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	<title>Fundação Metropolitana &#187; Armazém do Zé</title>
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	<description>Fundação Educacional e Cultural Metropolitana</description>
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		<title>Armazém do Zé: &#8220;O Vaivém da Política Mineira&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 16:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Armazém do Zé]]></category>

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		<description><![CDATA[As eleições estaduais em Minas estão seguindo o mesmo caminho das eleições de Belo Horizonte. Quem não vive o dia-a-dia e não conhece o Velho Testamento da política mineira fica desnorteado. Para desorientar os profetas de plantão, o eleitorado montanhês anda em zigzag. Eleições de Belo Horizonte, 2008. Márcio Lacerda, candidato híbrido de tucanos e petistas, rivais na política nacional mas acochambrados na política de Curral Del Rei, começou muito acima dos outros: era o “Candidato da Aliança”. No primeiro turno foi orientado pelos proconsules a não ir aos debates com os “nanicos”. Que ficasse despreocupado, pois seus fortes padrinhos iriam colocá-lo dentro do gabinete, sentado no trono &#8230; com a mão na caneta! Eram as instruções. Pois bem, “quem acha que mineiro é bobo, cai na boca do lobo” (Livro do Genesis). O candidato que foi para o segundo turno contra Lacerda era sem expressão, apenas foi o depositário da indignação de um eleitorado plebeu que se sentiu subestimado pelos príncipes da nobreza. Lacerda podia ser um político inexperiente, mas jamais um poste. Guerrilheiro urbano no fim dos 60’s empresário bem sucedido e digno de respeito nas elites públicas e privadas da Capitania das Minas do Ouro, reputação ilibada, desvencilhou-se dos tutores, e no segundo turno mostrou a que veio: “Agora é comigo!” (Exodus). Como Moisés que saiu do Egito com o povo judeu, disposto a cruzar o deserto, partiu para os debates no mano-a-mano e permitiu que os belorizontinos vissem que o poste tinha capacidade de buscar a própria seiva. Ainda não floresceu, pois está cercado por uma equipe que lhe foi imposta, mas é de se esperar que ainda rompa as amarras, ainda tem tempo para dar flores e frutos. Mas, o que esta parábola tem a ver com a sucessão estadual de 2010? O filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel, o/a cara da foto acima, considerado o símbolo maior do idealismo, disse de certa feita que a história sempre se repete, ou seja todo evento histórico é no fundo a repetição de outro que pode ser encontrado no passado (dica de ouro para os profetas modernos). Discípulo de Hegel, que mais tarde criou sua própria escola, Karl Marx, após ter participado dos episódios revolucionários da Comuna de Paris (1848-1851) escreveu sua obra mais vibrante, apaixonada e rica em estilo,  &#8220;Der achtzehnte Brumaire des Louis Bonaparte&#8220;, ou “O Dezoito Brumário de Luiz Bonaparte”. É nesta obra que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3553" title="image001" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2010/08/image00117.jpg" alt="" width="200" height="253" /></p>
<p>As eleições estaduais em Minas estão seguindo o mesmo caminho das eleições de Belo Horizonte. Quem não vive o dia-a-dia e não conhece o Velho Testamento da política mineira fica desnorteado. Para desorientar os profetas de plantão, o eleitorado montanhês anda em zigzag. Eleições de Belo Horizonte, 2008. Márcio Lacerda, candidato híbrido de tucanos e petistas, rivais na política nacional mas acochambrados na política de Curral Del Rei, começou muito acima dos outros: era o “Candidato da Aliança”. No primeiro turno foi orientado pelos proconsules a não ir aos debates com os “nanicos”.</p>
<p>Que ficasse despreocupado, pois seus fortes padrinhos iriam colocá-lo dentro do gabinete, sentado no trono &#8230; com a mão na caneta! Eram as instruções. Pois bem, “quem acha que mineiro é bobo, cai na boca do lobo” (Livro do Genesis). O candidato que foi para o segundo turno contra Lacerda era sem expressão, apenas foi o depositário da indignação de um eleitorado plebeu que se sentiu subestimado pelos príncipes da nobreza.</p>
