Español
Tamanho da Letra: [A-] [A+]

Saudades da BH de outrora

Publicado por Sebastião Verly em Crônicas, Memórias
data: 12/04/2010

Saudades da BH de outrora

Me recordo do deslizar silencioso dos tróleibus, e o ronco agradável dos bondes em frente ao abrigo próximo à Rodoviária, sem a fumaça preta dos ônibus de hoje. O cheiro agradável do café fresco se misturava com o das frutas das quitandas da Avenida Paraná: “Ó o café Cruzeiro Extra!”. Os engraxates anunciavam: “Olha o lustro americano, passa tinta, passa pano, passa graxa”. “Diário de Minas!”, gritava o jornaleiro.

Meu coração aperta ao lembrar das árvores em fila dupla que emolduravam a Afonso Pena. O prefeito Jorge Carone em 1963 mandou cortá-las, pois atrapalhavam o trânsito. Violência maior contra BH foi perpetrada pelo “governador” Rondon Pacheco, nomeado pelos militares para o cargo. Foi dele que partiu a autorização para a mineradora MBR, hoje incorporada pela Vale do Rio Doce destruir boa parte da Serra do Curral, que deu o nome de belo horizonte para a capital.

Junto com as árvores e parte do nosso belo horizonte, as muitas lojas que ali haviam também desapareceram. Para mim o centro, que a gente chamava de “Cidade”, permanece vivo como um terreno bucólico de minhas lembranças. As senhoras que chegavam do interior faziam “avenida” de braços dados com os maridos apreciando os últimos lançamentos da moda nas vitrines da majestosa avenida. Seus pés delicados sobre os saltos altos não corriam o risco de torcer nos buracos que hoje são a marca das calçadas do centro.

Saudades da BH de outrora

A “Guanabara”, com seu prédio que ostentava grandeza, saiu sem deixar rastro. A Mobiliadora Inglesa que se fundiu com as Casas Levy, gerando a Inglesa-Levy, a Bemoreira e a Ducal que formaram a Bemoreira-Ducal nos atendia bem, mesmo sendo secundária, e a Sloper merece ser lembrada. De boas lojas, nem sobra do que era pode restar ali no centro. As lojas Hamilton foram para a Savassi e para os shoppings. Será que ainda resistem em meio às franquias globais? Eram belas lojas, onde os estudantes expunham as fotos das turmas de formandos, a cada ano mais trabalhadas as estruturas que ornamentavam o conjunto. Todo mundo parava ao cair da noite procurando encontrar algum conhecido no meio das fotos dos cursos das duas honrosas Universidades: a Federal e a Católica.

A Igreja São José, a primeira projetada para a nova capital, de um ponto de encontro religioso no centro da cidade, virou um estacionamento com uma grade na frente da escadaria. Ao fundo do quarteirão os padres construíram o “Edifício Santo Afonso”, símbolo do pragmatismo global do catolicismo romano. A de Santo Antonio, de origem discutível, hoje se encontra atrás de out-doors e propagandas das lojas que a circundam, e sua área externa virou um mega-estacionamento. Também a de Nossa Senhora das Dores, na Floresta, não ficou para trás e abriu várias lojas.

Os cinemas, o Glória já havia ido há muitas décadas, restavam o Arte Avenida, o Art-Palácio, o Brasil, o Acaiaca, o Tupi e o Metrópole, comprado e demolido pelo Bradesco que ali construiu um prédio de gosto horrível. Se o país não passasse pelo auge da ditadura militar certamente teria havido algum protesto contra esse símbolo do capitalismo selvagem que se projetou a partir de São Paulo.

Saudades da BH de outrora

A papelaria Rex ainda tentou mudar para bem longe, lá para a Avenida Nossa Senhora do Carmo. Será que vingou? A proprietária, Viúva Antonio Guerra, desapareceu do ponto mais central da Praça Sete. A Livraria Oscar Nicolai, que luxo era a sua placa que parecia ter letras de ouro! O Sabino trabalhava lá, eu creio. O Roberto, grande livreiro e também como pessoa, deixou a vida outro dia. A foto Zatz quase única nas fotos 3×4 ainda permanece num cantinho sem nenhuma expressão.

O conjunto Sulacap descaracterizou-se completamente. Hoje mais parece uma favela vertical no centro da capital. A aprovação daquela monstruosidade, dizem as más línguas, enriqueceu o prefeito da ocasião.

O prédio da Assembléia Legislativa, ali na Praça Afonso Arinos pegou fogo e levou com o incêndio todas as provas das vultosas maracutaias. Ao lado, ainda resiste o Centro de Cultura, localizado em um belíssimo prédio de arquitetura neogótica de inspiração portuguesa. O Grande Hotel cedeu lugar ao Conjunto Arcângelo Maleta.

Os hotéis até que teimam em manter os nomes que já não têm mais nada com seu passado. O Ambassy, o Financial, o Brasil Palace; o Oeste, o Bragança e Gontijo, preferidos pela gente cautelosa, alguns viraram motéis de alta rotatividade na confusão que virou o centro.

Os bancos encheram as malas de dinheiro e se mudaram para São Paulo e até para o Rio de Janeiro. Algum terá ido para Brasília, onde o papel moeda não fica lá muito limpo. Mas banco foi feito justamente para lavar dinheiro oficialmente. O Banco da Lavoura no inicio dos anos 60 criou a melhor sala de treinamento em plena praça sete. Depois ela mudou lá para os lados da Pampulha. O Bancomércio brindou a cidade com um moderno prédio ali na Rua Espírito Santo. Fazia páreo com o Banco do Brasil e o de Minas Gerais. Depois veio o Crédito Real, mas tudo se desfez de suas lembranças, que agora nos parecem tão provincianas. O Moreira Sales pelo menos transformou-se num centro de cultura.

O Café Pérola, com a mesma categoria, era o ponto de partida para toda campanha eleitoral, para prefeito, governador ou presidente da república. Hoje virou Mc’Donalds, que humilhação! Ali do lado resiste bravamente o Café Nice, inaugurado em 1939. Vale a pena chegar até lá e tomar o café com um sabor especial, parece que é exclusivo mesmo.

Descendo a Rua Rio de Janeiro, o Grande Camiseiro, onde nostalgicamente um primo meu insiste em encontrar as peças do vestuário que aprecia: camisas de puro algodão, jeans de qualidade, cinto de couro autêntico. Permanecem até mesmo alguns antigos vendedores. Mais abaixo, o Mundo Colegial desapareceu tão logo o progresso chegou. O que restou mudou as aparências para sobreviver. Algumas sapatarias, a Americana ou a Praça Sete Calçados desfiguraram para sobreviver. A Balalaika pegou fogo. E comprar na Radiante não é mais uma barbada. É simplesmente impossível. E o Nacional Magazin que fim levou?

