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	<title>Fundação Metropolitana &#187; Arquitetura</title>
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	<description>Fundação Educacional e Cultural Metropolitana</description>
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		<title>Tese sobre a Tragédia da Gameleira &#8211; BH &#8211; 1967 &#8211; Prof Antonio Liberio de Borba                         dia 31/08            19 hs, Centro de Cultura de BH, R. da Bahia, 1149</title>
		<link>http://www.metro.org.br/editor/convite</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 18:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
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		<description><![CDATA[CLIQUE AQUI PARA VER NO TAMANHO ORIGINAL]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3561" title="CONVITE" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/CONVITE-e1282760974951.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/CONVITE1.jpg" target="_blank">CLIQUE AQUI PARA VER NO TAMANHO ORIGINAL</a></p>
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		<title>Cidade Administrativa: servidores apreensivos</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 18:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Repórteres: Gleide Santos e Cristiane Lopes Foto: Gleide Santos O Complexo Cinco prédios compõem o complexo da Cidade Administrativa: o palácio do Governo, ou Palácio Tiradentes; um auditório com capacidade para 500 pessoas; dois prédios ou torres, ‘Minas’ e ‘Gerais’, feitos para abrigar todas as secretarias e um centro de convivência, construído entre as torres das secretarias. O projeto leva a assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer. A área construída é de 310 mil m² e contou com o trabalho de nove das maiores construtoras do país: Camargo Corrêa, Santa Bárbara, Mendes Júnior, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, Via Engenharia e Barbosa Mello. Até outubro a previsão é que cerca de 16,3 mil funcionários estejam trabalhando no complexo. A nova sede custou aos cofres do governo do Estado até o momento R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 948 milhões com a execução da obra e outros R$ 280 milhões gastos em serviços e equipamentos contratados. O tempo gasto para conclusão da obra totalizou 15 meses. Mas apesar de ter sido inaugurada em 4 de março deste ano, a estrutura da Sede apresenta sérios problemas como trincas e rachaduras. Trincas e rachaduras Segundo notícias que circulam na imprensa, haveria um laudo técnico comprovando o afundamento de 15 centímetros na fundação do Edifício Minas, que possui 17 pavimentos. No dia 17 de junho, os servidores fizeram uma reunião com a Secretária da SEPLAG, Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, com Ricardo Lopes Martins, prefeito do complexo e Marcelo Arruda Nacif, diretor da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, Codemig, ocasião em que a secretária confirmou apenas o surgimento de rachaduras no acabamento do piso, de entrada, em função da escolha infeliz do material. Foto Divulgação – Cristiano Couto Além das trincas no piso térreo do Palácio Tiradentes, servidores dão conta que no prédio “Minas”, que fica do lado da rodovia, onde os pisos foram cobertos com lâminas de carpete de formato contínuo, tais carpetes apresentam rupturas provocadas por trincas, que nesse caso seriam mais graves, pois indicariam o comprometimento de toda a estrutura do prédio, que até hoje está com pequeno nível de ocupação. No entanto nota oficial divulgada pelo governo do estado através da SEPLAG afirma que tais “trincas” seriam na realidade as fendas de dilatação, já que os prédios-torres foram edificados em cinco módulos contíguos, mas não contínuos. Afirma também a nota, que está afixada em todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Repórteres: Gleide Santos e Cristiane Lopes</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3232  aligncenter" title="image001" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/07/image0013-e1278440538961.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Foto: Gleide Santos</em></strong></p>
<p><strong>O Complexo</strong></p>