<p>Lacerda podia ser um político inexperiente, mas jamais um poste. Guerrilheiro urbano no fim dos 60’s empresário bem sucedido e digno de respeito nas elites públicas e privadas da Capitania das Minas do Ouro, reputação ilibada, desvencilhou-se dos tutores, e no segundo turno mostrou a que veio: “Agora é comigo!” (Exodus).</p>
<p>Como Moisés que saiu do Egito com o povo judeu, disposto a cruzar o deserto, partiu para os debates no mano-a-mano e permitiu que os belorizontinos vissem que o poste tinha capacidade de buscar a própria seiva. Ainda não floresceu, pois está cercado por uma equipe que lhe foi imposta, mas é de se esperar que ainda rompa as amarras, ainda tem tempo para dar flores e frutos.</p>
<p>Mas, o que esta parábola tem a ver com a sucessão estadual de 2010? O filósofo alemão <strong>Georg Wilhelm Friedrich Hegel, </strong>o/a cara da foto acima,<strong> </strong>considerado o símbolo maior do idealismo, disse de certa feita que a história sempre se repete, ou seja todo evento histórico é no fundo a repetição de outro que pode ser encontrado no passado (dica de ouro para os profetas modernos). Discípulo de Hegel, que mais tarde criou sua própria escola, Karl Marx, após ter participado dos episódios revolucionários da Comuna de Paris (1848-1851) escreveu sua obra mais vibrante, apaixonada e rica em estilo,  &#8220;<strong><em>Der achtzehnte Brumaire des Louis Bonaparte</em></strong>&#8220;, ou “O Dezoito Brumário de Luiz Bonaparte”. É nesta obra que afirma sua força literária, superando em definitivo o mestre:</p>
<p>“Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como comédia (farsa)”.</p>
<p>Pois bem, se esses dois filósofos alemães merecem crédito, a eleição de Lacerda foi uma tragédia, ou um drama. A de Hélio Costa vai caminhando para se tornar uma comédia, uma farsa. Do alto dos índices, com que sempre começa sua participação nas eleições majoritárias em Minas Gerais, Costa, como todos previam, vai “descendo a rua da ladeira” (Levítico). Como no Velho Testamento do futebol “quem não faz gol leva” (Números) “os pontos perdidos vão sempre para o outro lado” (Deteuronômio), por menos expressivo que seja. Todos já perceberam que a eleição mineira vai para o segundo turno. Da mesma forma como Lacerda começou o 2º turno, Costa deve beijar a lona. Mas será que, como Lacerda, terá capacidade de se levantar antes que o juiz conte até dez? “Tempo de morrer de rir e tempo de chorar em cântaros” (Eclesiastes).</p>
<p>Hélio Costa gastou seu dinheiro contratando a peso de ouro um publicitário picareta e inescrupuloso que lhe manda se esconder atrás de seu vice apático e amorfo. Mas ainda tem um bala no tambor. Se acreditar em Hegel, pode escapar da ironia de Marx, pode mostrar aos mineiros que não é somente uma “Memória dos Tempos Fantásticos”, título sugestivo de seu recente livro, que não é apenas um truque de imagem. Além de se livrar da armadilha em que se meteu, precisa mostrar que tem vontade própria, que pode buscar a própria seiva, que sabe a que veio, que tem algo melhor a oferecer, que tem um contraponto a fazer. Caso contrário estará apenas confirmando os prenúncios de Marx de que a história sempre se repete, da primeira vez como tragédia e na segunda como comédia, como farsa, da qual ele se tornará o personagem principal.</p>
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		<title>Os caças militares e as bóias de Alcântara</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 16:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Armazém do Zé]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas de Defesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste momento em que o governo brasileiro decide a estratégica compra dos caças militares e que a escolha técnica afunilou para três marcas, uma francesa, uma sueca e outra estadunidense, já era esperado que a grande mídia caça-níqueis arrendasse sua opinião para os interessados no bilionário negócio. Contam que certa vez Assis Chateaubriand, o velho Chatô, dono dos Diários Associados e “Imperador do Brasil”, em uma roda da Alta República, num momento de euforia etílica, exibiu a mão direita em forma de concha e vangloriou-se: “o único político brasileiro que não comeu por esta mão foi o capitão Luiz Carlos Prestes”. Chantagem e pirraça