De bares e restaurantes não sobrou quase nada. A Tiroleza, ponto de encontro onde conheci Nelson Gonçalves com a Mara Rúbia, foi uma das primeiras a fechar as portas. A Cantina do Ângelo, que era um local para comemorar o recebimento do primeiro salário em um emprego novo, com suas massas e vinhos. Resta o Café Palhares que resiste a toda prova com seu famoso Caol. E hoje ninguém quer mais saber porque chama o prato de Caol, iniciais de cachaça, arroz, ovo e lingüiça. Mas até o prato sofreu mudanças. No lugar da cachaça pode ser até cerveja, e mesmo carne se alguém pede é atendido.

Buscar essas lojas no centro é um passatempo de pessoas nostálgicas. A gente vai olhando as trapizombas no caos urbano poluído, barulhento, congestionado e selvagem que se instalou no miolo da Capital e dizendo para os mais novos: ali era tal loja, aqui era o banco tal, e a descrição de uma “Cidade” bucólica vai alimentando as saudades da BH de outrora.

Compartilhar este Artigo

Leia mais artigos em Crônicas Memórias

Sebastião Verly - Sociólogo, Cronista, residente em Belo Horizonte - MG.
83 Comentários
  1. Sânia Campos

    Eu gostei muito desta crônica. As vezes quando caminho no centro de BH, tento fazer este exercício de relembrar como era a cidade há 30 anos atrás. Mas nunca com os detalhes e a brilhante memória do autor, que nos brinda com este texto. A leitura fluiu como o “deslizar silencioso dos tróleibus”.
    Grata,
    Sânia

  2. CARLOS

    E VOU MAIS LONGE, A CAMISARIA E SALÃO CADILAC, SELARIA MEXICANA, O FRAJOLA,A PADARIA BOSCHI COM SEUS PRODUTOS IMPORTADOS. TUDO ISSO E MUITO MAIS NOS LEVA AQUELES TEMPOS DOURADOS!QUANTA SAUDADE DA CONFEITARIA BICO DE LACRE, CANTINA DO ANGELO, TIP TOP DA ESPIRITO SANTO, MEU QUERIDO E BELO PARQUE MUNICIPAL!NUNCA MAIS OUTRA VEZ!!

  3. Joaquim Cintra Junior/Belo Horizonte

    Obrigado Sebastião Verly, você me fez lembrar minha infância e juventude. Que cidade encantadora era Belo Horizonte!

    • katia

      vcs lembram tao bem dessa epoca poderiam me ajudar me dizendo se conheceram uma empresa de montadora de geladeiras consul daquela epoca chamada pronsul e se lembram qual era o endereço dela. por favor é urgente e necessario.

      • Verly

        NÃO ME LEMBRO. VOU PESQUISAR E SE CONSEGUIR, TALVEZ MEU IRMÃO MAIS VELHO, O VERLIM, SAIBA, POSTAREI AQUI.

  4. cristiana

    que saudade me dá quando relembro destes fatos memoráveis da minha querida belo horizonte.lojas guanabara.inglesa levy,sloper,perfumaria lourdes,casa martins,lojas ranieri,ah,quanta coisa que o tempo deixou para trás!!!eu,aqui ,mineirinha que sou,da minha linda BH,na frente de um computador,morando há 13 anos no interior de são paulo….adorei a crônica!!!parabéns pelo site!foi por acaso que o descobri!!irei recomendá-lo à minha mãe.parabéns mais uma vez.grande abraço.

  5. Manuel

    e as vitrines maravilhosas, carnaval na afonso pena, tv itacolomi com propagandas das lojas tradicionais. Que tempo bom. Saudades.

  6. WALTER CARVALHO

    Realmente, sinto saudades também, das lojas de discos, com as cabines para ouvir os magníficos Lp’s, que pena que a internet, terminou por matá-las…o progresso, as vezes é ruím!!!

  7. samuel

    BH tem muitas coisas boas me traz muitas recordaçoes. Eu amo esta cidade..

  8. Que linda foto deste trólebus, voces poderiam publicar mais fotos dos ônibus de BH nas decadas de 60 e 70, êles eram lindos, cada linha tinha suas côres,aí,apareceu a tal Metrobel, e fez a burrice de pintar os ônibus de todo azul,ou todo vermelho, ou amarelo…vá entender !!!

  9. Antonio Bernardes

    Lindo texto do autor, sobre a maravilhosa BH. sou de Formiga, mas nos anos 70, quando trabalhava na construção de uma termoeletrica da Cemig em Betim, meu passatempo preferido era ir pra BH nos finais de semana, ficar zanzando nas imediações da Afonso Pena, e acreditem, passagem obrigatória na Perfumaria Lourdes para comprar um incrivel perfume que vinha num frasco negro, o famoso Artmatic Serena, importado dos Estados Unidos e que a maioria dos jovens de então utilizava quando ia se encontrar com alguma garota. Bons tempos aqueles, pena que o perfume não existe mais.

  10. Verly

    Vale a pena relembrar os bons momentos não é Antonio Barnardes?
    Na verdade, não sou saudosita mas gosto de rememorar os bons momentos.
    Muito obrigado por ler meu artigo.

    • Antonio Bernardes

      Caro Verly, a linha que separa a saudade das boas lembranças é tênue, não é verdade? Memória sensorial nos acompanha ao longo dos anos, e é muito prazeroso de vez em quando perceber que não estamos sozinhos quando fazemos um comentário sobre algo bom que nos remete ao passado. abraços,

  11. Waldir

    Sinto muitas saudades do Cine São Geraldo na lagoinha.

  12. ORLANDO ALVES PINHO

    Muito embora não tive a honra de conhecer este brilhante cronista que é SEBASTIÃO VERLY, mesmo assim não me impede de render-lhe as minhas nodestas homenagens pela apresentação desta maravilhosa crônica. Sou mineiro com muita honra, nascido no Hospital Maternidade Odete Valadares, em 1º de abril de 1955, quando este tinha apenas três anos de inaugurado.Falo que a nossa geração foi ricamente privilegiada por ter compartilhado com tudo isto de bom que o Nobre cronista divulga em sua crônica sobre a nossa Querida Belo Horizonte. Andamos de tróleibus e de bonde. Vivi as maravilhas da inauguração da fonte luminosa da Praça Raul Soares, pois meu querido e saudoso pai foi uns dos pioneiros do Mercado Central e ali passei grande parte da minha infância acompanhando a labuta do meu pai. A Secretaria de Estado de Saúde Pública e Assistência ficava bem ao lado do Mercado, hoje Minascentro, aonde tive a oportunidade de tomar a minha primeira vacina, não me esqueço nunca disto. Tivemos a honra de também participar como comerciante da inauguração do Mercado Novo, em 1969, da Av. Olegário Maciel onde ali ficamos até o meu querido pai adoecer e acabou vindo a falecer, o que nos obrigou a mudar para a cidade de Betim, onde comecei a trabalhar na Câmara Municipal de Betim, com 15 anos e 10 meses de idade e estar aqui até a presente data. Poderia ficar aqui a falar desta Querida Belo Horizonte por muitas e muitas páginas, como por exemplo me lembrar da Charmosa Camisaria Cadilac, localizada bem no iniciozinho da Av. Afonso Pena, onde tive a oportunidade de fazer minha primeira compra a crédito, há 39 anos atrás. Me formei em Direito e e me tornei Mestre pela augusta Casa de Afonso Pena, por onde passaram os grandes homens públicos da política belorizontina, mineira e brasileira. Isto é muita honra para nós. Encerrando além de parabenizar mais uma vez o cronista Sebastião Verly, quero dizer que se tivesse que nascer 10 vezes novamente pediria a DEUS que me deixasse nascer todas as vezes mineiro e belorizontino. Um grande abraço.

