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O Circo da minha infância

Publicado por Sebastião Verly em Crônicas, Lazer
data: 31/05/2010

Meu primo irmão me provoca a falar dos circos da minha infância na nossa terra natal. Sinto uma intensa vontade ao trazer as mais belas imagens daquele tempo. Porém, não consigo concatenar as idéias e lembrar de muitos detalhes. O título mais apropriado seria “E o circo chegou”. Só que devido a situação atual dos circos tradicionais, quem acreditaria que o circo volta à sua cidade?

O circo, até os anos 60, eram montados naquela pracinha logo acima da Igreja. Era um espaço em que instalavam os parques e circo-teatros.  Anos depois eram montados na praça acima dois quarteirões, a qual, não sei porque, era chamada de Praça do Mercado.

Primeiro falo dos parques de diversão. O parque chegava e conseguir trazer as moças da periferia para o centro da cidade. A última vez que vi um parque foi na cidade de Granada na divisa de São Paulo com Minas Gerais. Estávamos no ano de 1972 e nada havia mudado. Muita gente vinda dos bairros pobres e sem calçamentos passeavam ou faziam o “footing” com seus pés avermelhados de poeira que mostravam dentro de sandálias baratas. Vestidos simples, bem lavados e bem passados, rouge, pó de arroz e perfumes baratos deixavam o ar bem cheiroso.

E a barraca onde colocavam as músicas era observada pelas mocinhas. Verificavam se seus pretendidos ou pretendentes estavam a lhes oferecer músicas. Daí a pouco o alto falante anunciava:

-Esta música é que alguém oferece a alguém, com prova de muito amor. E esse alguém sabe quem é.

Ali ficávamos até o alto falante anunciar o encerramento das atividades lá pelas dez e meia onze horas da noite.

Na mesma praça da minha cidade montavam-se os circos tradicionais.

Quando criança eu morria de dó do vigia que ficava tomando conta da tralha que formava o circo. O vigia dormia quase ao relento.

O circo chegava e, quem podia, juntava uns trocados para ir pelo menos a uma matinê. As lonas dos circos que chegavam ao interior estavam quase sempre rotas. O circo fechado por um circulo de arame farpado não impedia que os pivetes maiores penetrassem pela cerca e passassem por um buraco da lona. As meninas nas arquibancadas cuidavam de proteger a calcinha da vista de quem estava embaixo. Naquele tempo, as moças só usavam saia.

Eu ia a poucos matinês, mas sabia tudo que passava naquelas sessões. A menina reproduzia tudo em seus quintais. Junto com alguns vizinhos, chegamos até a montar um circo fechado com folha de piteiras. Naquele tempo em nossa vizinhança abundava a pita. Fazíamos trapézio e até pernas de paus com as quais os mais espertos saíam nas imediações anunciando nosso espetáculo. Houve dias que muita gente adulta compareceu ao nosso improvisado circo. Reproduzíamos muito do que fora apresentado no circo que recentemente deixara a cidade. Até um trapézio bem fajuto montávamos.  Nossa representação era feita logo depois que o circo ia embora.

A chamada era feita com frases semelhantes:

-Hoje têm espetáculo?, gritava o palhaço ou um outro anunciante.

E a criançada que acompanhava a turba gritava:

-Tem sim sinhô.

-Hoje tem marmelada? Tem sim sinhô.

O diálogo prosseguia até que o anunciante dizia.

-E o palhaço, o que é?

E entre risos e gritaria todos diziam:

- Ladrão de muié.

Vinham circos só com palhaços, peças sentimentalóides e piadinhas picantes. Ou ainda os circos de cavalinhos como eram chamados e traziam muitos bichos: desfilavam pelas ruas para chamar a atenção, girafas, ursos e leões dentro de suas jaulas, cavalos enfeitados com acrobatas se equilibrando de pé sobre suas montarias. Hoje, vemos o quanto aqueles animais sofriam. Não havia nem cuidados com sua higiene.

Muitos circos famosos passaram por lá. Casos há para contar. Mas ainda temos que relembrar da Madame Itália, dos Palhaços Pingolô, Pozoli e tanto outros que nos fizeram rir antes de chegar a TV.