sempre foram usadas como armas eficazes na relação da grande mídia com a política. Afinal foram estas armas que levaram Getúlio Vargas ao suicídio. Para desanuviar a cortina de fumaça sobre o assunto dos caças militares recorremos a uma matéria jornalística solitária e de pouquíssima repercussão publicada pela Folha de São Paulo em 02/02/2009, sob o título “Bóias &#8220;suspeitas&#8221; cercam base de foguetes brasileira”. Ali lemos: “A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) investiga a possibilidade de espionagem e até mesmo risco de sabotagem no programa brasileiro e ucraniano de lançamento de foguetes. Recentemente, a agência elaborou relatório reservado, ao qual a Folha teve acesso, sobre equipamentos de telemetria (que podem captar, enviar e processar dados à distância) instalados em bóias apreendidas em praias que cercam o CLA (Centro de Lançamentos de Alcântara, Maranhão), no dia 11 de outubro do ano passado. É a terceira vez que a agência encontra o mesmo tipo de aparelho nos arredores de Alcântara. Abin Essas bóias são utilizadas para pesca em alto-mar, na localização de cardumes, mas têm capacidade de interferir nos sinais de navegação dos foguetes se para isso forem programadas, de acordo com a Abin. O equipamento foi submetido à análise do Instituto de Pesquisas da Marinha, no Rio. A hipótese de que o equipamento pode ter sido utilizado para interferir nas comunicações entre os foguetes e a base de Alcântara não foi descartada. Os técnicos do instituto também ressaltaram o fato de Alcântara estar muito distante das rotas de pesca em alto-mar. Eles trabalham agora numa perícia mais aprofundada.” A matéria da FSP cita trechos do relatório acessado: &#8220;A agência tem monitorado o aparecimento de bóias em intervalos de dois em dois anos, nas praias do CLA. Elas são acionadas por controle remoto via satélite e têm capacidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste momento em que o governo brasileiro decide a estratégica compra dos caças militares e que a escolha técnica afunilou para três marcas, uma francesa, uma sueca e outra estadunidense, já era esperado que a grande mídia caça-níqueis arrendasse sua opinião para os interessados no bilionário negócio. Contam que certa vez Assis Chateaubriand, o velho Chatô, dono dos Diários Associados e “Imperador do Brasil”, em uma roda da Alta República, num momento de euforia etílica, exibiu a mão direita em forma de concha e vangloriou-se: “o único político brasileiro que não comeu por esta mão foi o capitão Luiz Carlos Prestes”.</p>
<p>Chantagem e pirraça sempre foram usadas como armas eficazes na relação da grande mídia com a política. Afinal foram estas armas que levaram Getúlio Vargas ao suicídio.</p>
<p>Para desanuviar a cortina de fumaça sobre o assunto dos caças militares recorremos a uma matéria jornalística solitária e de pouquíssima repercussão publicada pela Folha de São Paulo em 02/02/2009, sob o título <em>“Bóias &#8220;suspeitas&#8221; cercam base de foguetes brasileira”</em>.</p>
<p>Ali lemos:</p>
<p>“A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) investiga a possibilidade de espionagem e até mesmo risco de sabotagem no programa brasileiro e ucraniano de lançamento de foguetes. Recentemente, a agência elaborou relatório reservado, ao qual a Folha teve acesso, sobre equipamentos de telemetria (que podem captar, enviar e processar dados à distância) instalados em bóias apreendidas em praias que cercam o CLA (Centro de Lançamentos de Alcântara, Maranhão), no dia 11 de outubro do ano passado. É a terceira vez que a agência encontra o mesmo tipo de aparelho nos arredores de Alcântara.</p>
<p style="text-align: center;">Abin</p>
<div id="attachment_1367" class="wp-caption aligncenter" style="width: 340px"><img class="size-full wp-image-1367" title="os caças militares e as bóias de Alcântara" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/10/image0031.jpg" alt="ma das bóias apreendidas perto de Alcântara;  nelas estavam equipamentos de telemetria,  que podem captar e enviar dados " width="330" height="220" /><p class="wp-caption-text">Uma das bóias apreendidas perto de Alcântara; nelas estavam equipamentos de telemetria, que podem captar e enviar dados </p></div>