<p>Cinco prédios compõem o complexo da Cidade Administrativa: o palácio do Governo, ou Palácio Tiradentes; um auditório com capacidade para 500 pessoas; dois prédios ou torres, ‘Minas’ e ‘Gerais’, feitos para abrigar todas as secretarias e um centro de convivência, construído entre as torres das secretarias. O projeto leva a assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer. A área construída é de 310 mil m² e contou com o trabalho de nove das maiores construtoras do país: Camargo Corrêa, Santa Bárbara, Mendes Júnior, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, Via Engenharia e Barbosa Mello. Até outubro a previsão é que cerca de 16,3 mil funcionários estejam trabalhando no complexo.</p>
<p>A nova sede custou aos cofres do governo do Estado até o momento R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 948 milhões com a execução da obra e outros R$ 280 milhões gastos em serviços e equipamentos contratados. O tempo gasto para conclusão da obra totalizou 15 meses. Mas apesar de ter sido inaugurada em 4 de março deste ano, a estrutura da Sede apresenta sérios problemas como trincas e rachaduras.</p>
<p><strong>Trincas e rachaduras</strong></p>
<p>Segundo notícias que circulam na imprensa, haveria um laudo técnico comprovando o afundamento de 15 centímetros na fundação do Edifício Minas, que possui 17 pavimentos.</p>
<p>No dia 17 de junho, os servidores fizeram uma reunião com a Secretária da SEPLAG, Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, com Ricardo Lopes Martins, prefeito do complexo e Marcelo Arruda Nacif, diretor da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, Codemig, ocasião em que a secretária confirmou apenas o surgimento de rachaduras no acabamento do piso, de entrada, em função da escolha infeliz do material.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3234  aligncenter" title="image004" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/07/image004.jpg" alt="" width="329" height="249" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Foto Divulgação – Cristiano Couto</em></strong></p>
<p>Além das trincas no piso térreo do Palácio Tiradentes, servidores dão conta que no prédio “Minas”, que fica do lado da rodovia, onde os pisos foram cobertos com lâminas de carpete de formato contínuo, tais carpetes apresentam rupturas provocadas por trincas, que nesse caso seriam mais graves, pois indicariam o comprometimento de toda a estrutura do prédio, que até hoje está com pequeno nível de ocupação. No entanto nota oficial divulgada pelo governo do estado através da SEPLAG afirma que tais “trincas” seriam na realidade as fendas de dilatação, já que os prédios-torres foram edificados em cinco módulos contíguos, mas não contínuos. Afirma também a nota, que está afixada em todos os órgãos públicos do estado, que o recalcamento das fundações está num nível aceitável, e que não indicam o comprometimento da estrutura.</p>
<p>No entanto é verdade que o cronograma de transferência dos órgãos do governo para a nova sede está bastante atrasado, e ao que tudo indica, foi interrompido. A mesma nota oficial afirma que o atraso do cronograma se verifica pela complexidade dos sistemas informatizados que não podem sofrer descontinuidades em seu funcionamento.</p>
<p>De acordo com o portal &#8220;Gestão Pública&#8221;, do Sindiute-MG, o governo admite gastar uma significativa soma adicional para manter o complexo de pé. A lista de “defeitos” na obra apontados num “check-list” preliminar vai do tipo de piso usado nos pilotis dos prédios principais, cuja granitina apresenta uma série de fissuras, às maçanetas que não conseguem manter as portas fechadas. A discussão sobre quem pagará a conta gera constrangimento entre as construtoras e o governo.</p>
<p>Nossa equipe procurou o Assessor de Imprensa da Cidade Administrativa, Aluizio Bernardes, mas até o fechamento dessa matéria ele não havia se pronunciado sobre o assunto.</p>
<p><strong>Opinião de um especialista</strong></p>
<p>O presidente do Instituto Mineiro de Engenharia Civil, IMEC, engenheiro civil Marcelo Fernandes da Costa, 54 anos, especializado em obras de grande porte, e há mais de trinta anos no mercado, ouvido pelo Portal Metro, ressalta que as conseqüências de uma fenda ou rachadura no prédio Minas da Sede Administrativa são perigosas. Segundo ele, um recalque na fundação pode ocasionar rachaduras devido ao acomodamento da estrutura no solo, mas pode se estabilizar com o decorrer do tempo e assim, se a estrutura for sólida, o problema não se agrava.</p>
