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Cosmos

Publicado por Thiago Matos em Poesia
data: 17/06/2010

a inocência me atiçou para a rua

pegou-me pelas mãos e juntos corremos

o arpejo dos trovões anunciava chuva

gotas cristalinas começaram a cair

umedecendo os verdes plantios.

Estrelas banhadas a cor de prata

fugiam adentro da noite cálida

elas têm medo de perder brilhos!

Não havia nenhuma marquise,

decidi ligeiramente correr

para debaixo da imensa lua

que nascia inclinada sobre mim

senti-me muito rejeitado

ela não me protegia da chuva!

Sei que a lua não vaza água

e sobre esse céu permeável

o vento passeava na madrugada

e de pequenas e distantes órbitas

o sol vinha para iluminar a terra

e inclinou sobre a minha cabeça

perguntei-me onde está a lua

que desapareceu do nada?

Será que as gotas empoçaram

suas fundas e enormes crateras?

E junto aos ardentes raios solares

a venerosa lua branca se derreteu?

Para saber se era verdade,

sentei no topo da serra

e esperei o fim do dia

olhei tudo em minha volta

o sol já estava de partida

nas pegadas da aurora!

Pequenas estrelas nasciam

não vi nenhum sinal da lua

fiquei alegre aquela noite

será que tomei banho de lua?

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