Mas o circo que marcou nossa adolescência foi o Circo Irmãos Elias. Muitas vezes aquele circo tão pobre e tão puro esteve lá no interior alegrando tanta gente. De início tinham alguns animais, mas nas últimas vezes estava reduzido ao grande palhaço Delmário, seu parceiro, o Freitas. As irmãs Zélia, a Priscila duas morenas bonitonas, estilo holywoodiano, a primeira com seu acordeon Scandalli vermelho alegrava a todos, e a segunda da cara amarrada, das que gostam de ser seduzidas, fazia o papel de difícil no teatro. O malabarista Jota Júnior, cabelo tipo Mandrake, para trás, brilhantinado, dentes de ouro à vista, jogando as cinco garrafas para cima, com sua jaqueta de lantejoulas verdes.  E mais uma dúzia de familiares que participava de esquetes, peças teatrais simplórias e algumas graças quase sem graça. Um número de grande sucesso, ponto alto do espetáculo, era o número dos trapezistas. Todas as crianças se apaixonavam por eles.

Eu, minha irmã e minha sobrinha participamos de muitos piqueniques com a rapaziada do circo. Gente simples e muito honesta. No final eram poucas as pessoas que ainda pagavam ingresso. Todo mundo era amigo de alguém da troupe. Quem não se lembra das graças do Delmário. Toda noite ele começava seu espetáculo dizendo: ”ô vontade de comer pamonha.” Até que um dia o Zé da Celsa do Jaci pediu sua mãe para fazer pamonha, pegou uma e quando o palhaço proferiu sua fala de todos os dias, nosso amigo saiu correndo com a pamonha nas mãos. Esta noite o riso foi maior. E ele passou a falar “ô vontade de ganhar uma nota de mil” Espertinho o palhaço.

Quem não se lembra do Gilbertinho, hoje, doutor Gilberto, que pediu à sua mãe para fazer uma roupa semelhante à do Delmario e apresentou em um show no Cine Teatro Marabá?

Para encerrar a fala do Delmário ele dizia sempre:

- Pra mulherada, um abraço bem apertado, bem chacoalhado e pros homens…mais “forgado’ um pouco. Ou aquela musiquinha que ele cantava e dançava, cuja letra ficou na mente de todos que o assistiam:

“Vizinha lá de casa

É uma veia sorterona,

E diz que tá aprendendo

a tocar uma sanfona:

A sanfona da véia

Não para de tocar:

Nheco, nheco, nheco,

A veia é de amargar,

Nheco, nheco, nheco,

Ela num para de tocar.

A sanfona da véia

incomoda de fato

A sanfona da véia

Me enche o sapato.

Um dia perco a cabeça

E tenho uma idéia

Eu pego de uma faca e

Rasgo a sanfona da veia.

É isso todo o dia,

A sanfona da veia

não sai dessa arrelia.

Nheco, nheco, nheco,

A veia é um fracasso,

Nheco, nheco, nheco,

Num sai desse pedaço.

O circo faliu de vez e a família ficou mais de um ano na cidade plantando lavoura. Depois mudara de lá e o Delmário ainda fez sucesso durante muitos anos na Radio Inconfidência de Belo Horizonte onde tocava o programa “Delmário é o espetáculo”.   O programa passava nas ondas curtas voltadas para o interior. Recentemente tive notícias de que os remanescentes desta família passaram a residir na vizinha cidade de Pitangui.

Havia também a novela, com capítulos diários, que naquela época rolava também no rádio. No rádio, principalmente na Tupi do Rio o maior sucesso de que me lembro foi “O Direito de Nascer”. Mas no circo foi “Sansão e Dalila”.

Há mais algumas lembranças que ficaram. A primeira é a impaciência dos expectadores ante a demora do início do espetáculo. Eles só começavam quando enchia, e os alto-falantes ficavam insistindo para atrair mais gente. Quando a impaciência aumentava todos gritavam: “Palhaço pra fora!”, até que saía o Zeca Trepa para enrolar a galera. De vez em quando o circo apresentava uma dupla caipira, que a gente conhecia nos programas caipiras do rádio. Mas, um dos pontos altos era quando a orquestra tocava, todos trajados a rigor. Era só começar que todos começavam a exigir a música de maior sucesso, um tango brasileiro, de Mário Zan e Messias Garcia, “Capricho Cigano”, que de propósito deixavam para o final. Quando finalmente executavam, todos iam ao êxtase.

