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Retrospectiva

Publicado por Carlos Bittencourt Almeida em Psicologia
data: 10/12/2010

Para muitas pessoas as festas de fim de ano são motivo de tristeza, ansiedade, depressão. É o momento em que param para pensar naquilo que não vai bem em suas vidas, principalmente nas relações com a família e nas relações homem e mulher. O natal e ano novo provocam nas pessoas uma espécie de balanço do ano que passou. Como foi, o que foi bom, o que me fez falta, o que quero que venha a acontecer no próximo ano. É ainda o momento em que desfilamos na memória as lembranças dos outros fins de ano de nossa vida.

Quando crianças é a época em que a maioria de nós recebeu presentes especiais. Muitas pessoas, nesta época, deixam vir à tona a criança que vive neles, a criança carente, que quer receber, ganhar, ser cuidada, ser amada, protegida. Por este motivo, de modo silencioso ou falado estas pessoas cobram, reclamam, estampam na sua fisionomia as suas frustrações, decepções, raivas, tristezas. A hora das festas é a hora da dor.

Todos nós temos desejos e objetivos que são exteriores. Queremos um bom emprego, moradia confortável, pessoas que gostem de nós por perto. Para conseguir estes objetivos o nosso esforço e empenho é fundamental, mas não garante o resultado. A sorte, nossa historia de vida, nossas capacidades naturais, a boa vontade das pessoas, tudo isto pode colocar freio ou frustrar nossos objetivos. Se pudermos ter, além destes objetivos, outros, interiores, que dependam apenas de nosso esforço e empenho, nos tornamos mais independentes, livres, com outras fontes de felicidade que ninguém pode roubar ou frustrar.

Aquele que se coloca, a cada ano, a cada dia. Objetivos de crescimento pessoal, seja no sentido intelectual, capacidades morais ou práticas, encontra um caminho de sempre ter o que comemorar, mesmo que as partes exteriores de sua vida não estejam conforme os seus desejos. Nestes objetivos é essencial que a pessoa se arme de duas atitudes: paciência e persistência. Às vezes demora muito tempo até nós termos certeza do sucesso. Para a autotransformação temos que nos avaliar ano a ano, ou mesmo períodos maiores. Com eu era há 3 anos atrás, há 7 anos, há 10 anos? O crescimento pode estar acontecendo, os esforços estão sendo úteis, mas o efeito visível às vezes demora para aparecer.

Quando nossa vida exterior não é bem sucedida, mesmo com nosso empenho, podemos nos sentir vítimas, sentir pena de nós mesmos, achando a vida difícil e injusta. Quando temos metas interiores não temos em quem colocar a culpa. Somos responsáveis, adultos, agentes. Isto é bom. Nos dá força, vigor, paciência e tolerância.

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Carlos Bittencourt Almeida - Psicólogo Clínico e escritor, residente em Belo Horizonte - MG Consultas online? envie suas perguntas.
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