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Dia dos avós e dia fora do tempo – parte II

Publicado por Sebastião Verly em Crônicas Culturais
data: 02/08/2018

Dia dos avós e dia fora do tempo – parte II

Os Maias tiveram uma ampla gama de conhecimentos desenvolvidos no interior de sua cultura, bastante avançada em estudos matemáticos. Foram eles, por exemplo, que desenvolveram as casas decimais e o valor zero. Eles utilizavam um sistema de contagem numérico baseado em unidades vigesimais e, assim como os olmecas, utilizavam do número “zero” na execução de operações matemáticas.

Essa civilização antiga escreveu sobre quase tudo o que podiam encontrar, incluindo seus edifícios. Muitos dos seus escritos, como já foi dito, foram perdidos durante a conquista espanhola. Através do estudo laborioso durante os séculos XX e XXI muitos de seus escritos restantes foram recuperados e traduzidos.

Os maias faziam suas armas de obsidiana, ou rocha vulcânica. Também possuíam a sabedoria da Supra-Sexualidade.

Os Maias, muitas vezes procuraram “melhorar” as características físicas de seus filhos inclusive com práticas e pressões fortes sobre o formato dos rostos das crianças. As famílias maias eram unidas. Era comum avós, pais e filhos viverem sob o mesmo teto. A maior parte do trabalho no campo era realizada por homens e meninos mais velhos. As meninas aprendiam a cozinhar, a fazer roupas e a cuidar dos irmãos menores.

A religião tinha destaque em sua vida. Eles adoravam cerca de 160 deuses como o Deus Criador, o deus do milho, o deus da chuva e o deus-sol. As mulheres faziam peregrinações ao templo da deusa Ixchel na ilha de Cozumel para orar pela fertilidade ou, se já estivessem grávidas, para terem um bom parto.

Os lavradores plantavam abacate, pimenta e batata-doce. Mas o alimento básico era o milho, que as mulheres e as meninas preparavam de diversas maneiras. Elas faziam, por exemplo, uma espécie de panqueca, hoje conhecida como tortilla. A bebida alcoólica chamada balche e era à base de milho. Hoje, cerca de 75% dos pratos da culinária maia levam milho ou seus derivados, e no passado a proporção era ainda maior

CONSIDERA-SE que eles tenham sido uma das maiores civilizações do Hemisfério Ocidental. Desenvolveram arquitetura e ergueram pirâmides, templos e palácios. A arquitetura desse povo esteve sempre muito ligada à reafirmação de seus ideais religiosos. Várias colunas, arcos e templos eram erguidos em homenagem ao grande panteão de divindades celebrado por sua cultura.

Em várias localidades do território sagrado dos Maias, são encontradas pirâmides muito semelhantes às pirâmides do Egito e de outras partes do mundo, com pinturas, cerâmicas e esculturas de excepcional qualidade.

No sul do México há várias lendas que consideram o “glorioso povo Maia” como o mais purificado dos povos seletos, que representam a própria cultura Atlante. Dizem que os maias viajaram por todo o sistema solar e que existem cidades maias dentro da quarta dimensão. E ainda, afirmam que os Maias deixaram nos seus registros, mensagens dirigidas aos homens da nova Era de Aquário, da qual estamos em seus primeiros anos.

A sociedade Maia entrou em colapso por volta do século XIII.

Estudos recentes levantam a hipótese de que a crise desta civilização esteja relacionada à ocorrência de uma violenta seca que teria se estendido por mais de 2 séculos.

Há cerca de 7 milhões de maias ainda vivendo na Península de Yucatán e ao seu redor. Apesar de sua civilização ter declinado e ter sido conquistada, em muitas partes rurais do México e da Guatemala a língua e cultura maia persevera.

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Sebastião Verly - Sociólogo, Cronista, residente em Belo Horizonte - MG.
Comentário
  1. Eduardo Neto

    Dizem por aí que a obra do antropólogo Carlos Castaneda é um tratado com o conhecimento dos maias sobre o mundo emocional. Na realidade foi uma pesquisa com base no conhecimento do Xamã mexicano Dom Juan realizada enquanto fazia seus estudos na UCLA, Universidade da Califórnia Los Angeles. Don Juan, nos depoimentos anotados por Castaneda sempre se referia a uma linhagem de feiticeiros antigos, que acredita-se sejam os sacerdotes maias

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