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Quem somos

A Fundação Educacional e Cultural Metropolitana de Belo Horizonte foi fundada em 1979 por um grupo de onze estudantes recém-formados da UFMG, a maior parte da Escola de Engenharia. Eles haviam sido professores do antigo Curso de Mestres, atual CIPMOI, Curso Intensivo de Preparação de Mão de Obra Industrial, que desde 1957 tem por objetivo ministrar o ensino profissionalizante aos trabalhadores dos bairros da periferia da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo destes fundadores foi o de continuar o trabalho depois de formados, mas por iniciativa própria.

Para a constituição do patrimônio inicial, cada um contribuiu com 3% do salário, e quando se atingiu certo montante foi adquirido um lote no Bairro Industrial, em Contagem. A intenção era construir ali a “Escola Profissional 1º de Maio”. Algumas verbas foram conseguidas no exterior e a obra foi iniciada. Enquanto isso os fundadores se dividiram em grupos para ministrar aulas nos próprios bairros utilizando espaços como centros comunitários, salões paroquiais e até igrejas. A Fundação fazia os projetos e contratava os professores com verbas então disponíveis, principalmente na Secretaria de Trabalho do Estado.
Isso aconteceu até a metade da década de 80, quando as verbas públicas foram suspensas, fato explicado pelo fim do ciclo de crescimento industrial e da demanda de força de trabalho qualificada. Nessa época, novos membros foram admitidos e a Fundação passou a concentrar suas atividades na cidade de Contagem, na RMBH, onde liderou um movimento com a participação de 61 entidades comunitárias que tentou criar ali uma unidade da UTRAMIG, Universidade do Trabalho de Minas Gerais. Mas a sucessão de governos descomprometidos com a tecnologia nacional terminou por desmontar toda a estrutura voltada para a formação técnico-profissional.

Na 2ª metade da década de 80, a Fundação deslocou sua atuação para a cidade de Betim, também na RMBH. Depois de admitir novos membros, para atender às necessidades locais concebeu e viabilizou a existência de uma pré-escola para crianças de até 6 anos, administrada pelos próprios pais: a “Escola Cooperativa Meninar”. Esta escola funcionou até 1993, quando o grupo de pais foi convocado em sua quase totalidade para servir ao projeto da administração democrático-popular que acabava de se estabelecer no município. O desafio da Prefeitura de Betim representava servir a toda a cidade num projeto ousado e libertário, principalmente na formulação de políticas públicas arrojadas, e foi quando a Fundação também se destacou na área de comunicação social.
Essas atividades duraram oito anos, até o fim do ano 2000. A partir daí a entidade continuou existindo, ministrando cursos, seminários, firmando convênios com entidades assistenciais e prestando consultorias principalmente para o poder público.

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