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Sebastião Verly - Sociólogo, Cronista, residente em Belo Horizonte - MG.
45 Comentários
  1. O PALHAÇO CAREQUINHA!
    CIRCO E PARQUE DE DIVERSÕES NOS TRAZEM MUITO BOAS RECORDAÇÕES.

    - A ALEGRIA DO PALHAÇO
    - A FANTASIA DO CIRCO
    - E OS FLERTES QUE TROCÁVAMOS COM AS GAROTAS NOS PARQUES DE DIVERSÕES… BOM TB.

    Vlw!

  2. Prezado Sebastião,
    Mais uma vez me deleito ao ler seus artigos. Este, sobre o circo, é, a exemplo dos outros, fabuloso. Ele coneguiu me transportar através do tempo e fazer-me relembrar, com precisão, todas as cenas que você, tão bem, sempre descreve. E para completar, cita, ainda, as imitações do Delmário que o Gilberto adorava fazer — e o fez por muito tempo!
    Seu artigo — como sempre sói acontecer — está perfeito e com um imenso e invejável poder de nos transportar através do tempo com uma visão tão clara de fatos que ocorreram, há, já, tanto tempo.
    Obrigado, mais uma, vez por nos brindar com mais esta obra-prima.
    Um abraço,
    Carlos

  3. Ruy/Vespasiano

    O amigo esqueceu de um outro detalhe do Delmário, porém já no Rádio, quando ele declamava o …
    “TOCA BANDINHA TOCA,
    VAI TOCANDO SEM PARÁ,
    VAI DIZÊ PRÁ ESTA SODADE,
    IR BATÊ NOUTRO LUGÁ!”

    “QUE OCÊ TOCANDO BANDINHA,
    FAZ A GENTE RECORDÁ,
    DO CORETO, DA PRACINHA,
    DO MEU QUERIDO ARRAIÁ!”

    • antônio

      Por favor, Ruy/Vespasiano ou qualquer outro leitor, me responda: quem é o autor do poema declamado pelo Delmário? Esse poema está entranhado na minha memória emotiva e gostaria de saber a sua autoria (é do próprio Delmário?). Aguardo uma resposta.

      • MARCOS ANTONIO PROCOPIO DE AGUIAR

        SAO TANTAS AS LEMBRANÇAS QUE ME ENCHEM OS OLHOS DE LAGRIMAS
        POXA MEU PAI NO PICADEIRO DE PALHAÇO E EU COCHILANDO SENTADO NA CADEIRA DO PUBLICO PARA NAO FICAR SO NA BARRACA
        SOU FILHO DO PALHAÇO SACARROLHA

    • MARIA APARECIDA EVANGELISTA MORBECK

      EU AMO CIRCO IRMAOS ELIAS SAUDADE DE TODOS MAIS PRICILA ERA MINHA AMIGA E EU NAMORAVA ANTERO KKKK ETA TEMPO BOM.HOJE ESTOU COM 58 ANOS 31 DE CASADA SOU DE ARCOS ANTERO ERA AS PAIXOES DAS MULHERES KKK EU MORRIA DE CIUME. ME PROCURA NO FACE MARIA APARECIDA EVANGELISTA MORBECK. TEMPOS DE OURO SAUDADE E MUITA.

  4. jose antonio teixeira

    Fico muito triste ao ver muita coisa acabando, tão de repente: parques, circos, os bons programas de televisão e radio. Às vezes fico pensando: o que será desta juventude de hoje?

  5. Olha eu lí atentamente a história do Circo Irmãos Elias, em 1979, eu tinha 22 anos de idade e tive o privilégio de conviver com este pessoal. Aprendi muito convivendo com eles de cidade em cidade, por Fronteira, Aparecida de Minas, Frutal, Campo Florido, Pirajuba e outras cidades do Triângulo Mineiro. São pessoas maravilhosas.

  6. Rogenaldo

    Fiquei muito feliz ao ver a reportagem sobre o circo Irmãos Elias, eu sou da família, filho do Rui que fazia dupla com o palhaço pirolinha. A Zelia, o Delmário, a Priscila e o Jota Junior são meus tios. Gostaria de pedir se alguem mais tiver mais histórias sobre o circo fineza me mandar em meu e.mail,pois temos poucas recordações do tempo de circo.
    Em tempo, meu e.mail é rogenaldoelias@yahoo.com.br
    Grato!!