<p>Essas bóias são utilizadas para pesca em alto-mar, na localização de cardumes, mas têm capacidade de interferir nos sinais de navegação dos foguetes se para isso forem programadas, de acordo com a Abin. O equipamento foi submetido à análise do Instituto de Pesquisas da Marinha, no Rio.</p>
<p>A hipótese de que o equipamento pode ter sido utilizado para interferir nas comunicações entre os foguetes e a base de Alcântara não foi descartada.</p>
<p>Os técnicos do instituto também ressaltaram o fato de Alcântara estar muito distante das rotas de pesca em alto-mar. Eles trabalham agora numa perícia mais aprofundada.”</p>
<p>A matéria da FSP cita trechos do relatório acessado: &#8220;A agência tem monitorado o aparecimento de bóias em intervalos de dois em dois anos, nas praias do CLA. Elas são acionadas por controle remoto via satélite e têm capacidade de enviar, transmitir e medir frequência, além de possuírem espaço suficiente para abrigarem corpos estranhos; estão equipadas com bateria de longa duração e painel solar&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há de se estranhar a presença dessas bóias no local porque a região não tem indústria pesqueira, não está na rota de barcos que as utilizem para tal, elas não se deslocam para muito distante de onde são colocadas e, no entanto, só são encontradas nas praias próxima ao CLA, apesar dos quilômetros de praias existentes no Maranhão&#8221;, continua o documento.</p>
<p>Segundo a matéria da FSP, até hoje, nenhuma empresa no Brasil ou no exterior reclamou os equipamentos encontrados pela Abin.</p>
<p>&#8220;Caso isso ocorresse” referindo-se à interferência na telemetria dos foguetes, “não seriam prejudicados apenas os eventuais lançamentos a partir de Alcântara, mas também se colocaria em risco a execução de operações de rastreio de veículos espaciais estrangeiros &#8211; serviço prestado pelos centros de lançamento de Alcântara/MA e Barreira do Inferno/RN&#8221;, continua o relatório.</p>
<p>A matéria da FSP dá mais detalhes:</p>
<p>“As bóias encontradas em outubro são de dois fabricantes diferentes, um espanhol e outro japonês. O modo de transmissão de dados do primeiro é via satélite. O do segundo, por ondas VHF e/ou UHF. Agentes da Abin envolvidos na investigação ressaltam que, em casos de espionagem, é comum a adaptação de aparelhos normalmente empregados em outras finalidades para camuflar a ação clandestina.</p>
<p>O CLA é um dos locais em que a Abin promove um trabalho preventivo de proteção do conhecimento nacional. A agência tem adotado medidas, em conjunto com dirigentes de centros de pesquisa, empresas estatais e até mesmo em companhias privadas, para tentar impedir que tecnologias desenvolvidas no país sejam alvo de espionagem ou sabotagem.</p>
<p>Além das bóias de pesca, a Abin levanta suspeitas também sobre a presença de muitos estrangeiros na região do CLA, uma área pobre, com pouca atividade e infraestrutura turística. Em 2006, o Grupo de Trabalho da Amazônia, coordenado pela Abin, produziu um relatório que abordou o tema.</p>
<p>O documento informa que, segundo fontes da polícia estadual do Maranhão, havia 116 estrangeiros no dia 15 de maio daquele ano em Alcântara, quando membros do GTA visitaram a base de lançamentos.”</p>
<p>O relatório da ABIN levanta outra situação apurada:</p>
<p>&#8220;Não foi possível saber quais as atividades que desenvolviam, tendo em vista que não haveria atividade no Centro de Lançamentos. Os altos índices de exclusão social presentes na cidade de Alcântara deixam a comunidade que ali reside exposta e fragilizada a tentativas de aliciamento e recrutamento por parte de ONGs e agentes a serviço de países que muito teriam a perder com os sucessos dos lançamentos da Base de Alcântara&#8221;.</p>
<p>A matéria jornalística enfatiza a suspeita de sabotagem, tomando o imenso cuidado de não citar especificamente a explosão do Veículo Lançador de Satélites, VLS, que vitimou vinte e dois dos principais cientistas e técnicos brasileiros envolvidos no projeto:</p>
<p>“A Abin ainda não conseguiu esclarecer se os aparelhos instalados nas bóias estavam em operação durante lançamentos feitos da base de Alcântara.</p>