<p>De acordo com Marcelo, as rachaduras poderiam ter sido evitadas. Ele afirma que a causa de uma rachadura passa por várias possibilidades, desde a execução da fundação, até a conclusão da estrutura, passando pelo projeto estrutural, pela mão de obra executora e pelo cronograma da obra.</p>
<p>Marcelo ressalta que a principal hipótese explicativa dos problemas estruturais surgidos passa pela concepção arrojada do projeto arquitetônico do Centro Administrativo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-3235  aligncenter" title="image005" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/07/image005-e1278440624686.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Foto: Cristiane Lopes</em></strong></p>
<p>A obra, que teve início em janeiro de 2008, teve que ser concluída a tempo do então governador Aécio Neves inaugurá-la, antes de sua saída para desincompatibilização eleitoral. A inauguração se deu em 4 de março, coincidindo com a data do centenário de Tancredo Neves, avô de Aécio, que dá nome ao complexo. O projetista buscou os limites extremos permitidos pela tecnologia do concreto. Segundo o engenheiro entrevistado, foi exigido, tanto do calculista da estrutura quanto das construtoras, que trabalhassem no limite extremo, não restando margem para qualquer falha humana.</p>
<p><strong>Recorde de vão livre e de ar condicionado</strong></p>
<p>No caso do Palácio Tiradentes o edifício cravou o recorde mundial de vão livre em concreto armado com um comprimento de 147 metros, largura de 26 e quatro andares, ficando pendurado na estrutura superior que é sustentada por quatro grandes colunas. Segundo um arquiteto paulista da geração mais atual, os projetos são “requentados e superados, deixando de lado questões atuais como a eficiência energética &#8211; o complexo tem a maior área de vidros da América Latina. Fachadas envidraçadas voltadas para as faces ensolaradas, por exemplo, um erro primário que exigirá mais energia do ar-condicionado”.</p>
<p>Afora estas críticas doutrinárias, segundo alguns funcionários do prédio do Palácio Tiradentes, nau capitânea da flotilha, onde o sistema de escoamento das águas servidas é feito à vácuo na vertical ascendente, no momento em que se dá uma descarga nos vasos sanitários um grande ruído é ouvido.</p>
<p><strong>Apreensão dos Servidores</strong></p>
<p>Sobre a situação dos servidores para ali transferidos, conversamos com a escriturária Solange Mendes Assis, 52 anos, que presta serviços para o governo há 28. Ela diz que os funcionários têm enfrentado problemas com alimentação e transporte, o que tem deixado alguns ansiosos. No que se refere à alimentação, Solange conta que a comida é cara e não são raros os casos de servidores com problemas estomacais. “Não temos uma farmácia ou lanchonete, tendo que nos contentar com máquinas de aperitivos juvenis que não são saudáveis, não saciam a nossa fome e custam caro”. Além disso, a água colocada em um copo na parte da manhã estaria se tornando turva na parte da tarde.</p>
<p>A sede possui dois restaurantes, mas Solange acredita que um restaurante popular no local seria o mais adequado. “Solucionaria as nossas necessidades, com alimentos de qualidade e baixo custo”, diz.</p>
<p>De acordo com Solange o transporte não é nada especial, ela disse que as “vans” não têm nenhuma fiscalização, “as pessoas correm sérios riscos”.  Ela gasta duas horas para chegar ao serviço, “tenho que pegar metrô, ônibus e aguardar até que o mesmo esteja cheio para poder sair” diz. Solange afirma que paga a sua passagem do próprio bolso, “tenho que arcar com meu dinheiro e correr riscos para chegar ao local que nos foi imposto”.</p>
<p>Mara Adelaide Pessoa Dutra, socióloga e servidora trabalhando na Cidade Administrativa, disse que considera válida a proposta de reunir em um só local os diversos órgãos estaduais, pois isso pode contribuir para maior integração das ações e rapidez para o usuário que precisa de se dirigir a mais de um órgão.</p>