  7. Luiz Pessoa

    Mto bom ver uma materia sobre o Circo Irmaos Elias, me fez voltar alguns bons anos qdo morava em Matutina, no interior de MG. Na minha infância o circo passou varias vezes por lá.
    Como ainda era mto crianca e outros circos tbem passaram por lá, além da Priscila e Delmario, me lembro de outros artistas, os palhacos Piabinha e Bruzundunga, assim como o atirador de facas Mr Black, só nao tenho certeza se esses faziam parte do mesmo circo. Isso sem contar que os shows com cantores caipiras famosos na epoca eram um espetáculo à parte.

  8. Herculano sousa

    Caro Sebastião: Tive o privilégio de conhecer o Circo Irmãos Elias em sua magnitude e decadência, seus artistas: O Senhor José Elias o patriarca, o eterno vilão nos dramalhões do circo que levava o público às lágrimas. Lembro-me de um deles ” … E o céu uniu dois corações” o galã Zair Elias com sua clarineta tocando “Petite Fleur”, o palhaço Sacarrolha, que nas horas vagas era caçador em nossa região, andava pelas ruas com uma espingarda “pica-pau” à bandoleira. Já escrevi um texto sobre o circo em um de meus livros. Quando trabalhava no posto de serviço da Minascaixa em Cedro do Abaeté, lembro-me que o Prefeito local comprou um espetáculo do circo e distribuiu os ingressos para a população, para que eles pudessem sair de lá. Poderia ficar a noite toda falando do circo que foi um marco de minha paupérrima, porém feliz infância.
    Um abraço.

  9. Nossa…Ler esta matéria para mim, foi uma feliz volta ao meu passado, quando na época eu não tinha um centavo para ir à cidade e ver e entrar nos circos, e quando ocorria que eu estava na cidade (o que era muito raro) só ouvia, por não tinha grana para entrar nos circos e acho que até por isto eu era tão fascinado pelos circos (Aliás ainda sou ate hoje) que praticamente não existe mais.

    Em 1971, quando eu estudava na cidade de Buenopólis MG, que conheci algumas duplas, como por exemplo: Cascatinha e Inhana, Marani e Maringá, entre alguns outros, mas o que tenho até hoje em minha mente foi Caçula e Marinheiro, que ficaram hospedados na casa que eu também era hospede, eu porque ficava na casa de amigos do meu pai para cursar 3º serie do primeiro grau, e eles por economizar alguns trocados não pagando hotel, pois naquele época, era normal usar este artifício, o encontro foi tão magnífico que me tornei um dos maiores fãs desta dupla, que sem dúvida alguma está no rol das melhores deste nosso imenso Brasil.

    Mais tarde, já quando adulto, tive a felicidade de conhecer de perto alguns artistas e donos de circos, como o Lambreta, cujo o nome é Wilson Firmo de Carvalho, entre outros como o Cheiroso, o Pouca Roupa e etc., sendo que o Lambreta é um amigo meu.

    Hoje Gostaria muito de saber mais sobre o grande Delmário, que na época apresentava o programa Delmário é o espetáculo na radio Inconfidência de BH, juntamente com Tina Gonçalves.

    Em tempo aqui o meu e-mail se alguém quiser conversar comigo sobre aqueles áureos tempos

    vaninhosouza2010@gmail.com

    e Meu Site http://www.gentedeminhaterra.blogspot.com

    Abraços a todos
    Evangelista

  10. Fábio Flausino

    Meu nome é Fábio tenho 41 anos de idade moro em Varginha M.G
    vivi quase toda minha infância em Parques de Diversôes e em Circos ao lado de minha casa onde armava muitos,e me recordo do locutor Delmário na Rádio Inconfidencia anunciando.
    “Programa Delmário é o Espétaculo”,onde a Abertura do programa era esse:
    “Hoje tem marmelada? Tem sim senhor!
    Hoje tem goiabada? Tem sim senhor!
    E o palhaço, o que é?
    É ladrão de mulher!”
    E o Delmário começava com essa abertura do cantor Teixerina
    “O Mundo Do Circo”.
    O circo nasceu com mundo
    O mundo nasceu palhaço
    É um barracão de lona
    Erguido em cabos de aço
    Saltador e trapezista
    Frutos do mesmo balaço
    Conheço o mundo do circo
    Platéia sauda seus passos
    Artista família unida
    No picadeiro da vida
    Também tem o seu fracasso.
    E depois ele falava a programação de todos os circos e lugares onde eles se apresentavam,depois que o programa terminava ele encerrava com
    “TOCA BANDINHA TOCA,
    VAI TOCANDO SEM PARÁ,
    VAI DIZÊ PRÁ ESTA SODADE,
    IR BATÊ NOUTRO LUGÁ!”.
    Bons tempo que não voltam mais.