<p>No dia 19 de julho de 2007, por exemplo, período intermediário entre duas apreensões (2006 e 2008) dos equipamentos, o CLA lançou o foguete VSB-30. O teste foi parcialmente bem-sucedido. O foguete percorreu o trajeto estipulado e o chamado módulo útil pousou no mar, mas o equipamento não foi encontrado após o lançamento, como previsto.”</p>
<p>Segundo a mesma matéria, na época, o CLA informou que, &#8220;durante a queda, houve oscilações no sinal de telemetria, o que dificultou o resgate do módulo após o lançamento&#8221;.</p>
<p>A partir do incidente da explosão do VLS o governo Lula decidiu pela construção de uma parceria estratégica com a Ucrânia, tendo sido criada a empresa binacional brasileiro-ucraniana denominada “Alcantara Cyclone Space”, cuja presidência foi entregue ao ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, ligado aos quadros do Partido Socialista Brasileiro, PSB, da base governista. Esta empresa trabalha em dobradinha com outra empresa que agrupa os remanescentes do projeto do VLS anterior, formada em sua maior parte por oficiais militares oriundos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, ITA, sediado em São José dos Campos, SP.</p>
<p>Mas a pergunta precisa ser respondida: quem teria o interesse de sabotar a busca brasileira de autonomia tecnológica? Qual é o país que tem tecnologia e estrutura voltada para tal? É bom que saibamos as respostas, pois quem tem tais atitudes não pode estar sendo sincero quando promete transferir tecnologias que irão permitir a autonomia de um país que busca ser soberano.</p>
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		<title>Armazém do Zé: “Quo Vadis, Domine?”</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 19:43:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Armazém do Zé]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Pública]]></category>

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		<description><![CDATA[Política de Segurança Pública no Brasil No Novo Testamento (João, 13,36-38) há uma passagem em que Pedro pergunta a Jesus onde ele está indo, “Quo Vadis, domine?”, “Onde vais senhor?”, e Cristo responde a Pedro que ele ainda não estava preparado para acompanhá-lo. Quando Pedro reage, afirmando que estava disposto a dar a vida pelo mestre, este responde: “Antes que o galo cante três vezes me negarás!”. Quatro séculos depois surgiu o documento “Atos dos Apóstolos Pedro e Paulo”, sem autor conhecido, que narra que os cristãos após a morte de Cristo se concentraram em Roma, e no reinado de Nero (54-68 DC) passaram a ser perseguidos e mortos na arena. Segundo este texto, tendo Pedro, primeiro bispo de Roma, decidido fugir da cidade, encontra Jesus Cristo na Via Ápia na forma de uma criança, e o diálogo se repete. Ao perguntar a Jesus &#8220;Quo Vadis, Domine?&#8221;, este responde-lhe que vai para Roma, para ser recrucificado por suas ovelhas que foram abandonadas. Envergonhado, Pedro retorna e reassume seu posto. Essa passagem é narrada no romance de Henryk Sienkiewicz, &#8220;Quo Vadis?&#8221;, que também virou filme épico de Hollywood. No Brasil um ex-secretário nacional de Segurança Pública apresentado por Lula e pelo PT como o salvador da pátria se exilou em Nova Iorque se dizendo ameaçado de morte e passou a escrever livros e até um roteiro de filme, “Tropa de Elite”. A herança de seu modelo é o desarmamento da população brasileira e a criação da Força Nacional de Segurança Pública, quer dizer, a militarização da segurança pública. O presidente Lula realmente tem uma incontestável proteção celestial. Ele comprovou ter forte intuição em questões econômicas e geopolíticas, e em termos de segurança pública deu muita sorte em ter uma oposição mais cega que seus desorientadores palacianos. O povo brasileiro deu seu recado no “plebiscito do desarmamento”: “-Vocês e suas famílias, que andam cercados de seguranças pagos com nosso dinheiro, como acham que nós iremos nos defender? Quem é que vai defender minha família quando tentarem invadir minha casa? Seguramente não será a polícia, que chega com a cirene ligada duas horas depois que os bandidos tiverem ido embora. Tenho dito!”. Nossas “lideranças” políticas, intelectuais, midiáticas, religiosas e voluntárias em memorável consenso promoveram uma decidida campanha para desarmar o povo brasileiro. Velhas garruchas e espingardas de grande valor museológico, até relíquias da Guerra do Paraguai foram esmagadas sob os rolos compressores diante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Política de Segurança Pública no Brasil</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="size-full wp-image-1256 aligncenter" title="Armazém do Zé: “Quo Vadis, Domine?”" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/09/image0014.jpg" alt="Armazém do Zé: “Quo Vadis, Domine?”" width="524" height="336" /><br />