  13. verly

    Que belissimo comentahrio! Meu computador estah sem o acento. Mas agradeço de coração ao Dr. Orlando. Que maneira agradahvel de escrever com sentimento. Fiquei mais feliz ainda ao conhecer, em poucas palavras, a trajetohria do leitor e comentarista. Muito obrigado e sempre que puder comente e – ateh critique – meus artigos.

  14. dino

    Esqueceram da Feira de Amostra, onde eu ia com meu saudoso pai, comprar pintinhos que acabavam de nascer. Era lindo lá.
    Que saudades tenho da Casa Sloper, onde trabalhei um tempo de minha mocidade. Só coisas lindas. Muito chique.
    Na frente da loja, Avenida Afonso Pena, passeavam garotas lindas voltando dos colégios, e os rapazes parados nas calçadas adimirando. Era um tempo muito bom. Sem maldades e sem violencia.

    • verly

      Foi mesmo. A gente deveria falar da Feira de Amostras, onde dos dois lados ficavam vitrines com tantas peças de metais e pedras preciosas que, durante a ditadura, o pessoal roubou o que havia de melhor. Valeu pela lembrança. A Sloper na Bahia, pronuncia siloper.

  15. Aparecida Conceição Ferreira

    Lembro de uma pesquisa que dizia que o Belo-horizontino é o povo que mais ama sua cidade e mais retornava para ela, no pais.
    É triste constatar que Belo Horizonte, deixou de ser aquela cidade tão linda, com aspecto interiorano.
    Até o clima mudou, de cidade jardim, com temperaturas amenas (no máximo 28º graus), hoje temos a sensação térmica de 45ºgraus OU MAIS;
    Onde está o fenômeno térmico que mantinha a minha cidade com o clima tão AGRADÁVEL? INFELIZMENTE FOI EMBORA COM O MINÉRIO DE FERRO, RETIRADO DA SERRA DO CURRAL .

  16. verly

    Aceito seu ponto de vista, mas tenho que dizer que BH que hoje eu conheço como a palma da minha mão, tem lá suas mazelas e aceito queixas, mas o que melhorou a partir do novo modo de governar com participação popular e apoio do governo federal não está no Gibi. Voltei dia 28 de janeiro do Uruguay e digo com certeza BH é uma beleza.
    Chego em casa meia noite assoviando e apreciando a brisa fresca que sopra em seus amenos 19 graus. Comece a andar por toda parte: Conhece a Colônia de Ferias do SESC em Venda Nova? E a variedade de bares e comidas. Eu amo BH. E o povo saiu da miséria…

  17. Pedro Aun

    Sou mais velho do que vocês, eu acho. O local do Cine Metrópole, foi o Theatro Municipal de BH,um prédio maravilhoso, frequentado por elegantes damas com casacos de pele, nas noites de récitas e óperas. O Barão Hermann von Tiesenhausen, gerente da Lutz Ferrando, na Rua da Bahia, era também um excelente cantor lírico e participava delas. Esqueceram-se do Trianon, da Confeitaria Elite, da Churrascaria Camponesa,local de gente elegante, da Bombonière Suissa (com dois S), da charutaria Flor de Minas, da Livraria e Papelaria Oliveira Costa, tudo isso nos primeiros quarteirões da Rua da Bahia (quadras ainda não existiam), da Gruta Metrópole, ponto de reunião dos intelectuais, da Livraria Francisco Alves, citada por Drummond, do Bar Estrela (esse é antes de meu tempo)onde se reuniam Carlos Drumond de Andrade, Emílio Moura, Abgar Renault, Milton Campos, Pedro Nava. E se esqueceram do Foto Elias, agora também fechado, cuja primeira loja foi na Rua da Bahia e que foi a maior loja de fotografia da cidade.Seu dono, Elias Aun, maravilhosa figura humana, por acaso é meu pai. Foi ele quem convenceu o Zatz, seu grande amigo durante toda a sua vida, a tirar retratos de carteira,que realmente sempre foram os melhores da cidade: ela só queria retratos em tamanho maior, pois fora discípulo de um grande fotógrafo no Rio.
    É bom lembrar que Drummond, ao visitar Belo Horizonte muitos anos mais tarde, publicou um belíssimo poema sobre nossa cidade. O nome: Triste Horizonte e que termina;” não, não quero mais, não quero ver-te, meu Triste Horizonte e destroçado amor”. É mais ou menos assim que me sinto. Nunca mais consegui ver, de minha casa, a lua nascendo sobre a Serra do Curral.A Serra, hoje, é só um painel publicitário pregado no horizonte:só tem o lado voltado para a cidade.

    • Verly

      Parabéns Pedro. Belissimas lembranças. Cheguei em BH em 9 de setembro 1957, com 15 anos, quando vim tirar carteira de trabalho de menor. Creio que foi no Zatz que tirei minha foto. As duas doisas que mais me impressionaram em BH foi o café Palhares com TV para a rua e a propaganda da caneta compactor em cima do Edificio Acaiaca. Adoro recordar. Ainda na semana passada comi um delicioso caol no Palhares com Linda fazendo o ele L final em lugar da linguiça. Mas uma delicia. Escreva e mande para o editor suas belissimas recordações que muito ajudará a manter a história de BH. se quiser pode usar o meu email sverly@uol.com.br que cuidarei de encaminhar ao editor.
      Fiquei muito feliz mesmo!

  18. Debora Cortes

    Eu tenho 40 anos e desde 1995 não resido em BH, mas reconheço muito dos nomes citados. Lembro da música do anúncio (rádio? TV?) da Perfumaria Lourdes, uma melodia muito triste com uma voz feminina. Alguém sabe que música era esta?

    • Kerley

      Caro Verly,
      Parabéns pelo texto, suscitou memórias da Belo Horizonte de outrora que não tive a oportunidade de conhecer, pessoalmente, mas que os fragmentos do texto e os comentários(que exprimem laços afetivos, identidade e sentimento de pertencimento), me incentivaram a tentar encontrar… Dentre os lugares citados um deles me chama a atenção: o Edifício Maletta em Belo Horizonte é anacrônico, num mundo globalizado ainda sobrevive.
      Sempre que passo por ele, tento buscar informação mas há pouca coisa publicada, quero muito saber mais sobre ele…

      • verly

        Muito obrigado pelos elogios. Quero voltar a pesquisar e lembrar tantas situações que nos chamam a a tenção.