  11. José Aguinaldo

    Prezado Sebastião, com certeza a sua matéria sobre o Circo Irmãos Elias atingiu em cheio o peito de vários sessentões de hoje, crianças e rapazotes daquela época, a década de 1960. Neste período o circo ficou quase que permanente em Pompéu e acho que eu mesmo fui um dos causadores da sua falência pois não tendo o dinheiro para o ingresso, várias vezes passava por baixo do pano, como você tão bem descreve no seu artigo.
    As suas citações sobre o circo são precisas e é claro que se fosse colocar tudo na matéria, teria que se delongar bastante. Mas algumas coisas que para mim foram muito importantes, gostaria de acrescentar ao seu relato, como por exemplo, que as irmãs Zélia e Priscila, além de cantoras e atrizes, eram também trapezistas. Subiam aquelas longas cordas vermelhas trajando, para a época, um generoso maiô que fazia o êxtase e a fantasia já nem tanto igênua da garotada masculina.
    Outra pessoa marcante que você cita é o galã Jota Júnior, com seus cabelos cheios de brilhantina ( ou glostora, como queira), que também era cantor, além de malabarista de ator. Imitava – e muito bem – o então famoso cantor cubano Bienvenido Granda. Quando cantava as músicas Angustia, Nostálgia ou Perfume de Gardênia, levava a mulherada à loucura.
    Foi gratificante relembrar aqueles tempos através da sua matéria e principalmente rever, ao menos na foto, o meu amigo Carlos Fóscolo, em comentário postado aqui.
    Para não deixar de citar o crédito, quem teve a feliz iniciativa de encaminhar-me o endereço do seu blog foi o também amigo Milton Tavares, sempre atento às artes e inclusive aos eventos pompeanos.
    Obrigado e um grande abraço.

    • Verly

      MUITO OBRIGADO PELO COMENTÁRIO TÃO BEM FEITO COM ACRÉSCIMOS DEVIDOS E CORRETOS.
      FICO FELIZ AO SABER QUE VOCE COMUNGA COMIGO E ACRESCENTOU-ME UM DETALHE SIGINIFICANTE AQUELE QUE DESPERTAVA AS IRMÃS ZÉLIA E PRISCILA NA GAROTADA MASCULIN, “JÁ NEM TANTO INGENUA”. PURISSIMA VERDADE! QUAL O GAROTO NÃO GOSTAVA DE VER E DEPOIS SONHAR COM AQUELAS LINDAS COXAS…

  12. Cristiane

    Apesar de ter vivido somente um pedacinho das épocas de viagens dos circos, consegui voltar um pouco no tempo lendo este artigo. Chorei e ri ao mesmo tempo, meu pai trabalhou durante muitos anos em circo e em parques ele amava demais e passou o que ele sentia pra gente, quantas e quantas vezes ouvi esta música, quanta alegria sentia com um passeio tão simples ao circo. Lembranças que nunca sairão da minha memória, que me faz chorar ao perceber como o tempo passou, que antes éramos felizes com muito menos na vida.

    • Verly

      Que bom que você consegue rir e chorar. Nos tempos atuais, a alienação tomou conta de tudo e a maioria esmagadora só ri ou chora quando a Rede Globo manda.
      Beijos para que reviva sempre as belas lembranças de tempos em que a humanidade era feita de gente e não de mídia.

  13. Maria Elvira Elias

    Caro Sebastião.
    Só hoje li seu artigo sobre o nosso circo. Muito obrigada
    pelo artigo. Pelo que parece, despertou a nostalgia de muitos que frequentaram os espetáculos dos velhos tempos do circo.
    A maior parte do que escreveu é verdade.
    Até me deu uma idéia: tenho algumas fotos do circo de antigamente (já que há muito acabou) e vou postar na Internet com a história da trajetória do mesmo desde que chegou ao Brasil até quando parou em Pitangui.
    Ainda tem alguns remanescentes da família, como meus tios Zair (clarinetista da orquestra), Antero (baixista e palhaço Piabinha) e a Priscila, que hoje está vendo seu artigo comigo e se deliciando com os comentários do pessoal.
    Achei até um primo perdido meu no seu blog.
    Sou filha do Jota Junior que você mencionou ( o Crooner da orquestra).