</strong></p>
<p>No Novo Testamento (João, 13,36-38) há uma passagem em que Pedro pergunta a Jesus onde ele está indo, “Quo Vadis, domine?”, “Onde vais senhor?”, e Cristo responde a Pedro que ele ainda não estava preparado para acompanhá-lo. Quando Pedro reage, afirmando que estava disposto a dar a vida pelo mestre, este responde: “Antes que o galo cante três vezes me negarás!”. Quatro séculos depois surgiu o documento “Atos dos Apóstolos Pedro e Paulo”, sem autor conhecido, que narra que os cristãos após a morte de Cristo se concentraram em Roma, e no reinado de Nero (54-68 DC) passaram a ser perseguidos e mortos na arena. Segundo este texto, tendo Pedro, primeiro bispo de Roma, decidido fugir da cidade, encontra Jesus Cristo na Via Ápia na forma de uma criança, e o diálogo se repete. Ao perguntar a Jesus &#8220;Quo Vadis, Domine?&#8221;, este responde-lhe que vai para Roma, para ser recrucificado por suas ovelhas que foram abandonadas. Envergonhado, Pedro retorna e reassume seu posto. Essa passagem é narrada no romance de Henryk Sienkiewicz, &#8220;Quo Vadis?&#8221;, que também virou filme épico de Hollywood.</p>
<p>No Brasil um ex-secretário nacional de Segurança Pública apresentado por Lula e pelo PT como o salvador da pátria se exilou em Nova Iorque se dizendo ameaçado de morte e passou a escrever livros e até um roteiro de filme, “Tropa de Elite”. A herança de seu modelo é o desarmamento da população brasileira e a criação da Força Nacional de Segurança Pública, quer dizer, a militarização da segurança pública.</p>
<p>O presidente Lula realmente tem uma incontestável proteção celestial. Ele comprovou ter forte intuição em questões econômicas e geopolíticas, e em termos de segurança pública deu muita sorte em ter uma oposição mais cega que seus desorientadores palacianos. O povo brasileiro deu seu recado no “plebiscito do desarmamento”:</p>
<p>“-Vocês e suas famílias, que andam cercados de seguranças pagos com nosso dinheiro, como acham que nós iremos nos defender? Quem é que vai defender minha família quando tentarem invadir minha casa? Seguramente não será a polícia, que chega com a cirene ligada duas horas depois que os bandidos tiverem ido embora. Tenho dito!”.</p>
<p>Nossas “lideranças” políticas, intelectuais, midiáticas, religiosas e voluntárias em memorável consenso promoveram uma decidida campanha para desarmar o povo brasileiro. Velhas garruchas e espingardas de grande valor museológico, até relíquias da Guerra do Paraguai foram esmagadas sob os rolos compressores diante das câmaras sob o aplauso desses anjos da paz. Esta onda no entanto encontrou um formidável freio de arrumação no “plebiscito do desarmamento”, quando o povo brasileiro mostrou que dos petistas xiitas aos tucanos neoliberais, dos apostólicos romanos aos pentecostais da terceira onda, dos intelectuais engajados aos acadêmicos escolásticos, jornalistas com e sem diploma, ONGs de fachada e  desbundadas estavam em outro país ou em outro planeta quando decidiram implementar o plano de desarmar o povo brasileiro.</p>
<p>Aqui aproveito para citar dois países que resolveram de formas diferentes a repressão aos comportamentos anti-sociais, levando segurança aos cidadãos: Cuba e Canadá. Por incrível que pareça, são países extremamente diferentes, no primeiro o Estado onipresente e onisciente controla tudo, no outro é símbolo do liberalismo, da liberdade individual. Mas o que ele têm em comum?</p>
<p>Resposta: relacionamento de vizinhos e participação da comunidade! Em Cuba não há espaço para trombadinhas e assaltantes porque os Conselhos de Defesa da Revolução, os respeitados CDR, controlam tudo, é claro, controlados pelo governo, através de suas bem treinadas Brigadas de Resposta Rápida. Nenhuma pessoa estranha tem chance de caminhar pelas ruas de uma comunidade sem ser abordada, identificada e atendida pela organização de vizinhos.</p>