  19. Irani Lane Gonçalves

    Verly, vc também se esqueceu de mencionar a Igreja da Boa Viagem. Minha mãe nasceu em 1907 e foi batizada lá. O Minas Tenis Club, O Colégio Municipal, no Parque Municipal, que depois mudou o nome para IMACO, o Instituto de Educação, onde só estudavam as normalistas (futuras professoras) e onde também eu estudei. Sou de 1942 e me lembro de muitas coisas de BH daquela época. Tinha também o abrigo, ponto final dos bondes que vinham da região,hoje noroeste,e faziam o final ali, R.da Bahia com Afonso Pena. Hoje funciona uma flora naquele lugar. Cine Guarany, na Rua da Bahia, Automóvel Club,com seus salões, que ainda existe no mesmo lugar, só frequentado na época por pessoas da Elite (Classe alta).

  20. José Maria Moreira

    Nasci em Belo Horizonte em 1943.
    Li tudo que Vocês observaram e me pus a chorar.
    Que saudade da família do Sr. Elias Aun …
    Pedro, Otávio, Edson Aun, Farid Aun, etc. e tal.
    Saudade de Machado (MG) onde terminei o Ginasial pois fui expulso do Colégio Loyola…
    Por hoje chega…

    • verly

      Muito obrigado pela parte que me toca.
      Felicidades
      Verly

  21. Murilo

    Meus Deus! Que precisão, que clareza e que estilo de escrever! Toda esta forma apurada me fez viajar com muita saudade da minha mãe! Saudades de uma cidade que perdeu sua identidade e virou um lixo!

  22. Angela Felga

    Sr Sebastião Verly: Sou designer e estou fazendo um trabalho sobre móveis produzidos em Minas Gerais com referências inglesas. Vi seu comentário sobre a Mobiliadora Inglesa e, por isso, pensei se poderia me ajudar com outras informações a respeito desta firma comercial, principalmente o endereço onde funcionava. Desde já agradeço.
    Angela Felga

  23. Evandro Morato

    Lembro me bem do Ted’s na rua Tupis e da padaria Strombolli especialista em suspiros. Na savassi o point era o Beb’s. Boas lembraças, bela cidade.

  24. Priscila

    Delícia de texto que retrata de forma perfeita a BH de anos atrás. Mais encantada ainda pelo menção ao meu pai, Roberto, que durante muitos anos foi livreiro em BH e uma pessoa muito querida, assim como o Sabino, também citado no texto. Deu muita saudade…

  25. Mauro Vinícius

    Boa tarde,

    Gostaria de rever fotos da praça Sete e do café pérola, onde as encontro ?

    Mauro

  26. Lélio Cunha

    Parabéns pela descrição detalhada das várias lojas de que me lembro muito bem. Gostaria de ter visto uma foto da loja Guanabara, mas não tem. A Sloper não era na rua da Bahia, mas, sim, na rua Rio de Janeiro (comprei muito lenço pro meu pai lá).

    • sandra

      A Slopper era na Av. Afonso Pena, entre Tupis e Espirito Santo. Só na decada de 70 é que mudou-se para a Rio de Janeiro.

  27. Marcelo

    Selaria Mexicana, ponto de encontro de fazendeiros de todo estado que vinham a capital para tratar de negócios e visitar familiares e filhos que estudavam. Primeiro proprietário Rivalino e posteriormente seu sobrinho Henrique Rodrigues Pereira que a todos recebia com jeito amigo, ficavam todos os clientes e amigos por horas a bater papo no balcão, Henrique rejeitou ser Deputado para não desagradar amigos do outro lado da política. Tempos bons…

  28. Vanderci Lopes

    Obrigado pelo artigo, Sebastião! Muito nostálgico seu artigo. Meu pai me contava vária histórias de BH que estão resumidas aqui! Um abraço!

  29. HAROLDO BARBOSA

    Boas lembranças, Sr Elias Aun (Foto Elias)Meu primeiro emprego 5-5-1955, na rua rio de janeiro 430,e depois rua tupinambás, 526,trabalhei na casa Guanabara de 1967 até o final, quem lembra do bazar Novo Mundo, Av. Parana com Tamoios, na copa do mundo de 1958 quando o Brasil foi campeão, teve que fechar antes, pois o estoque de foguetes acabaram, Sobrado dos Calçados, Afonso Pena 333 , grande abraço , Haroldo

    • Jéssica

      Oi Haroldo, estou procurando informações sobre o passado do meu avô e gostaria de saber se você conhece alguém que trabalhou na casa guanabara no período de 1964? Obrigada, Jéssica!

      • Consuelo Lobo

        Verly, Boa tarde!
        Adorei este texto. Até hoje na minha casa encontro coisas desta época, como o fogão era da minha mãe tem a marca Bemoreira- Orsini; tem um cabide com etiquêta do Mundo Colegial com todos os selos e preço. Meu pai conheceu minha mãe na padaria Boschi que era do meu tio e eles trabalhavam lá.
        Queria que vc comunicasse com a Jéssica ( que escreveu no dia 28/07/2014) que eu tenho um Tio que era gerente da Guanabara. Se ela quizer comunico com ele e pergunto se ele quer este contato; desde que seja para recompôr histórias e não problemas.
        Um abraço Consuelo Lobo

      • Paulo

        Vivi em BH de 1962 até o final de 1973. Boas recordações. Tive cadeira cativa no Mineirão. Morei na rua rio de janeiro, 927, depois na guajajaras, 720, edifício Paraopeba, posteriormente para ulhoa Cintra,90, perto do hospital militar e depois rua Araxá no colégio batista. Acompanhei o futebol mineiro, ouvindo no rádio de pilhas, Jairo anatolio lima, Lucélio gomes, Alberto rodrigues, José Silvério, Kafunga, Sérgio Ferrara, Vilibaldo Alves, Jota Junior e outros. Muitas saudades!

  30. Jéssica

    Oi Consuelo! Eu queria saber se havia alguém próximo ao meu avô, porque minha tia foi adotada naquela época e hoje ela tem muita vontade de conhecer sua mãe, só que nós não temos quase nenhuma informação. Mas nós não queremos incomodar e nem trazer problemas pra ninguém. Muito obrigada pela informação!

  31. Nasci em BH em setembro de 1955, me lembro da Casas do Rádio, FIDAJO, SEARS, PEPS, ULTRA-LAR, CIA FÁBIO BASTOS, CASA GAETHANE, CASA VULCÃO, CASA GLOBO, CASAS BURI etc.
    Realmente, bons tempos aqueles.

  32. Maria da Conceição Dias de Assis

    Boa tarde.
    Trabalhei na Embrava de 1969 a 1972.Perdi minha carteira profissional e estou precisando desses dados para efeito de aposentadoria.
    GOSTARIA de saber se alguém sabe como posso conseguir visto que o INSS Só tem dados de 1975 para cá.
    Obrigada,
    CONCEIÇÃO

    • Rafael carneiro

      Conceição,

      Tudo bem? Também preciso saber informações sobre a Embrava. Você conseguiu alguma coisa?

      Muito obrigado pela ajuda!