    Um abraço

    • Hidel Oliveira

      Maria Elvira,
      Lendo sua cronica,me voltou a lembrança deste circo.Naci em 1950 e lembro do palhaço Piabinha.
      ME FALE ALGUMA COISA SOBRE ESTE FANTÁSTICO PALHAÇO. EU FICARIA MUITO AGRADECIDO.
      Um grande abraço. Hidel

  14. Sebastião Verly

    Maria Elvira Elias que nome e quantas lembranças. Você talvez nunca tenha ouvido falar de mim, de minha irmã Dilce e da sobrinha Diva ambas falecidas, mas elas eram doidas com os meninos do circo, creio que um deles era o Antero que em segredo elas chamavam de tortinho.
    A gente pegava bicicletas da familia e até alugadas no Matias para fazer piquenique num lugar lindo chamado de Buritizinho, na saida de Pompéu.
    Até hoje não sei o que rolava entre eles, pois eu bem pequeno, me divertia caçando frutas no mato.
    Eu vivo de lembranças e até há pouco tempo vivia de publicar essas lembranças por aqui.
    Agora, proibido de publicar aqui o que escrevo, agradeço quando alguém comenta um artigo e me dá a oportunidade de reaparecer por este Portal que me tornou imortal
    Em que cidade vocês moram?
    Fiquei super feliz. Meus 71 anos se escafederam e voltei a sonhar com as belas coxas da Priscila e da Zelia… risos
    Havia um boato de que a Zélia, creio, ou a Priscila não se dava bem com Delmário. Nunca soube a verdade.

    • Maria Elvira Elias

      Sebastião
      O titio Antero está em visita aqui em casa e riu muito de você comentar sobre os “passeios” com sua irmã e sobrinha. Segundo ele (não sei de nada) eles iam nadar na represa e que se lembra delas. Ele hoje está com 72 anos, mas com muita saúde, graças a Deus. Está pedindo para lhe dizer que é avô de 2 meninas, das quais é “coruja”.
      Ele e a titia Priscila moram em Pitangui, onde o circo parou por causa que a titia Zélia e Vovó Elvira estavam muito doentes. Então, ele desanimou de tocar o circo sozinho, já que a última geração de Elias não queriam continuar com o circo.
      O titio Zair mora em Pará de MInas, já reformado da polícia.
      Eu moro com meu irmão caçula em Contagem, onde me estabeleci e aposentei.
      Você me deu vontade de levantar a história do circo e das fotos antigas e colocar na internet. Eu fiquei tão saudosa, que chorei, pois viajei com o circo por 9 anos.
      Ah! Quanto a irmã Elias que não conversava com o Delmário, era a titia Priscila.
      Um abraço.

      • Marcus Arantes

        Prezada Maria Elvira,

        Fiquei surpreso ao me deparar na internet com esse texto que mencionava o Circo Irmaos Elias. O Irmaos Elias fez parte da minha infância la em Piumhi (MG). Muitos meninos na cidade tinham apelido de Pirolinha devido ao palhaço do Irmaos Elias que ficou famoso por lá.

        Já escrevi sobre o assunto para um jornal de Piumhi e gostaria muito de entrar em contato com você para conversar mais sobre isso. Tenho umas coisas interessantes sobre os circos-teatro

        Um abraço, Marcus
        mv-arantes@uol.com.br

      • Paulo camilo de Sousa

        Maria Elvira, muito bom saber que ainda mora na nossa região, integrantes da família “Circo Irmãos Elias”, lembro de todos, Jota, Priscila, Zélia, Antero, lembro do falecimento do pai, José Elias, que foi sepultado aqui em Bambui, sou filho do Geraldo Camilo, que foi um grande amigo da família, dê um abraço em todos pela minha família, essa semana mesmo tava conversando sobre o Circo com minha Mãe, que tem 99 anos de idade, ela lembra de todos, inclusive dos dois que eram militares, um abração!

