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O Filho, sempre grato!

Publicado por Saulo Soares
Data da publicação: 18/04/2018

Meu pai nasceu muito pobre. Foi adotado por um casal que, além dele, cuidou de mais 16 crianças carentes. Ele contava histórias da bondade dos meus avós para com todos, inclusive com os animais. Meu avô, Lao Monteiro de Carvalho, aposentava seus animais em gratidão aos serviços prestados. Belo exemplo! Transcrevo, emocionado, a carta de meu pai aos seus, por ocasião da Páscoa de 1955, publicada no O NORTE FLUMINENSE, ...

O cristo cego

Publicado por Saulo Soares
Data da publicação: 19/03/2018

Raramente se vê na grande mídia posições favoráveis à Igreja, ao cristianismo e à fé. Quando muito, aludem à fé, de uma forma reducionista, como um tipo de terapia. Parece-me que a mensagem é: “Sejamos sensatos: crer é bobagem.”. Estranhei, portanto quando li há algum tempo, numa revista de grande circulação, a seguinte afirmação do colunista Reinaldo Azevedo: “Precisamos de Cristo não porque os homens ...

Dois ciganinhos

Publicado por Saulo Soares
Data da publicação: 19/12/2017

Sede de sentido. É o título de um pequeno caderno, do Prof. Viktor Frankl, fundador da Logoterapia, Editora Quadrante. Trata, obviamente, do sentido que “damos” à vida, especialmente à nossa vida. Diz ele que o sentido de nossas vidas não pode ser “dado”, mas somente encontrado. Não podemos criar um sentido, é preciso descobri-lo. Relaciona essa procura e descoberta com a felicidade. Ela, a felicidade, não é a...

Pensia que ela uma balata na minha atlás!

Publicado por Saulo Soares
Data da publicação: 14/06/2017

Nhinhinha. Personagem infantil, irresistível, santa e “milagreira” de Guimarães Rosa, no conto “A menina de lá”, de Pequenas Estórias. Claro, se de Guimarães, a linguagem parecerá um idioma desconhecido que, num beijo de “linguística”, apropria-se de nossas palavras, inventando desinventando, mas que, estranhamente… entendemos. Para ela era “tudo nascendo!”. As palavras não...

“Vê se se enxerga!”

Publicado por Saulo Soares
Data da publicação: 04/05/2017

Dito assim, de supetão, pode parecer agressivo. Pode. Logo imaginamos a mão levantada, a testa franzida e alguns azedos perdigotos a cruzar o céu da cena. Mas – e quase sempre há um “mas” – nem sempre é assim… Pode ser um belo e sábio conselho. De fato, tantos místicos bateram de forma contumaz nesta surrada tecla filosófica: “Conhece-te a ti mesmo!”. Um “vê se se enxerg...