      Abs
      Rafael

    • Martinho Franco

      Aos que procuram por notícias da Embrava. Meu pai, Hilário, hoje com 90 anos, também trabalhou lá e está tentando localizar a empresa. Alguém descobriu se ainda existe?

  33. HAROLDO BARBOSA

    Jéssica , trabalhei na Guanabara de 1967 para frente e em 1964, seria meu irmão Barbosa, mais o mesmo faleceu, quanto a Conceição é bom que procure o sindico da massa falida.Consuelo gostaria de saber se seu tio éra meu colega, grato Haroldo

  34. Marcos

    A Guanabara pegou fogo e logo depois faliu, eu deveria ter uns 5-6 anos nessa época. Teve também nesse setor o Pep’s que depois deu lugar à Sears. E o Ted’s, na Praça Sete (onde também funcionava uma Papelaria Rex se não me engano) que pegou fogo em 78 e outro na Rua Tupis, onde hoje é a entrada do Shopping Cidade (a outra entrada era um estacionamento enorme na rua Rio de Janeiro). Os cinemas Jacques e Palladium. O Rei do Disco, Rei dos Brinquedos, Lojas Gomes…

  35. salvador

    BOA TARDE A TODOS,

    ESTOU TENTANDO LOCALIZAR COMERCIAL VEICULADO EM 1981/1982 DA BEMOREIRA DUCAL, DE B HTE (FEIRAO DE PREÇOS BAIXOS ) ESTÁ DIFICIL, ALGUEM PODE ME AJUDAR

  36. christobaldo

    Consuelo Lobo, estou interessado em conversar com seu tio sobre a loja Guanabara. Sou historiador e tive amigos que ali trabalharam, tendo perdido o contato com eles. No momento estou escrevendo parte da história de Belo Horizonte. Você prestaria um grande contribuição a BH se conseguisse este contato para mim.

  37. lorrane

    eu tenho muita saudades de bh se eu pudesse voltar para lá eu voltaria, lembro dos meus parentes e fico muito triste com isso

  38. Nelson Penna

    Alguém tem ainda fotos ou sabe comentar alguma coisa sobre a linha de ônibus (lotação) que fazia o percurso da pça. Sete (com ponto próximo a Perfumaria Lourdes) até a Escola Técnica em 1955. Eram lotações (ônibus) com entrada e saída por uma única porta e os trocadores faziam a venda de fichas (passagens) em pé dentro das lotações. O dono desta empresa de transporte coletivo era o Sr. Oswaldo, e êle dirigia um de seus ônibus (lotações) e usava terno e gravata e também usava óleo Glostora nos cabelos.

  39. Marco Túlio Pereira

    Querem uma verdade? vou escrever de BH: Belo Horizonte foi civilizada até 1985, assim como as grandes capitais deste país que se tornaram um antro de ignorantes, mal educados e sujos. O respeito, acabou. Lei? não temos. Daí eu ter tido a sorte de viver quando rapaz o glamour de BH anos 70 até 1985 ano que me casei. Hoje? BH é esse lixo, zorra que vemos. E eu esperava que, quando chegasse os anos 2000, seríamos mais evoluídos e não somos. O pessoal antigo até 1985, eram muito mais evoluídos do que as pessoas de hoje em dia…por incrível que possa parecer. Alguma dúvida? VEJAM AS ATITUDES DOS HABITANTES ATUALMENTE…

  40. Fabio AEL

    Que excelente texto e comentários. Tantas boas histórias. Sentir saudade é saudável. Nasci em BH cresci no centro da cidade na rua Rio de janeiro com Goitacazes e vivi todo o fervor do crescimento da cidade. Lembro bem do cine Art Palacio e da Casa do Radio na rua curitiba com tamóios e o Cine Tamóios, meu pai era dono do Café Beirute na frente do cinema, Seu Kamel, falecido já há 13 anos. Indo mais atrás na história o cine Royal na avenida Afonso PenaPena, ao lado havia uma lanchonete chamada Rei do Sanduiche, a sapataria do pepe e a casa Vitória também de uma senhora síria casada com o Português Álvaro, estes são meus tios Avôs. Se alguém se lembrar seria confortador pra mim. Lembram da pizzaria mais badalada e famosa da cidade aBRUNELLAS? E o barzinho DEGRAU no alto da afonso pena? Na Rio de janeiro onde hoje é o Shopping cidade era um estacionamento gigantesco e um dos barzinhos mais famoso da cidade ficava quse em frente ao cine Palladium o Saloonn. E quando inauguraram a Jambalaya na época nunca havia nada tão elegante e moderno a localização era na Avenida dos Andradas creio que foi criado lá um lugar chamado estacao 767. Alguém se lembra do boicote a Savassi no final da década de 80 e o espelendor do barro preto? Quando os melhores bares da cidade foram para a região do Fórum. E da Telemig na rua dos tomios com Rio de janeiro com suas cabin es privativas de orelhão, catálogos de todo o Brasil conservados em capas de acrílico verde. E da sede do banco bamerindus que era uma casa colonial bem em frente a Telemig. Lembro também da gleria do eedificio dantes comlojas de roupa havia uma que se chamava Putz Grila e a loja BEE JEANS ao lado do Sulacap onde vendiam as calças Ustop e Lee artigos de alto luxo na éépoca quase 1 barão uma calça. Alguem se lembra, dessa época de boicote da Savassi quando todas as grifes ZOOMP FORUM VIDEBULA ZAK. abriram lojas na frente da Igreja Sao Jose na rua dos Tupis. E do ônibus gratuito que o BH shopping oferecia para levar e trazer os clientes do centro pois belvedere era distante demais. Ainda creio que exista a loja REI DOSBRINQUEDOS
    na Avenida Afonso Pena na praça ABC. Na esquina da Avenida Amazonas e Espirito Santo havia ou há um restaurante se chamava TIROL que era subindo a escadaria. E lembrando mais a familia Ballesteros donos de muitos comercioa famosos da cidade As casas ROLLA e ELMO. LEMBRO DA SAPATARIA Snard na rua ttamóios. Alguém também se lembra que na rua Tupis em frente a igreja Sao jOse havia uma galeria e no fundo desta estava a REDE GLOBO DE TV que depois foi para a Rua Rio de janeiro e na parede da Globo eram divulgados os resultados dos vestibulares de BH. Do Flipper o primeiro flipperama de Bh ao lado do cine Jacques. Muitas boas lembrançs eu sempre acredito que ainda encobtraremos alguem que tenha foto desses lugares. Na verdade nao eracomum gastar dinheiro com fotos que nao fossem de festas de familia. Ninguem a nao ser turistas ou profissionais tiravam fotos de lojas e ruas. Para termi aar chamo a atençao de um dos lugares que mais me surpreenderam em BH o terreno da SEARS que atravatravessava o quarteirao da Espirito Santo até a rua da Bahia. Quando fechou ficou bastante tempo sem nada por lá. Depois veio a cobstrucao do maior elefante branco do centro da cidade O SHOPPING BAHIA. A praca de alimentacaoera completa havia ate um DESCONHECIDO Dunkin Donuts lá e a loja Vide Bula que tinha um helicoptero de. Erdade que foi fixado na vitrine como se estivesse invadindo a loja. Lembro desse shopping e o outro elefante branco era o Shopping na Afonso Pena proximo ao Estadual central nao lembro o nome. Abracos a todos.Ajudem nos com fotos.