  15. wagner

    Foi muito bom ter achado vocês. Eu estava tentando descobrir qual era o programa de rádio que eu ouvia com meu pai quando era pequeno e não conseguia me lembrar e agora descobri que era o programa do Delmario que terminava assim:

    TOCA BANDINHA TOCA
    VAI TOCANDO SEM PARAR
    VAI DIZER PRA ESSA SAUDADE
    IR BATER EM OUTRO LUGAR
    NO CORETO DA PRACINHA
    DO MEU QUERIDO ARRAIÁ.

    Valeu mesmo pessoal. Um grande abraços para vocês todos.
    Realmente recordar é viver.

  16. Hidel Oliveira

    Queria ver fotos do palhaço Piabinha.
    Muito agradecido.
    Hidel

  17. Luiz Pessoa

    Essa é uma das partes boas da internet, como é bom saber que pessoas que nos fizeram rir mto na infancia e que jamais imaginariamos poder ter noticias uma dia, acabam de alguma maneira cruzando novamente nosso caminho.
    Maria Elvira,Parabens a todos vcs pelo maravilhoso trabalho e especialmente, muitissimo obrigado pro nos proporcionar momentos tao bons. A todos vcs, especialmente Pricila de quem, embora crianca, eu era fan e tbem Piabinha, meu gde abraco.

    • Sebastião Verly

      aproveito para agradecer por todos os comentários. Jamais pensei em seu o escritor mais comentado do Portal.

  18. Marquinho Freitas

    Sensacional !!! Estou emocionado !!! lembrança forte de meu amado Pai: Ruy Henrique de Freitas !!! Estou procurando informações há tempos sobre este programada da Rádio Inconfidência de BH. Que bom achar essas informações !!! Muito obrigado!!! Todos as manhãs meu pai ligava seu radinho a válvula e sintoniza na Rádio Inconfidência de BH. Juntos,eu, meu pai, meus irmãos e minha mãe ouvíamos este sensacional Progama “Delmário é o Espetáculo” !!! Abraços e muito agradecido. Pai te amo !!! Um dia estaremos juntos novamente !!! Beijos meu velho !!!
    Marquinho de Laje do Muriaé-RJ.

  19. verly

    Eu fico feliz ao trocarmos essas conversas.

  20. geraldo ferreira

    Oi, gostaria de saber se alguem tem um audio do Delmario declamando do toca bandinha toca, ou qualquer audio dele,ja procurei e nao encontrei nada na internet,
    Obrigado!

  21. Helba Soares da Silva

    Ontem voltando de Brasília com minha irmã relembramos os tempos deste circo que vinha sempre em Unaí (Onde moro até hoje) e resolvi pesquisar e olha o que achei. Adorei. O Antero ia sempre em minha casa ele se dava muito bem com minha família e eu sonhava em ser como a Priscila quando crescesse. Amava muito a Zélia também. Parabéns pelo post.

  22. Antonio Navarro

    Para conhecimento, aos saudosistas em especial, informo que do Circo Irmãos Elias, os irmãos Antero e Priscila moram em Pitangui, sendo que os primos, cujos nomes não lembro, estão morando em Bom Despacho e Uberaba.
    a título de curiosidade, o circo ‘abateu’ sua lona em Pitangui, e por aqui ficaram a Zélia, que veio aqui falecer, e os irmãos supracitados que aqui residem.

    Abraços

    Nego

  23. Marcus Arantes

    Foi com extrema felicidade que vejo mencionado o Circo Irmãos Elias. Sou de Piumhi(MG) e os circos-teatro fizeram parte da minha infância. Já escrevi sobre eles em um jornal da minha cidade. Muitos dos meninos de Piumhi tinham o apelido de Pirolinha por causa do palhaço do Irmãos Elias que ficou famoso na cidade.
    Gostaria muito de fazer contato com a Maria Elvira e o Rogenaldo para conversarmos sobre o assunto. O assunto me fascina pois me remete a uma infância feliz. Meu e-mail é mv-arantes@uol.com.br

  24. Miguel Machado

    EM PATROCINIO, MINAS GERAIS, FUI ALGUMAS VEZES COM MEU PAI AO CIRCO, E ELE ERA MUITO “AMIGO”, DE TODOS OS COMPONENTES ARTISTAS. DEPOIS FUI TAMBÉM DE 1955 A 1960. APRECIAVA TAMBÉM AS DUPLAS QUE IAM CANTAR. QUERO LER OS NOMES DOS ARTISTAS PARA RELEMBRAR, NÃO SEI SE ENCONTRO NESTA PÁGINA. HOJE ESTOU EM BRASÍLIA. O QUE PODEMOS FAZER AGORA EM AGRADECIMENTO AOS MOMENTOS DE ALEGRIA E RECORDAÇÃO DESSA COMPANHIA, É ORAR POR TODOS.

