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Brasil Sem Fronteiras – parte II

Publicado por Sebastião Verly em Crônicas Culturais
data: 07/11/2018

Brasil Sem Fronteiras – parte II
Tepuí Kukenan, Região de Guayana, Venezuela

Regiões Norte e Centro Oeste

Se ficássemos um ano no norte do país a gozar das belezas fantásticas de rios, mares e florestas seria pouco. Teríamos que ir ao Amapá e ver o lugar em que passa a Linha do Equador em Macapá, que marca a divisa entre os hemisférios norte e sul. Atravessaríamos de barco até a ilha de Marajó cheia de gente simples e a riqueza de uma biodiversidade admirável. No encontro entre o Atlântico e os rios Amazonas e Tocantins, a Ilha de Marajó é um santuário ecológico com praias, lagos, dunas e florestas. Com mais de 40 mil km², a ilha paraense é a maior ilha fluviomarinha do planeta. E nessa travessia apreciaríamos o maior encontro de águas doces e salgadas do mundo com a exuberância e a pujança do Rio Amazonas e Tocantins.

A Floresta Amazônica se espalha por nove estados brasileiros, além de, em menores proporções pelos países vizinhos, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Alimentada pelo caudaloso rio Amazonas e seus inúmeros igarapés e igapós quase submersos por toda parte, com sua impressionante biodiversidade, representa 53% da área das florestas tropicais remanescentes no planeta, por isso a Amazônia é considerada “o pulmão do planeta”, daí a importância de sua preservação em âmbito planetário.

As Usinas Hidrelétricas da Região com destaque para a revolucionária Belo Monte, central hidrelétrica construída no Rio Xingu, nas proximidades da cidade de Altamira, no Pará.

E o Monte Roraima, com seus mistérios e lendas, a bela montanha, de mais 2.800 de altitude, localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. Constitui um tepuí, um tipo de monte em formato de mesa bastante característico do Planalto das Guianas. Forma-se uma escarpa muito abrupta e em cima, uma meseta plana. Várias cachoeiras de grande altitude ocorrem nesses tepuís, como a cachoeira do El Dorado, no município de Barcelos, no norte do estado do Amazonas, a 2ª mais alta do Brasil, com 353 m de queda livre. Do lado venezuelano no Tepuí Kukenan, temos a cachoeira mais alta do planeta, o Salto Ángel com 965 m de altitude.

Descendo para a planície, Santarém, conhecida como “Pérola do Tapajós”, é a principal cidade do oeste do Pará, a meio caminho entre Belém e Manaus. Entre os rios Amazonas e Tapajós, tem belezas naturais como as praias de Alter do Chão, apelidadas de “Caribe brasileiro”.

Ao se deslocar para o sul, atingimos a região Centro-Oeste, que maravilha conhecer os grandes rios que banham o extenso e misterioso Pantanal. Bandos de aves brancas, negras e coloridas enfeitam os ares e pousam mansamente sobre muitas árvores para criar uma paisagem poética sem igual.

Também a Chapada dos Guimarães que nos enche os olhos de tanta originalidade.

A Chapada dos Veadeiros com fauna e flora riquíssimas, situadas a cerca de 1200 metros de altura. Cachoeiras, cânions, lagos e muita vegetação que tanto lutam para permanecer como um santuário ecológico. O Vale da Lua, situado dentro da Chapada dos Veadeiros, é um belo conjunto de formações rochosas cavadas pelas corredeiras do rio São Miguel. Os buracos em forma de crateras criados pela erosão deram o nome ao local por sua semelhança com a superfície da lua.

O Salto do Itiquira, no norte de Goiás é uma das maiores quedas de água do Brasil, com 168 metros de altura. O Parque Municipal do Itiquira tem trilhas de acesso à cachoeira.

A Gruta Azul, Mato Grosso do Sul, impressionante caverna na região de Bonito, tem numerosos estalactites e formações geológicas. Após uma descida de 100 metros os visitantes se deparam com o visual estonteante de um lago subterrâneo de águas azuis.

Nas margens do Rio Tocantins gente humilde explora uma pousada aqui outra ali onde a água corre ente os alojamentos. De cima pode-se ver o Jalapão enfeitado com aquele capim de cores divinas.

A Ilha do Bananal situada no sudoeste do estado de Tocantins, é uma Reserva da Biosfera da Unesco formada pelos rios Araguaia e da Morte. A ilha fluvial tem paisagens surpreendentes e uma grande biodiversidade, com animais como onça-pintada, boto, uirapuru, garça-azul e tartaruga-da-amazônia.

Brasília é um capítulo à parte. Tem o que se ver por muitos dias. A criação humana com a ajuda da bela natureza. No extremo leste do Plano Piloto, a Praça dos Três Poderes é um dos pontos mais característicos de Brasília. Com o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, a praça representa os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, e foi projetada por Oscar Niemeyer, o grande arquiteto deste mundo contemporâneo. A Ponte Juscelino Kubitschek inaugurada em dezembro de 2006 tem uma altura de 62 metros, cruza o lago Paranoá, numa extensão de 1200 metros.

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Sebastião Verly - Sociólogo, Cronista, residente em Belo Horizonte - MG.
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