Crônicas Culturais

Um olhar sobre Pompéu – parte I

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 06/04/2018

Formação da alma pompeana Pompéu é uma cidade da Região Centro-Oeste de Minas Gerais, possui uma área de 2.550 quilômetros quadrados, como gostava de comparar meu primo Tunico do Xisto, um décimo da área total do Estado de Israel antes da Guerra dos Seis Dias em junho de 1967. Sua população no ano de 2010 era de 29.105 habitantes. Quem nasce ou reside na cidade de Pompéu é chamado de pompeano. Desde sua origem Pom...

Um conto japonês

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 28/03/2018

Numa pequena aldeia do Japão antigo vivia um casal que muito se amava e estavam sempre felizes. Todos os dias o marido saía muito cedo para trabalho caminhando pela rua onde poucas pessoas encontrava. Tudo corria às mil maravilhas até que num certo dia, quando andava pensativo e olhando para o chão, encontrou um pequeno espelho de bolso. Imediatamente abaixou-se e o apanhou. Qual não foi seu espanto quando ali viu a foto...

Que futuro estamos construindo?

Publicado por Manfredo Rosa
Data da publicação: 15/02/2018

A prática, a realidade, dá razão de sobra para nos sentirmos assim. Colossal é a lista de misérias que nos afligem. Em poucos lugares se descortina tão claramente a incompatibilidade entre o sistema social contemporâneo e a sobrevivência da espécie humana. A teoria, sempre em crise, também parece não ajudar muito na busca de algum farol. De fato. Acabo de ler o livro “A refundação do Brasil”, de Luiz de Souza ...

Minha rua brasileira

Publicado por Carlos Scheid
Data da publicação: 09/02/2018

Meu compadre Zeferim cansou-se da roça e veio para a cidade com armas e bagagens. Ou, como se diz na roça, de mala e cuia. Assim que os móveis e os trastes foram empilhados no apartamento, ofereci-me para mostrar-lhe o bairro, o comércio e tudo o mais. Tomamos a avenida e saímos pela direita. Na primeira esquina, o Fast Food. - Que é isso, Carlito? - É restaurante, compadre. A comida já fica pronta à espera da gente. ...

Bar do Portuga – III

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 07/02/2018

Com passos curtos, chegou, pediu a pinga e sentou-se a espera de audiência. Daí a minutos chega um cidadão pede uma cerveja estupidamente gelada e é convidado a compartilhar, dividir a mesa e ouvir seus causos. Começou a explicar algumas palavras pertinentes ao que ia contar e que caíram em desuso. Lembrou dos seus tempos de mais jovem e da prostituição. Engrenou conversa: – As prostitutas da capital vinham do in...

No Bar do Portuga II

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 31/01/2018

Fernando, o cidadão da cerveja de ontem, já esperava para ouvir sobre a velha Lagoinha, conforme sugeriu da vez anterior. Pediu a bôua, sentou-se e se pôs a falar. Não dá para falar, viu. Ninguém vai acreditar. A Lagoinha era o que há hoje e muitas vezes mais pela Praça Vaz de Melo e adjacências. A Vaz de Melo era única. O grande compositor Rômulo Paes fez aquela música: “Não há entre nós um paralelo, eu aqui...

A partilha do boi

Publicado por Carlos Scheid
Data da publicação: 25/01/2018

Quem não se lembra daqueles circos mambembes que atravessavam o interior do país, de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, movidos por inexplicável amor à vida circense? Pelos anos 50, palmilhando as estradas de terra vermelha do Sul de Minas, lá vinha o circo… A lona em trapos, o palhaço desbocado, a bailarina gordota, o pangaré magrelo e o picadeiro barrento que o pó de serragem transformava em pasta marrom, f...

Bar do Portuga na Lagoinha

Publicado por Sebastião Verly
Data da publicação: 19/01/2018

Lembranças ajudam a viver. Sem nada para fazer em casa ia até o Bar do Portuga, ali na esquina, pedia uma pinga e ficava à espera de que aparecesse alguém com disposição para ouvi-lo. Sempre aparecia outro com tempo também ocioso. Muita coisa era inventada pela sua cabeça septuagenária. Outra parte poderia ser confirmada por registros de diferentes áreas. Sentava e, havendo ouvidos, lá vinha a história. Era em 1936...