    (Miguel dos Reis)

  25. Israel Caldeira

    Maria Elvira e Priscila.
    Que bela lembrança, não sei se vocês se lembram da cidade de Patrtocinio/MG. Fui assiduo frequentador do Circo Irmãos Elias,nunca esquecerei dos palhaços, do Delmário e da Priscila cantando “Obsessão”, não me lembro do autor. Me fale tinha um galã chamado Rubens que trabalhou em “Samsão e Dalila? Gostaria de manter contato, escrevo a Historia de Patrocinio. Um grande abraço para vocês.

  26. Miguel Machado

    Lembro de parte de um Drama Teatral do Circo, que terminava assim;
    Eu te matei meu filho…. -Não meu pai, foi o mundo que não me quiz!

    • Miguel Machado(Mig.dos Reis)

      Nome, quando criança e atual.

  27. Gilber R Nunes

    Eu também ouvia, ao lado do meu pai, o programa Del Mário é o espetáculo e, por vezes ouvi ele declamar seu poema: Toca bandinha toca, vai tocando sem parar….. (num certo ponto ele descreve uma venda do arraiá) … tem rapadura, requeijão, tem mulher prá ti servir, é numas coisas, noutras não! Desejo muito a letra completa deste poema, melhor ainda se fosse o áudio. Muito obrigado!
    Gilber R Nunes

  28. Edgar Viana

    Que delicia reviver o dialogo entre o palhaço e a meninada, que ocorria , lá em Santo Antônio do Grama, quando periodicamente por lá passava o circo do tiririca(não é o deputado não).
    Edgar Viana

  29. Márcio Lima

    Sou da decada de 50, nascido e criado em B.H, hoje moro em Betim – M.G, tive o prazer de viver a era dos circos que rodavam as grandes e pequenas cidades, no ano de 1964 o Rei Roberto Carlos se apresentou em circo instalado em meu bairro o Barreiro de cima o circo se chamava “CIRCO CHANGALIA” de tempos em tempos tinhamos por la um circo ou um parque e humorista e apresentador de radio DELMARIO É O ESPETACULO (que também era morador do Barreiro de Cima) sempre se apresentava por lá. O poema que ele recitava na abertura do seu programa matinal na Radio Inconfidência era: “No terreiro uns pés de cana, cheiro flor, manjericão e pra lá do ribeirão uns pezinhos de café, toca bandinha, toca, vai tocando sem parar, vai dizer pra essa saudade e bater noutro lugar”.
    Bons tempos aqueles, bons costumes, boa gente, sociedade sadia.

  30. Delamrio é o espetaculo, muita saudade programa dele.

  31. Anizio Ferreira

    Tinha um versinho assim:
    “Se o sinhô fô conhecê, as terras do meu sertão, visite esse caboclo que tá a sua disposição. Tem café, farinha, rapadura e requeijão, tem muié pra lhe servir, é, é, é, é, numas coisa, noutras não”.

  32. MARIA APARECIDA EVANGELISTA MORBECK

    EU AMO CIRCO IRMAOS ELIAS NAMOREI O ANTERO KKKK ERA LINDO >SOU DE ARCOS HOJE TENHO 58 ANOS .TENHO O FACE COM MEU NOME .QERIA UMA FOTO DE PRICILA MINHA LINDA MENINA E ANTERO.SOU CASADA 31 ANOS O CIRCO FICAVA PERTO DE CASA QUASE FUI EMBORA COM ANTERO.
    MEU NOME NO FACE E SO PROCURAR MARIA APARECIDA EVANGELISTA MORBECK BEIJOS TEMPOS DE OURO.SAUDADE

  33. geraldo

    alguem tem foto do circo irmãos elias?

  34. geraldo

    caro herculano souza o céu uniu dois coraçoes foi aoresentado pelo circo teatro cinderama

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