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platônicos

Publicado por Líria Porto
Data da publicação: 12/08/2011

o mar não para vai e vem – irrequieto chega à praia passo à frente depois acho se arrepende arreda o pé   a serra por sua vez permanece embasbacada a olhar o mar de longe tem desejos de tocá-lo o corpo não lhe obedece Compartilhar este Artigo

Rupestres

Publicado por Líria Porto
Data da publicação: 16/06/2011

  entre a história dos dois a montanha a separá-los de um lado a pouca força do outro palavras parcas e as rochas tão caladas   de cá vivia uma louca de lá morava um poeta o homem sangrava versos as unhas dela rasgavam feriam a pele da pedra   e a fina chuva regava os gestos do amor eterno   Compartilhar este Artigo

d’alentejo

Publicado por Líria Porto
Data da publicação: 18/04/2011

quem canta os males - espanca florisbela sim senhor tudo em versos decassílabos duas quadras dois tercetos sonetos tristes (pra quem gosta um prato cheio pra quem não gosta um pires vazio) quem canta os males - espanca florisbela sim senhor tudo em versos decassílabos duas quadras dois tercetos sonetos tristes (pra quem gosta um prato cheio pra quem não gosta um pires vazio) quem canta os males - es...

A verdade

Publicado por Líria Porto
Data da publicação: 31/01/2011

tem um jeito justo de dizer as coisas tudo assim - na lata de tão diminuto um segundo basta-me e não se discute: amo-te * poesia de Líria Porto tem um jeito justo de dizer as coisas tudo assim - na lata de tão diminuto um segundo basta-me e não se discute: amo-te * poesia de Líria Porto tem um jeito justo de dizer as coisas tudo assim - na lata de tão diminuto um segundo basta-me e não ...

a_ventura além da serra

Publicado por Líria Porto
Data da publicação: 09/12/2010

da primeira vez que eu vi o mar só pensei em asas em voar pra longe da segunda vez que eu vi o mar pensei numa barca entrar devagar da terceira vez que eu vi o mar não pensei em nada joguei-me nas águas e nadei nadei era igual um peixe uma nova onda quando eu vir o mar pela quarta vez vou morrer no mar atirar a âncora Compartilhar este Artigo

Cócegas e Dilacerado

Publicado por Líria Porto
Data da publicação: 18/11/2010

cócegas a neblina encobre a serra bolina-a debaixo dos panos (séria não é santa deus salve a amélia) ****************************************** ****************************************** dilacerado um verso que- brado vai as- sim aos brados pr’os cocos de galho em g- alho com ag- onia e tristeza que a aleg- ria é vir- tude de p- oucos e a poes- ia não perd- oa Compartilhar este Artigo

Eu tinha um amor

Publicado por Líria Porto
Data da publicação: 06/08/2010

eu o acordava dizia-lhe bom dia amor ai loviú tem café com leite geléia pão de queijo requeijão torradas todo santo dia preparava-lhe a marmita arroz feijão carne salada ovo frito levava-a ao forno acaso ele chegasse tarde eu tinha um amor mas ontem terminamos por motivo grave cismei que ele amava ava gardner Compartilhar este Artigo

E la nave va

Publicado por Líria Porto
Data da publicação: 28/05/2010

Caminhei alguns calvários tive tristeza alegria desafios desenganos porém nada permanente quando a vida vira a página quando amanhece de novo o que deve ser será vive-se . um olhar um outro canto o choro outras palavras eu deixo a porta sem trava se um amor quiser partir outro por certo virá é a vida seu compasso a medida do possível . eu sorvo cada momento eu bebo cada gotinha eu choro rio padeço repenso minhas fraque...