<p>No Canadá, fiquei uma vez muito impressionado com a palestra de uma oficial da Polícia Montada. Seu conselho não é para desarmar os cidadãos honestos nem a militarização da polícia como ocorre no Brasil. Entre suas campanhas estão conselhos simples aos cidadãos, como: “faça uma caminhada em volta do seu quarteirão e cumprimente seus vizinhos”. Quem não precisa fazer uma caminhada? Quem pode dispensar a amizade do vizinho?</p>
<p>&#8220;<img class="alignnone size-full wp-image-1257" style="margin:4px;" title="Armazém do Zé: “Quo Vadis, Domine?”" src="http://www.metro.org.br/wp-content/uploads/2009/09/image0021.jpg" alt="Armazém do Zé: “Quo Vadis, Domine?”" width="150" height="210" align="right" />O policiamento comunitário é uma evolução, e não uma revolução”. A afirmação é da policial canadense Shelly Dupont, chefe da Divisão de Serviços Nacionais de Polícia Comunitária da Polícia Real Montada do Canadá (RCMP).</p>
<p>Para Shelly, o policiamento “à moda antiga” não funciona mais: “As pessoas são presas, depois soltas, e voltam a cometer os mesmos delitos”. De acordo com ela, hoje a participação comunitária é vista como tão importante quanto a policial no controle do crime.</p>
<p>Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa! Que cartão postal! Que cartões postais! O Leblon e seu negativo, o Vidigal! São Conrado e a Rocinha! E São Paulo? Os mais velhos lembram-se do slogan: SÃO PAULO NÃO PODE PARAR! São Paulo, onde foi parar?! Uma cidade em que ninguém conhece o vizinho. Onde chegamos? Que país é este? Chegamos à dilaceração do precário “tecido social”. Também pudera!</p>
<p>Desorientados pela rejeição de sua política de avestruz no Plebiscito do Desarmamento, estado, academia, mídia, religião e voluntariado se mandaram pela Via Ápia e deixaram um vazio.</p>
<p>&#8230; Estava aberto o caminho para as MILÍCIAS! Nunca assisti a um filme tão oportuno como “Ensaio sobre a cegueira” de Fernando Meireles, inspirado na obra de José Saramago. Quem tem a arma assume o comando. E com quem restaram as armas depois das sucessivas campanhas pelo desarmamento? Se você pensou nos policiais acertou. Se você acha que foram eles quem criaram as milícias acertou de novo. Mas sem nenhum controle de direito ou de fato da sociedade que se pretende civilizada!</p>
<p>O “Ensaio sobre a cegueira” anuncia o fim, mesmo que temporário, da Civilização. Pois bem, esta lei que impera nas duas grandes metrópoles nacionais já está se estendendo por todo o país, e quem sabe por onde mais? Quem tem arma manda, e quem não tem? Só resta entregar as mulheres, como na obra de Saramago traduzida no filme de Meireles! Como podemos denominar a nova ordem da segurança pública no Brasil das milícias? Selvageria ou barbárie? No plebiscito esta criança que é o povo brasileiro pergunta à sua intelligentsia: “Quo Vadis, Domine?”</p>
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		<title>Armazém do Zé: de quem é o &#8220;Pré-sal&#8221;?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 20:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Armazém do Zé]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças Públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[A gente que tem uma capacidade mental mediana procura acompanhar os acontecimentos e é obrigado a dar atenção aos ícones da “grande imprensa”, essa gente que “se acha” no direito de falar o que lhes vêm à telha. Tem assunto que vai rolando e acaba caindo a ficha de alguém e as coisas vão se ajeitando, mesmo que leve algum tempo. Mas tem assunto que a bobageira vai só aumentando e é preciso a gente usar este instrumento democrático que é a internet para questionar certos consensos que vão se consagrando, burros como toda unanimidade. Estou cada vez mais impressionado com esta discussão na imprensa brasileira sobre a exploração do petróleo no chamado “Pré-sal”. Primeiro confesso que tive muita dificuldade de entender porque se fala Pré-sal. O prefixo latino “pré” significa “antes”. Como nós humanos estamos acima desta camada de sal e o petróleo em questão está abaixo, pensei que deveria ser pós-sal, mas os geólogos foram classificando as camadas a partir do núcleo