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Nelson Rodrigues – Frases 3 – Amor, paixão e sexo

Publicado por Editor em Cotidiano, Nelson Rodrigues
data: 05/12/2012

Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.

O homem começa a morrer na sua primeira experiência sexual.

Todo tímido é candidato a um crime sexual.

Os magros só deviam amar vestidos, e nunca no claro.

Quem nunca desejou morrer com o ser amado nunca amou, nem sabe o que é amar.

Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante.

O puro é capaz de abjeções inesperadas e totais e o obsceno, de incoerências deslumbrantes. Somos aquela pureza e somos aquela miséria. Ora aparecemos varados de luz, como um santo de vitral, ora surgimos como faunos de tapete.

Todo desejo é vil.

O ônibus apinhado é o túmulo do pudor.

O asmático é o único que não trai.

Não damos importância ao beijo na boca. E, no entanto, o verdadeiro defloramento é o primeiro beijo na boca. A verdadeira posse é o beijo na boca, e repito: – é o beijo na boca que faz do casal o ser único, definitivo. Tudo mais é tão secundário, tão frágil, tão irreal.

Só o rosto é indecente. Do pescoço para baixo, podia-se andar nu.

A cama é um móvel metafísico.

O amoroso é sincero até quando mente.

Todo amor é eterno. Se não é eterno, não era amor.

Amar é ser fiel a quem nos trai.

Qualquer um de nós já amou errado, já odiou errado.

Qualquer amor há de sofrer uma perseguição assassina.

Somos impotentes do sentimento e não perdoamos o amor alheio. Por isso, não deixe ninguém saber que você ama.

Sem paixão não dá nem pra chupar um picolé.

Amar é dar razão a quem não tem.

O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes.

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