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Pereira de Manaus e João Bá na Cantoria de Nádia Campos

Publicado por Editor em Música
data: 01/12/2009

O mestre João Bá e a nobreza do canto amazônico, Pereira de Manaus, confirmam sua presença na cantoria de Nádia Campos e lançamento de seu disco “Por que cantamos”, no dia 05/12, sábado, às 21h no espaço “Fontes do Ser” na Rua Adolfo Pereira 346 C, no Bairro Anchieta em Belo Horizonte, ingressos a R$15, conforme página desse portal.

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“Quanto mais força no remo, mais bate meu coração!”

Pereira de Manaus, cantador, compositor e violonista, é um incansável pesquisador da cultura e dos costumes do Norte do Brasil há duas décadas, com quatro CDs gravados: “O Lago das 7 Ilhas”, “Estrada de Barro”, “Lendas” e “Afluentes”. Sem pretensão de invadir a mídia, sobrecarregada de “produtos de fácil consumo”, apresenta-se em espaços culturais destinados à divulgação da música de qualidade, voltada aos valores humanos, difundindo assim a cantoria amazonense e brasileira. Com sua voz inconfundível, suas letras e melodias inovadoras, nos toca a alma de forma suave e alegre. O músico pode ser considerado um dos pioneiros da resistência dos ritmos amazônicos frente à cultura globalizada.

Em “Remando pelas águas” da autêntica MPA, a Música Popular Amazonense, a tendência regionalista do artista transmuta-se em uma busca da universalização. Sua versatilidade e a busca por novas formas faz com supere os limites geográficos amazonenses, ainda que de lá extraia a matéria-prima de seu trabalho. Suas músicas representam a celebração à natureza, às lendas e mitos, ao belo e ao bem, unindo o lirismo de sua poesia e os acordes de belíssimo timbre.

A vinda de Pereira de Manaus a Belo Horizonte, pode ser o prenúncio de uma nova safra da Música Popular Brasileira. Nascido em Fortaleza do Ituxi, município de Lábrea, às margens do rio Purus, na divisa dos estados do Amazonas, Rondônia e Acre, mudou-se ainda criança para Manaus onde trabalhou como operário em uma empresa da Zona Franca. Um dia sentiu o chamado da música, e percebeu que seria para sempre.

Começou cantando na noite, misturando influências de Milton Nascimento, para cuja voz nada perde (truco!), de Elomar, de quem herdou o sentido profundo das palavras e a valorização das raízes e Zé Ramalho de quem lembra a mística messiânica. Como disse um dia Geraldo Vandré, misturou tudo o que viu e ouviu, só pra confundir quem gosta de analisar e classificar racionalmente. Dizem lá em Manaus que o Pereira é o Uirapuru disfarçado de gente, tal a beleza e força de seu canto, aliado a sua presença de palco marcante. Para quem ainda não sabe, o Uirapuru só canta uma vez por ano.

Mestre João Bá, hoje radicado em Santos, SP, ao longo de seus 77 anos tem muitas músicas conhecidas do grande público embora sempre tenha preferido ficar fora dos holofotes. João Bá tem uma história curiosa. Quando Gonzagão morreu uma gravadora decidiu que ele deveria substituir o Rei do Baião. Chamaram ele lá, lhe mostraram uma indumentária de couro e mandaram ele entrar dentro. Ele olhou, achou o troço esquisito e reagiu. “Que que é isso gente? Eu sou é eu mesmo, não sou pau mandado não!” Simplesmente vasou na caatinga! Fez a trilha sonora e foi ator no filme “Lampião”.

Já no dia seguinte, domingo, 6/12, às 11h, os três, João Bá, Pereira de Manaus e Nádia Campos farão uma apresentação musical ABERTA AO PÚBLICO em Betim, no Parque de Exposições Davi Gonçalves Lara, bairro Angola.

Veja você mesmo:

Pereira de Manaus e do Brasil canta, com João Bá, “Cachoeira do Aracá”:


Pereira divulgando o folclore amazônico:

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Veja a página de Nadia Campos no Myspace:
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Comentário
  1. jose janilson

    Muito bom ver o Pereira divulgando a musica com a essência da floresta amazônica com suas lendas seus cantos e encantos…Ytamirá Ytapevá Ytapeuará….Ponta negra cinza quase azul….Parabéns Pereira

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