<p>De acordo com a socióloga, no entanto os funcionários têm sido prejudicados, “uma vez que o deslocamento até a sede consome bastante tempo, em razão da distância entre a Cidade Administrativa e o Centro de Belo Horizonte e da falta de transporte regular e rápido”.</p>
<p>Ela disse que quando se optou pelo local não se pensou em dois pontos importantíssimos: o bem-estar da população da região e dos funcionários.</p>
<p>De acordo com Mara, a mudança implicou em perda de tempo, de assistência à família e dinheiro. “Por exemplo, hoje, com transporte e refeição, gasto em torno de R$ 270, mais do que gastava antes, R$ 192,” diz.</p>
<p>Mara também comenta sobre as rachaduras. Ela disse que a secretária Renata Vilhena esteve no prédio no qual trabalha para tentar acalmar as pessoas, informando que não há risco do prédio cair. “Outro dia, caiu um pedaço de gesso do teto da minha sala e questionei: “um pedaço de gesso pode machucar alguém, não pode?” ”Não tive resposta, quer dizer, é natural que caiam pedaços de gesso no local de trabalho dos funcionários”, relata.</p>
<p>De acordo com a servidora, ela não acredita que haja ameaça do prédio cair. “No entanto, apesar de não me preocupar com isso, já sonhei com um prédio cheio de trincas, que desabou sobre minha cabeça. Ou seja, essa história acaba nos impressionando.”</p>
<p>Mara disse que são absurdas as condições de transporte entre Belo Horizonte e a Sede, e até se sente uma privilegiada, como explica: “moro na Savassi e tem um ônibus pela manhã que passa a três quarteirões de minha casa e leva 45 minutos para chegar à Sede. Porém, esse ônibus passa somente até as 8h00 da manhã. Fora desse horário e todos os dias à tarde, tenho que pegar ônibus, metrô e depois outro ônibus”. Nesse caso ela gasta em média de uma hora e meia a duas horas para chegar ao local de serviço.</p>
<p>Quanto à alimentação ela disse que almoçou no restaurante “a quilo” umas quatro vezes, “em duas vezes que almocei me dei bem, comida simples, mas gostosa; nas outras duas, não havia opção de carne de frango, somente coisas que não como.” Para ela, a comida pode ser melhorada, todos os dias têm que ter o básico saudável, carne de boi e frango grelhados e pelo menos, duas variações de carne, peixe, lingüiça&#8230; Mara disse que a Sede deveria diminuir o preço da comida. Também de acordo com a servidora seria importante instalar um restaurante popular, como o que há no centro de Belo Horizonte.</p>
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		<title>SOS Bocaiúva – Salvemos esta Estação!</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 17:53:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célia de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Histórico]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta reportagem fotográfica apresentamos um quadro provocador, ao mesmo tempo maravilhoso e desolador. Aquela que já foi uma das mais belas estações ferroviárias de Minas Gerais, a Estação Ferroviária de Bocaiúva, no norte do estado está num processo de desesperada agonia. Durante o dia os meninos aproveitam suas plataformas para andar de bicicleta, mas à noite é uma terra de ninguém, segundo reclamam os moradores do Bairro Pernambuco, que pedem socorro às autoridades. Vamos enviar cópias desta matéria à Ferrovia Centro Atlântica, responsável pelo mesmo, ao senhor prefeito de Bocaiúva, ao IEPHA, ao IPHAN e também ao ministro Patrus Ananias que é filho de Bocaiúva. A Estação Ferroviária de Bocaiúva fazia parte da Estrada de Ferro Central do Brasil e foi inaugurada em 1925. Foi ponta de linha por um ano, até a inauguração do trecho que alcançou Montes Claros, em setembro de 1926. O projeto de ligação com a Estrada de Ferro Bahia-Minas, que nunca saiu, é o que justificou a majestosa beleza da Estação Ferroviária de Bocaiúva. O nome da estação era uma homenagem ao político Quintino Bocaiúva, por ter este conseguido a transferência da sede da vila, de Jequetaí, onde se localizava, para a pequena vila que então servia de estação ferroviária. Segundo se comenta na cidade, a empresa Ferrovia Centro Atlântica que foi criada a partir da privatização da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, que só utiliza esta linha para