  41. GERALDO CALDEIRA

    Vocês esqueceram da Drogaria Brasil, uma farmacia belissima na Rua Rio de Janeiro, onde se instalou a Slopper.
    E a fabrica de televisão Advance no Coração Eucaristico e da antiga Câmara de Vereadores na Rua Tamoios.
    No Café Palhares em dia de jogo fechava o quarteirão da Rua Tupinambás para assistir pela televisão.

  42. Girley

    Gostei muito da crônica, é tudo muito nostálgico, queria achar alguma coisa relativo à Savassi nos anos 80, meu primeiro emprego era de office-boy, na badalada Savassi daquela época, onde nas esquinas haviam espécies de lojas ancoras, eu me lembro da Toulon (entre av. Cristóvão Colombo e Pernambuco), Torre Eiffel (entre av. Getulio Vargas e Antonio Albuquerque???), a Clássico Jóias (entre Cristóvão Colombo e Antonio Albuquerque???), o Foto Elias (entre Getulio Vargas e Pernambuco) e a imponente Chen Importadora (entre Getulio Vargas e Antonio Albuquerque) e várias outras lojas que nem sei se existem mais (Doce Doce, Kopenhaggen, Sucos e Molhados, Padaria Ouropretana, etc) quanta saudade! Comecei trabalhar na Savassi em junho de 1978 e fiquei por lá até set/89, quanta saudade, trabalhei durante dez anos na Fernandes Tourinho,138, Gulp Boutique de Renato, Regina e Sérgio Loureiro. Só lembranças… Abraços

  43. Fernando

    Que crônica linda! vivi muito o centro, que realmente a gente chamava de “cidade”, no final dos anos 70, quando meus pais já me deixam sair sem a companhia deles, e durante a década de 80, quando comecei a trabalhar no banco Real, agencia praça sete em 1980. Uma tia minha trabalhou na Guanabara no fim dos anos 60 e eu achava o máximo visitar a seção de brinquedos desta loja. Uma lojinha desta época que fechou a poucos anos foi a a “Casa Garoa” especializada em guarda chuvas e sombrinhas, engolida pelos produtos importados de baixa qualidade. Tinha também o Ferreti, na mesma linha e a saudosa Perfumaria Lourdes, que era muito sofisticada. O interessante é que, com o progresso, a cidade parece que vai regredindo…..

  44. Daniela

    Oi pessoal!

    Por acaso, alguém lembra do banco da lavoura no centro por volta dos anos 70?

    Meu pai recorda que lá havia um caixa que ele sacava dinheiro. Como se fosse caixa eletrônico hoje.

    Será que ele está enganado?

    Alguém possui alguma lembrança?

    Obrigada!

  45. Geo

    Muito interessante o comentário

  46. RESLEYDANIEL

    PARABÉNS PELA CRÔNICA. REALMENTE, SE É UMA COISA QUE NOS FAZ PERDER NO TEMPO É RELEMBRAR O PASSADO. BELO HORIZONTE DE 30, 40 ANOS ATRÁS ERA TRANQUILA EM COMPARAÇÃO A HOJE , MESMO TENDO MUITO COMÉRCIO .
    HOJE TENHO 52 ANOS E DESDE OS NOVE , 10 ANOS EU IA SOZINHO AO CENTRO DE BH GASTAR OS CRUZEIROS QUE GANHAVA DE MESADA. ERA FANTÁSTICO.
    FAZIA LANCHES 3 OU 4 VEZES POR SEMANA A TARDE NA LANCHONETE BEB,s VITA NA RUA ESPIRITO SANTO QUASE ESQUINA DA RUA TUPINAMBÁS OU A PASTELARIA DO CHINÊS NA TAMÓIOS COM RUA DA BAHIA. MUITAS VEZES PASSEAVA À TOA NO SUPERMERCADOS PÃO DE AÇUCAR “JUMBO” QUE COMPRARA O CAMPO DE FUTEBOL DO AMÉRICA FUTEBOL CLUBE E POR SER SÓCIO DO CLUBE DO AMÉRICA COM SUAS PISCINAS DO OUTRO LADO DA AV. FRANCISCO SALES QUE TAMBÉM SE FORAM. MEUS PAÍS COMPRARAM MUITOS ELETRODOMÉSTICOS NAS LOJAS EMBRAVA NA AV. AFONSO PENA, QUE SE INCENDIOU NA DÉCADA DE 70. LOJA MESBLA , CINES: REGINA , NAZARÉ , CANDELÁRIA , PALLADIUM, STA EFIGÊNIA, ALVORADA ONDE FIZERAM O HIPODRÔMO E VÁRIOS OUTROS QUE FIZERAM PARTE DA MINHA JUVENTUDE, LOJA DE FOTOS E REVELAÇÕES SONORA QUE TE DAVA UMA MAQUININHA FOTOGRÁFICA COM FILME APÓS ALGUMAS REVELAÇÕES. O PARQUE MUNICIPAL, ONDE EU IA ESPERAR MINHA NAMORADA DE 13 ANOS E EU 14 SAIR DA ESCOLA IMACO, QUE FICAVA LÁ DENTRO, SÓ PARA VIR DE ÔNIBUS PARA O BAIRRO JUNTO COM ELA. EM ÉPOCAS DE CHUVAS FORTES , NÃO SE PODIA PEGAR ÔNIBUS NO PONTO FINAL QUE ERA EM FRENTE AO PARQUE DEVIDO O TRANSBORDAMENTO DO RIO ARRUDAS E PLAGIANDO ROBERTO CARLOS ,DIRIA, SÃO TANTAS EMOÇÕES E RECORDAÇÕES QUE FUNDIRIA A CABEÇA TENTANDO RESUMIR 42 ANOS VIVIDOS NESTA BELA CIDADE EM POUCAS PALAVRAS.
    NOVAMENTE PARABÉNS PELA CRÔNICA.

  47. Luiz Felipe

    Parabéns, Verly, por nos trazer tão belas lembranças. BH era linda e aprazível quando aqui cheguei em 1974. Não havia shopping e todo o comércios, serviços e diversões eram no centro. Não tinhamos medo de caminhar pelas ruas arborizadas.
    Hoje, revendo uns guardados, encontrei uma caixinha de pulseira da Casa Sloper. Presente que havia oferecido à minha mãe no dia das Mães. Loja de coisas finas, já localizada na rua Rio de Janeiro em 1974. O prédio era e ainda é muito bonito, apesar de hoje em dia estar mal cuidado. Muitas lembranças, que saudades!!!