do planeta, e esse petróleo está na camada chamada sub-sal ou pré-sal. Mas afora o bate boca dos que queriam criar a “Petrobrax” para ser privatizada, reclamando do estatismo da proposta do governo, existe um debate surrealista entre estados “produtores” e “não-produtores”. Aí eu pergunto para você que tem uma inteligência mediana como a minha: quem são esses estados “produtores”? Pela Constituição Federal os estados costeiros têm jurisdição sobre o território das ilhas não federais, mas não há nenhum marco legal que afirma que a plataforma continental pertença aos estados costeiros. A plataforma marítima é uma jurisdição federal, e está sob a exclusiva responsabilidade da esfera federal. Portanto todo o petróleo extraído da plataforma marítima está em território federal e de nenhum estado confederado. Se houver alguma cobiça ou ameaça externa à atividade da extração de petróleo na plataforma marítima as forças dos estados costeiros não terão nenhuma responsabilidade na defesa da soberania brasileira sobre essas águas, mas unicamente as forças federais. Se o governo federal comprar dos franceses os tais submarinos, caças e helicópteros, meu irmão, não serão os estados costeiros que irão pagar a conta, mas sim o governo federal, com recursos arrecadados dos cidadãos dos estados costeiros e não costeiros sem nenhuma discriminação. Portanto este conceito de “estados produtores” é um embuste, tais estados não contribuem em absolutamente nada com esta atividade, e ponto final. A única coisa que eles têm produzido bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A gente que tem uma capacidade mental mediana procura acompanhar os acontecimentos e é obrigado a dar atenção aos ícones da “grande imprensa”, essa gente que “se acha” no direito de falar o que lhes vêm à telha. Tem assunto que vai rolando e acaba caindo a ficha de alguém e as coisas vão se ajeitando, mesmo que leve algum tempo. Mas tem assunto que a bobageira vai só aumentando e é preciso a gente usar este instrumento democrático que é a internet para questionar certos consensos que vão se consagrando, burros como toda unanimidade.</p>
<p>Estou cada vez mais impressionado com esta discussão na imprensa brasileira sobre a exploração do petróleo no chamado “Pré-sal”. Primeiro confesso que tive muita dificuldade de entender porque se fala Pré-sal. O prefixo latino “pré” significa “antes”. Como nós humanos estamos acima desta camada de sal e o petróleo em questão está abaixo, pensei que deveria ser pós-sal, mas os geólogos foram classificando as camadas a partir do núcleo do planeta, e esse petróleo está na camada chamada sub-sal ou pré-sal.</p>
<p>Mas afora o bate boca dos que queriam criar a “Petrobrax” para ser privatizada, reclamando do estatismo da proposta do governo, existe um debate surrealista entre estados “produtores” e “não-produtores”. Aí eu pergunto para você que tem uma inteligência mediana como a minha: quem são esses estados “produtores”? Pela Constituição Federal os estados costeiros têm jurisdição sobre o território das ilhas não federais, mas não há nenhum marco legal que afirma que a plataforma continental pertença aos estados costeiros. A plataforma marítima é uma jurisdição federal, e está sob a exclusiva responsabilidade da esfera federal.</p>
<p>Portanto todo o petróleo extraído da plataforma marítima está em território federal e de nenhum estado confederado. Se houver alguma cobiça ou ameaça externa à atividade da extração de petróleo na plataforma marítima as forças dos estados costeiros não terão nenhuma responsabilidade na defesa da soberania brasileira sobre essas águas, mas unicamente as forças federais. Se o governo federal comprar dos franceses os tais submarinos, caças e helicópteros, meu irmão, não serão os estados costeiros que irão pagar a conta, mas sim o governo federal, com recursos arrecadados dos cidadãos dos estados costeiros e não costeiros sem nenhuma discriminação. Portanto este conceito de “estados produtores” é um embuste, tais estados não contribuem em absolutamente nada com esta atividade, e ponto final. A única coisa que eles têm produzido bem é marketing, pois seu discurso contagiou a “inteligência superior” da grande mídia.</p>
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