transporte de cargas, resiste a outro tipo de aproveitamento do imóvel alegando não ser seguro o trânsito de pessoas, pois as linhas estão ativas com o transporte de cargas. Não foi o que pudemos observar, pois durante o dia são os meninos andando de bicicleta pelas plataformas que podem ter a vida em risco, não apenas pelo tráfego dos trens, mas pela ameaça de desabamento do que ainda resta da estrutura dos telhados, e à noite quem se sente ameaçada é a própria comunidade, pois segundo os moradores ali se reúnem todos os tipos de infratores. As imagens falam por elas mesmas! Lembramos a música Ponta de Areia de Milton Nascimento: Ponta de areia, ponto final Da Bahia à Minas, estrada natural Que ligava Minas ao porto, ao mar Caminho do ferro mandaram arrancar Velho maquinista com seu boné Lembra o povo alegre que vinha cortejar Maria Fumaça, não canta mais Para moças, flores, janelas e quintais﻿ Na praça vazia, um grito um ai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/11/image0012.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1612" title="image001" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/11/image0012.jpg" alt="image001" width="500" height="395" /></a></p>
<p>Nesta reportagem fotográfica apresentamos um quadro provocador, ao mesmo tempo maravilhoso e desolador. Aquela que já foi uma das mais belas estações ferroviárias de Minas Gerais, a Estação Ferroviária de Bocaiúva, no norte do estado está num processo de desesperada agonia. Durante o dia os meninos aproveitam suas plataformas para andar de bicicleta, mas à noite é uma terra de ninguém, segundo reclamam os moradores do Bairro Pernambuco, que pedem socorro às autoridades. Vamos enviar cópias desta matéria à Ferrovia Centro Atlântica, responsável pelo mesmo, ao senhor prefeito de Bocaiúva, ao IEPHA, ao IPHAN e também ao ministro Patrus Ananias que é filho de Bocaiúva.</p>
<p>A Estação Ferroviária de Bocaiúva fazia parte da Estrada de Ferro Central do Brasil e foi inaugurada em 1925. Foi ponta de linha por um ano, até a inauguração do trecho que alcançou Montes Claros, em setembro de 1926. O projeto de ligação com a Estrada de Ferro Bahia-Minas, que nunca saiu, é o que justificou a majestosa beleza da Estação Ferroviária de Bocaiúva. O nome da estação era uma homenagem ao político Quintino Bocaiúva, por ter este conseguido a transferência da sede da vila, de Jequetaí, onde se localizava, para a pequena vila que então servia de estação ferroviária.</p>
<p>Segundo se comenta na cidade, a empresa Ferrovia Centro Atlântica que foi criada a partir da privatização da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, que só utiliza esta linha para transporte de cargas, resiste a outro tipo de aproveitamento do imóvel alegando não ser seguro o trânsito de pessoas, pois as linhas estão ativas com o transporte de cargas. Não foi o que pudemos observar, pois durante o dia são os meninos andando de bicicleta pelas plataformas que podem ter a vida em risco, não apenas pelo tráfego dos trens, mas pela ameaça de desabamento do que ainda resta da estrutura dos telhados, e à noite quem se sente ameaçada é a própria comunidade, pois segundo os moradores ali se reúnem todos os tipos de infratores. As imagens falam por elas mesmas!</p>

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<p><strong>Lembramos a música Ponta de Areia de Milton  Nascimento:</strong></p>
<p align="center"><em>Ponta de areia, ponto final</em></p>
<p align="center"><em>Da Bahia à Minas, estrada natural</em></p>
<p align="center"><em>Que ligava Minas ao porto, ao mar</em></p>
<p align="center"><em>Caminho do ferro mandaram arrancar</em></p>
<p align="center"><em>Velho maquinista com seu boné</em></p>
<p align="center"><em>Lembra o povo alegre que vinha cortejar</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Maria Fumaça, não canta mais</em></p>
<p align="center"><em>Para moças, flores, janelas e quintais﻿</em></p>
<p align="center"><em>Na praça vazia, um grito um ai</em></p>
<p align="center"><em>Casas esquecidas, viúvas nos portais</em></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/g3-9JvpyC0M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/g3-9JvpyC0M&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