  48. cláudio Cesar de Lima

    Uma irretocável crônica de uma BH ferida e que não se cicatrizou, deixando, no entanto, lembranças doces/amargas de um tempo que deveria ter parado.
    Parece saudosismo? É! Puro saudosismo, e a certeza que não estou sozinho, embalado tanto pela crônica que nos faz chorar, como pelos comentários de tanta gente que viveu esses belos momentos.
    Passear pelo centro, olhar atentamente para o que restou, construções belíssimas, a mão firme do artista ali presente; ir para os lados onde casas resistem ao “progresso”, sorver, sentir, abraçar um tempo que nos chama: ” Vem, sente o meu cheiro, deixe-se levar embriagado pela beleza, pela certeza que você está vivo, e caminhe de mãos dadas com um aperto que quase estoura seu coração, porém que o renova, batimentos novos de uma alegria que parecia perdida. Vem, jogue-se e eu – esse tempo que não para – o acolherei em suas mais doces lembranças e, juntos, iremos trocar revistas do Mandrake, do Zorro, do “Quem foi?”, e até mesmo do Carlos Zéfiro na porta dos Cines Alvorada, Santa Efigênia e do Floresta.”
    Tentar segurar essas lembranças é saber que estamos ou já somos velhos (idosos seria mais correto) e tudo que disseram acabou, sumiu, assim como sumirá os momentos atuais. Imaginar-se sendo cobrado por um trocador com as cédulas enroladas entre os dedos, num ônibus onde não pagamos passagem; “ver” as propagandas acima de nós, no alto, da Brilhantina Glostora, ou do abdalla que é “fogo na roupa”, ou mesmo esconder-se dentro de um banheiro de um trem que nos levava para nadar em Raposos ou para o hoje tumultuado Eldorado a fim de não pagar a passagem, é algo tão sublime como estar-se vivo, aberto ao novo, porém com um olho no antigo, algo tão pessoal e tão comovente que teimamos em acreditar que não acabou.
    Afinal, Elvis não morreu, não é mesmo?

  49. Fernando R

    O livreiro Roberto, da Cultura Brasileira, faleceu em 2010?

  50. Muito bom. Estou escrevendo um romance, O Arrudas desemboca no Mar Báltico que resgata um pouco dessa Belo Horizonte. Estou numa dúvida cruel: O Mundo colegial ficava na Rio de Janeiro ou na Espírito Santo? O uniforme do Colégio Estadual era vendido lá.
    Abraços

  51. Milton Tavares Campos

    Marco, bom dia, boas horas. O Mundo Colegial ficava na Rua Rio de Janeiro entre a Caetés e Tupinambás. A placa tinha fundo branco e letras em azul escuro, confere?

    • Milton, bom dia,
      Minha memória me traiu. Eu lembrava vagamente da região onde ele ficava e do interior da loja. Sou de 1950 e fiz o ginásio e o científico no Estadual. O uniforme era comprado no Mundo Colegial. Minhas memórias estão saindo no blog http://www.elsenorgato.blogspot.com. Hoje vou publicar um capítulo sobre o Colégio Estadual. Convido a todos para darem uma curtida. Abração e muito obrigado.

  52. Roberto Costa

    Muito bonito o texto e todos os comentários. Bacana é isto, como nós, mineiros, somos apaixonados por nossa terrinha. Mas quero só falar rapidinho de BH, onde nasci em 1959, no Hospital Sao Lucas. DE morador de Santa Efigenia, mudamos para a nascente (ou quase) Pompéia e ia todos os dias de lá para o Colégio Municipal, inicialmente no Sao Cristóvao, depois no Marconi e finalmente ia para a Escola Técnica Federal de MG – atual CEFET. Cruzava o centro todos os dias e adorava passar por toda aquela gente, lugares, cheiros. Ainda hoje quando vou a Belo Horizonte dou minhas voltas pelo centro, só para receber um pouco dessa energia mineira. Tudo muda, a cidade mudou, as lojas, as ruas, até o povo, mas continuamos os mesmos, nossa essencia a mesma, por isso fico tao feliz de ler estas histórias. Abracos a todos.

  53. José de Paula Miranda Alves

    Faltou o “comercio” da Av. ao lado da pç 7, Hotel Financial e Casa Mexicana:Bar Simões, CMC (Cia. Mineira de Calcados), Bar Polo Norte e Casa Falci.

    • Leonardo Abreu

      Boa noite José, eu tenho uma foto do meu bisavô em frente a selaria mexicana, por acaso vc lembra onde exatamente ela ficava?, gostaria de fazer uma foto minha em frente ao endereço no estilo da foto do meu bisavô.

      grato

  54. regina

    Senti falta de comentários sobre o Gruta Metrópole, bar e depois restaurante, resiste até hoje. Tão antigo e com tantas histórias, mas aqui ninguém se lembrou.

  55. WANDIR PINTO BANDEIRA

    Prezado Sebastião Verly! Permita-me participar dessa empolgante rodada de depoimentos enfocando com legítima saudade a história
    da capital de todos nós mineiros e admiradores de outros estados. Belo Horizonte, uma “menina” prestes a completar 119 anos!
    Capitalista porque nasci na Capital passados 84 anos, portanto em condições de acrescentar, esclarecer e somar comentários sem fazer críticas ou contestações. Nascido e criado no Bairro Santa Efigênia, o ensino primário foi no Grupo Escolar Pedro II, na época tido como uma das referências. Por necessidade familiar, terminado o curso já aos 11 anos, ainda de calças curtas como era normal, fui trabalhar como office boy num escritório de representações no edifício Sarandy, Rua Tupinambás ao lado da Caixa Econômica Federal, onde localizava a Mobiliadora Ingleza já citada. A partir desse momento passei a observar o que acontecia na “cidade” como era conhecido o centro, com sua linhas de bondes que obrigatoriamente demandavam bairro/centro, algumas com retorno pela circular em torno do “pirulito” da Praça Sete e parada nos abrigos existentes, ou na Rua dos Carijós, Rua Rio de Janeiro, abrigos na Rua da Bahia, junto ao Parque Municipal e outro na Praça Rio Branco (Rodoviária). O bonde era o transporte básico da cidade desde que existiam poucas linhas de ônibus. À noite, ou para reparos, os bondes eram recolhidos em galpões onde está o Mercado Novo. Os fícus que antes emolduravam a Avenida Afonso Pena, foram atacados por um micro parasita que ficou conhecido por “amintinhas” numa alusão ao prefeito Amintas de Barros, causando desconforto aos passantes pela avenida, causando irritação quando atingia os olhos, o que concorreu para erradicação de todas as árvores, sem contestação porque não havia uma consciência ecológica como hoje. No início da Avenida Afonso Pena havia a Mesbla, um completo magazine incluindo venda de veículos Ford e barcos e lanchas, pesca e caça. Na esquina com Rua Curitiba tinha uma filial das Casas Pernambucanas e na esquina com Rua dos Caetés o Hotel Diplomata que teve seus dias de glória. Contrapondo ao Sobrado Leila (calçados) havia o Sobrado 333 ambos de efêmera existência. Destaque para o Restaurante Rei do Sanduiche, dotado de “reservados”, cubículos protegidos por cortina assegurando a privacidade de quem lá estivesse (muito usado por casais), possuía esmerada cozinha, um incomparável sanduíche de pernil e um chope muito bem tirado. À noite era ponto de passagem dos boêmios, o que não aconselhava a presença familiar. Ao lado havia também o Bar e Restaurante Pampulha com excelentes aperitivos e tira-gostos. Cine Arte Avenida de um lado e a tradicional Sapataria Americana do outro e a já comentada Camisaria Cadilac. Destaque para Casa Falci especializada em ferragens e ferramentas, Magazine Nacional e ao lado a chique Camisaria Quina. A Casa Titã, revendedora de rádios RCA, com a figura de um cão na vitrine anunciando “a voz do dono”. Na esquina da Praça Sete com Rua Rio de Janeiro tinha um velho sobrado com destaque para a fina Joalheria Theodomiro Cruz e no andar de cima o atelier de J.Pinto Alfaiate, com um anúncio permanente nas janelas: “Para bons oficiais sempre temos vagas” e no lado oposto esquina com Rua dos Carijós havia a famosa casa de loterias Campeão da Avenida com o slogan “Fique Rico, Campeão da Avenida”, anunciado num grande letreiro de neon do alto do edifício Capixaba (Rua Rio de Janeiro) que, junto com o edifício Ibaté, eram considerados os “arranha-céus” da cidade, visualizados na maior parte da capital. Em outro depoimento foi falado na Papelaria Rex mas esqueceram da Sapataria Brístol, de calçados finos pelo lado da Av. Amazonas. No entorno da Praça Sete que não possuía nenhum arranha-céu, sediava os Bancos Hipotecário e Agrícola onde hoje funciona o PSIU, Banco Mineiro da Produção e Banco da Lavoura que teve a iniciativa de criar a Escola de Titulares, na Pampulha, onde hoje funciona a Fundação João Pinheiro. Completando o círculo com o Brasil Pálace Hotel e o Cine Teatro Brasil. Encerro aqui a primeira parte da minha participação, tenho outras revelações a serem divulgadas. Muito obrigado.

