vida

E o ciclo das águas continua, sem ciclo, sem água e sem nada em um mundo cada vez mais seco.

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Vladimir Pôla - Geógrafo, colaborador do portalmetro. Residente em Belo Horizonte - MG
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