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		<title>Oscar Niemeyer</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 14:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sebastião Verly</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o dia 9 de setembro de 1957, quando vim de minha pequena cidade natal a Belo Horizonte pela primeira vez, passei a ter uma admiração especial por Oscar Niemeyer. Conheci, naquele dia, o conjunto habitacional-comercial vertical chamado Juscelino Kubitschek na praça Raul Soares, até hoje do alto de seus 36 andares o mais alto de BH e de Minas Gerais, e o conjunto arquitetônico da Pampulha. Leio, hoje, na Internet: “Após 24 dias internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, Oscar Niemeyer recebeu alta neste sábado. O arquiteto, de 101 anos, foi internado no dia 23 de setembro, com dores abdominais. Uma tomografia de abdomen constatou colicistite, comprometimento da vesícula biliar, e abscesso no fígado, junto à vesícula. Além disso, foi diagnosticado um tumor no intestino grosso do lado esquerdo, perto do baço. Até 23 de setembro de 2009, quando foi internado, passando em seguida por duas cirurgias, o arquiteto costumava ir todos os dias ao seu escritório em Copacabana. Ultimamente, trabalhava no projeto Caminho Niemeyer&#8230;” O “Caminho” que leva seu nome é um conjunto de construções pela paisagem da orla da cidade de Niterói, Rio de Janeiro, em caráter complementar ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, MAC, entre o centro da cidade e os bairros de sua zona sul, formando um complexo cultural. Além do MAC, a Estação de Barcas de Charitas, o Teatro Popular de Niterói, o Memorial Roberto Silveira e a Praça JK &#8211; ainda em construção estão o Museu do Cinema Brasileiro e a sede da Fundação Oscar Niemeyer. Muito além dos aspectos comerciais, este homem criou uma nova arquitetura de beleza impar que o arrastou pelo mundo todo. A arquitetura moderna traz o fim dos enfeites e a funcionalidade como objetivo. Mas a tecnologia do concreto armado combinado com o vidro permitiria explorar formas extravagantes e perfis arrojados. É dele a frase: “Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.” De tão original, a Igreja de São Francisco de Assis na Pampulha, ilustrada por Cândido Portinari, levou 20 anos para ser consagrada. Dom Cabral, então arcebispo de BH usou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Desde o dia 9 de setembro de 1957, quando vim de minha pequena cidade natal a Belo Horizonte pela primeira vez, passei a ter uma admiração especial por Oscar Niemeyer. Conheci, naquele dia, o conjunto habitacional-comercial vertical chamado Juscelino Kubitschek na praça Raul Soares, até hoje do alto de seus 36 andares o mais alto de BH e de Minas Gerais, e o conjunto arquitetônico da Pampulha.</p>
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<div id="attachment_1489" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/oscar-niemeyer.JPG"><img class="size-full wp-image-1489" title="Oscar Niemeyer" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/oscar-niemeyer.JPG" alt="Conjunto JK, Praça Raul Soares, Belo Horizonte" width="500" height="522" /></a><p class="wp-caption-text">Conjunto JK, Praça Raul Soares, Belo Horizonte</p></div>
<p style="text-align: left;">Leio, hoje, na Internet: “Após 24 dias internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, Oscar Niemeyer recebeu alta neste sábado. O arquiteto, de 101 anos, foi internado no dia 23 de setembro, com dores abdominais. Uma tomografia de abdomen constatou colicistite, comprometimento da vesícula biliar, e abscesso no fígado, junto à vesícula. Além disso, foi diagnosticado um tumor no intestino grosso do lado esquerdo, perto do baço. Até 23 de setembro de 2009, quando foi internado, passando em seguida por duas cirurgias, o arquiteto costumava ir todos os dias ao seu escritório em Copacabana. Ultimamente, trabalhava no projeto Caminho Niemeyer&#8230;”</p>