  56. Joel

    Excelente leitura a crônica e seus comentários. Ainda hoje me é dado andar pelas ruas do centro imaginando estar pisando em pegadas de quem veio antes. E quando vejo fotos antigas penso nas pessoas que delas fazem parte, o que pensavam e faziam no momento mesmo em que foram clicadas e como ( e se ) estão na atualidade.
    Bom ver tanta gente com mesmo sentimento nostálgico, e por isso melancólico, com o qual, agora ás 01:37 da madrugada de uma segunda-feira desse início de novembro, me vejo.

  57. Girley Gomes da Silva

    Fabio AEL,a Jambalaia era na Av Álvares Cabral próximo a Bias Fortes e o Shopping elefante branco se chamava Central Shopping muito fraco na época.

  58. Marcelo Martins Reis

    Nacional Magazin fechou em meados dos anos 90
    Meu pai trabalho juntamente com meu tio em longos 30 anos
    Após morte do fundador a esposa tocou o negócio por mais 3 a 5 anos, mas infelizmente não
    Tinha expertise no ramo e fechou, era uma loja “chic ” onde meu pai relatava grandes estrelas passava por lá, como atores globais e jogadores de futebol como Dirceus Lopes, palhinha, eu gostava quando criança de ir na loja ver além de meu pai todos os demais vendedores super megas alinhados com social impecável e gravata. Em épocas natalinas me enchia os olhos a eficiência dos meninos do embrulho que embalavam as caixas das camisas em milésimos de segundos.

    Eu amo BH radicalmente que a lembrança seja real

    Abraços

  59. Milton

    Trabalhei na Casa Ranieri e nosso shopping era a Galeria do Ouvidor

  60. SAVIO OLIVEIRA

    Obrigado e parabéns pela reportagem e à todos que contribuiram com seus comentários oportunos e tao ricos. Sou de 71, então lembro me com muito carinho e emoção da BH do final dos 70 mas principalmente no 80′s onde vivi intensamente no centro (chamávamos ainda de “ir à cidade”),nos vários cinemas,Royal,Jaques,Brasil, Palladium,A caiação e etc. Nos tantos e tantos “fliperamas”, e maravilhosamaravilhosas lanchonetes sendo a melhor sem dúvida a “Acaiaca Lanches”, nós pés do maravilhoso Edifício Acaiaca. A “Doce Doce” e a lalca? A Outrora tao gostosa moderna Galeria do Ouvidor…foi muito bom!!!!!

  61. RONALDO LEMBI MASCARENHAS

    Maravilhosas as lembranças de Belo Horizonte, onde vivi de 1970 a 1995.
    Alguem se lembra da COLÔNIA ITALIANA, clube dançante anos 70, onde sempre aconteciam horas dançantes aos sábados à noite?

  62. Marcelo Procopio

    quanto ao cine Metrópole, houve protesto sim da classe artística e cultural e amigos.
    Eu mesmo fiz matéria no Estado de Minas sobre as manifestações.

    O Bradesco então prometei construir um cinema naquele prédio horrível.

    Não construi. E ficou assim.

    Anos mais tarde a antiga Telemig estatal fez seu prédio no alto da avenida Afonso Pena e lá fez um teatro no térreo.
    O telefônica fez uma parceria com o Bradesco que fez parte do acabamento do teatro, doou as poltronas e alguma coisa mais.

    Depois chamou a imprensa e disse que tinha cumprido sua promessa.
    — Mentira.
    Se não fosse o banco outra empresa ou a própria Telemig terminaria a obra do teatro.

    Os jornais. as tvs e rádios mineiros noticiaram essa balela na ótica do Bradesco.

    E ficou assim,

    apenas um jornal, o independente O Cometa Itabirano fez uma matéria contando essa história. E denunciando a farsa do Banco com cumplicidade da Telemig

    abraços

  63. Talvez eu não seja da mesma idade do autor dessa crônica, mas me lembro de algumas coisas que me marcaram em BH. Não posso esquecer das lojas Ranieri, onde meu pai comprou minha primeira camisa do Cruzeiro. Como posso me esquecer das Casas Rolla, ponto obrigatório para a compra do meu uniforme de escola; e da Mesbla, um verdadeiro luxo, uma loja de departamentos bem ao estilo inglês. É muita lembrança que começou a se dissipar com a implosão do mercado da lagoinha, anunciando uma modernidade já decadente, que não soube preservar nossa cultura e memória

  64. Marli Picorelli

    Belo Horizonte até os anos 70 era chamada Cidade Jardim. Depois virou uma cidade de camelôs,de moradores de rua, de mendigos, de assaltantes, se tornando uma cidade suja e sem verde. Saudades imensas da cidade dos anos 60/70.

  65. cronica fabulosa!! amei!

    será que alguém se lembra da CAMISARIA E SALÃO CADILAC? será que alguem conhece o Moacir, filho do proprietário nos anos 70? obrigado…

Deixe um comentário