<p style="text-align: left;">O “Caminho” que leva seu nome é um conjunto de construções pela paisagem da orla da cidade de Niterói, Rio de Janeiro, em caráter complementar ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, MAC, entre o centro da cidade e os bairros de sua zona sul, formando um complexo cultural. Além do MAC, a Estação de Barcas de Charitas, o Teatro Popular de Niterói, o Memorial Roberto Silveira e a Praça JK &#8211; ainda em construção estão o Museu do Cinema Brasileiro e a sede da Fundação Oscar Niemeyer.</p>
<p style="text-align: left;">Muito além dos aspectos comerciais, este homem criou uma nova arquitetura de beleza impar que o arrastou pelo mundo todo. A arquitetura moderna traz o fim dos enfeites e a funcionalidade como objetivo. Mas a tecnologia do concreto armado combinado com o vidro permitiria explorar formas extravagantes e perfis arrojados.</p>
<p style="text-align: left;">É dele a frase: “Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.”</p>
<p style="text-align: left;">De tão original, a Igreja de São Francisco de Assis na Pampulha, ilustrada por Cândido Portinari, levou 20 anos para ser consagrada. Dom Cabral, então arcebispo de BH usou três argumentos para recusar-lhe a bênção: aquilo não tinha forma de igreja, no painel de azulejos de Portinari quem acompanhava São Francisco de Assis não era um lobo, mas um cachorro Vira-latas, o que soava a deboche, e “last but not list” o arquiteto era comunista confesso.</p>
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<div id="attachment_1490" class="wp-caption aligncenter" style="width: 343px"><a href="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/oscar-n.JPG"><img class="size-full wp-image-1490" title="Oscar Niemeyer" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/oscar-n.JPG" alt="Painel de Portinari em azulejos, Igreja da Pampulha, BH" width="333" height="228" /></a><p class="wp-caption-text">Painel de Portinari em azulejos, Igreja da Pampulha, BH</p></div>
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<p style="text-align: left;">Seu nome é feito por suas obras. Elas falam por si mesmas. E falam bem mais alto. Elas estão por vários países: Estados Unidos, onde participou do projeto do prédio da ONU com Le Corbusier, Inglaterra, Líbano, Cuba, Venezuela, Argélia, Alemanha, Israel, Itália, Espanha  e Portugal.</p>
<p style="text-align: left;">Em 1963 recebeu o Prêmio Lênin da Paz, do Governo da antiga União Soviética, sendo o único brasileiro distinguido com a mesma. De lá para cá acumulou prêmios e condecorações pelo mundo afora. São centenas de obras em sua vida e dezenas de prêmios e reconhecimentos. Bastaria lembrar que Brasília nossa capital nasceu das mãos desse gênio. Mas, obras, mais do que os registros escritos somente, manterão gravados para sempre os feitos desse arquiteto-artista, que em 2001 recebeu o Título de Arquiteto do Século XX, do Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">Com a idade superior a quase todos os brasileiros, entra e sai do Hospital em silêncio, sem alardes ou frases bombásticas. É dele também a frase: “Não me sinto importante. Arquitetura é meu jeito de expressar meus ideais: ser simples, criar um mundo igualitário para todos, olhar as pessoas com otimismo. Eu não quero nada além da felicidade geral.”</p>
<p style="text-align: left;">Antes de se internar ia todos os dias ao seu escritório. E com certeza terminará esse grande projeto em andamento: Caminho de Niemeyer. Oscar Niemeyer é um nome especial. Um cidadão de inegável valor moral, ideológico, ético, consistente e coerente. Dá um gosto tremendo ver e ouvir um homem desta cepa. Ou basta viver em sua época ou tê-lo entre nós para nos dar tanto orgulho. Obviamente que o grande arquiteto aqui da terra está com seus dias contados. Mas, ele continua firme como uma pessoa íntegra e de grande valor em si.</p>
<p style="text-align: left;">O que poderia estranhar é que não vimos a mídia sensacionalista, corrupta e venal correndo atrás de manchetes explosivas sobre esse gênio centenário na porta de caríssimos hospitais. É realmente um homem de alto valor, muitas vezes maior que o das celebridades que os jornais e TVs promovem todo dia. Se a tal mídia global e bajuladora fosse atrás de uma frase de impacto, certamente ouviria da ternura que sempre foi sua marca registrada, a seguinte frase:</p>
<p style="text-align: left;">“Estou preparado para viver&#8230;”</p>
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